O Templário d’El-Rei

 

 

 

Autor: António Balcão Vicente
Edição: Nov/2010
Páginas: 416
ISBN: 9789898092885
Editora: Ésquilo

 

 

Por entre os derradeiros ecos de uma cultura trovadoresca, Frei Arnaldo D’Eln, Cavaleiro Templário, através de um longo processo na demanda do autoconhecimento, estabelece a ponte entre Portugal e Aragão, dois reinos separados por Leão e Castela, mas muito próximos no florescimento das heterodoxias espirituais e de uma visão iniciática no quadro do Cristianismo.
Confidente de Reis e Príncipes do século XIII, modela destinos, sem conseguir controlar o seu.

Pel’O Templário d’el-Rei passam os sentimentos mais profundos da alma humana, numa teia de traições e lealdades, de guerras e ódios fratricidas, de amores e sonhos…
Retrato de uma época, em que uma Rainha, de nome Elisabeth e vinda de Aragão, pôde, pelo culto do Divino Espírito Santo, sintetizar a alma do Povo Português.

Autor – António Balcão Vicente

Autor:

António Balcão Vicente nasceu em Vilar Formoso em 1952. Professor Primário por escolha e paixão, é licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se especializou em Ciências Documentais. Aí defendeu tese de Mestrado em 1966 e veio a doutorar-se em 2003, com trabalhos de História Medieval Portuguesa.
Exerceu a docência do Mestrado em História Regional e Local na mesma Faculdade, sendo autor de vários trabalhos nas áreas da História Medieval e Contemporânea e da História Regional e Local.
Tem publicado artigos nas mais diversas revistas científicas e de divulgação  e apresentado comunicações em fóruns académicos, conferências de âmbito municipal e noutras instituições.
Fez algumas incursões no mundo do conto, aventurando-se em obra de maior fôlego com O Templário d’El-Rei.

2 comentários
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Comentários

  • Sebastião Barata

    Setembro 11, 2013 às 22:35
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    Parece-me que, na leitura deste livro, temos de distinguir três aspetos: o romance histórico, o papel desempenhado pelos Templários na reconquista da Península Ibérica e o Culto do Espírito Santo.No primeiro aspeto, o livro conta-nos a história de Frei Arnaldo d'Elne, um cavaleiro templário que, após regressar da Terra Santa, onde pelejou nas Cruzadas, nomeadamente na campanha contra Saladino, é colocado numa Comenda da ordem situada no Reino de Aragão. Aí se torna um importante conselheiro do príncipe e depois rei D. Pedro III, pai da que viria a ser a Rainha Santa Isabel de Portugal, esposa de D. Dinis. […] Ler Mais...Parece-me que, na leitura deste livro, temos de distinguir três aspetos: o romance histórico, o papel desempenhado pelos Templários na reconquista da Península Ibérica e o Culto do Espírito Santo.No primeiro aspeto, o livro conta-nos a história de Frei Arnaldo d'Elne, um cavaleiro templário que, após regressar da Terra Santa, onde pelejou nas Cruzadas, nomeadamente na campanha contra Saladino, é colocado numa Comenda da ordem situada no Reino de Aragão. Aí se torna um importante conselheiro do príncipe e depois rei D. Pedro III, pai da que viria a ser a Rainha Santa Isabel de Portugal, esposa de D. Dinis. O autor descreve as suas viagens dentro e fora do Reino, desde Valência a Paris, passando por Barcelona, Saragoça e Pamplona, as capitais dos domínios do seu senhor. Quando se contratou o casamento da princesa de Aragão com o rei de Portugal, foi um dos seus acompanhantes através do Reino de Castela, tendo ficado, depois, ao serviço do rei de Portugal. Nestas viagens, que podemos acompanhar pelos mapas reproduzidos no final do livro, o leitor tem oportunidade de conhecer a Península Ibérica medieval, mais concretamente entre 1269 e 1287. Não tivesse sido há mais de 700 anos, e podíamos pensar tratar-se de literatura de viagem. Mas foi um pretexto para o autor nos dar a conhecer o modo de vida da época, a organização política e social e a difícil tarefa de conter a luta do clero e da nobreza pelo poder, numa época em que já se adivinhava a queda do Reino de Granada e a definitiva expulsão dos Mouros da Península.No que toca aos Templários, podemos ver a sua implantação em toda a a Península Ibérica e reino de França, e o poder que conseguiram, através do seu apoio às casas reais na Reconquista. Frei Arnaldo, nas suas viagens, contactava com os seus confrades das diversas Comendas (casas, ou castelos) da Ordem dos Cavaleiros do Templo. O autor mostra-nos bem como adquiriram um grande poder, não só pelas benesses territoriais que recebiam dos Reis, mas também do seu poder económico crescente e da sua magistratura de influência que os levava a ter um poder maior que o daqueles que diziam servir. Ficamos também a conhecer muito do pensamento desta Ordem, nalguns aspetos divergente da hierarquia oficial da Igreja ou até oposta, tornando-se a guardiã de doutrinas dos tempos primitivos que foram implacavelmente perseguidas pela Igreja de Roma. Vemos como ela se organizava em células com todas as características das sociedades secretas, como ritos de iniciação e conhecimentos esotéricos só acessíveis aos iniciados.É neste contexto que se insere o Culto ao Divino Espírito Santo. É uma crença que vem desde os tempos apostólicos e que se alicerça na promessa de Cristo de que volta para junto do Pai, mas deixava no mundo o Espírito Santo que nos ensinaria todas as coisas. É uma crença do género milenarista, que procura insinuar entre os seus fiéis que a Época em que, por ação do Espírito, a humanidade vai viver em paz entre si e com a natureza, já chegou ou está a chegar. Este livro mostra como o culto do Espírito Santo estava muito divulgado na Península naquela época, insinua que os Templários tiveram um importante papel na sua expansão e a Rainha Santa Isabel foi a responsável pela sua introdução e desenvolvimento no nosso País. Na verdade, podemos constatar que o culto do Espírito Santo foi e continua a ser muito grande em Portugal. Atestam-no as festas dos Açores com os Tronos e os Imperadores, mas também outras manifestações, como os bodos distribuídos aos pobres que se vão mantendo nas festas de raiz mais popular, que ainda se celebram em muitas localidades por todo o país.Depois desta já longa conversa, só me resta acrescentar que, apesar de se tornar um texto algumas vezes cansativo para quem espera um singelo romance histórico ao estilo dos autores mais badalados, gostei muito de ler este livro. É uma história muito densa, com muita informação que a torna pesada e difícil de seguir por quem não tenha um conhecimento profundo dos temas tratados. Mas apaixonante para quem é iniciado nestas matérias.Termino com a informação para os mais românticos de que aqui também há romance. Para além dos relacionamentos reais lícitos e ilícitos, temos uma facadinha nos votos de castidade do nosso Frei Arnaldo que vai ter consequências e desempenhar um papel importante da história. Afinal, os mais castos também se apaixonam... Read Less

  • Maria João

    Agosto 8, 2013 às 19:13
    Responder

    Demorei algum tempo a conseguir terminar a leitura deste livro e mais alguns dias para escrever a minha opinião.Apesar da ideia da trama ser muito prometedora, depois perde-se nas divagações do Templário e das conversas com o seu escudeiro.Acho que é um livro mais adequado a quem se interessar pela temática dos Templários, época medieval e o Espírito Santo.

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