
Autora: Jacqueline Susann
Páginas: 480
Editor: Edições Contraponto
Leia aqui um excerto do livro
Anne, Neely e Jennifer são três jovens fortes, independentes e com muita sede de viver. Mas quando os sonhos da vida se despenham contra os rochedos da desilusão , precisam de algumas «bonecas» -comprimidos calmantes, excitantes, ansiolíticos ou opiáceos - para sobreviver…
Anne: ingénua e doce, mas ansiosa por descobrir tudo o que a vida tem para oferecer…
Neely: um espírito rebelde. Órfã desde a mais tenra idade, só ambiciona uma coisa na vida - rios de dinheiro!
Jennifer: com um corpo de fazer parar o trânsito, este imã sexual só deseja uma coisa - casa e assentar.
Amor, traição, desejo e dependência são retratados em toda a sua crueza neste romance inesquecível, considerado um clássico da literatura norte-americana.
Autora:
Jacqueline Susann nasceu em Filadélfia em 1918. Antes de se dedicar à escrita foi actriz de televisão e teatro. Faleceu em 1974.
O Vale das Bonecas é considerado o livro mais vendido de todos os tempos. Foi adaptado ao cinema, ao teatro e à televisão e conta com mais de 30 milhões de exemplares vendidos só nos EUA.









Comentários
Um livro que nos prende e rapidamente chega ao fim. Mas não se deixem iludir pelo mundo do espetáculo, pois nem tudo é o que parece e nem tudo acaba como gostaríamos.
A autora pegou em três mulheres, Anne, Neely e Jennifer, que não eram ninguém, mas cada qual com o seu sonho "americano" e muita ambição. Ao logo de mais ou menos três décadas, assistimos ao sucesso de cada uma e ao seu desmoronamento, aos amores e desamores, como passaram de humildes a cruéis, como passaram de mandadas a mandar e como o sucesso e o trabalho lhes subiram à cabeça, refugiando-se no sexo gratuito, álcool, traição e drogas, as famosas bonecas... para conseguirem suportar mais um dia.
Um livro fácil de ler e que, apesar de ter sido escrito há mais de quarenta anos, continua actual, e é neste aspecto que para mim "É de se lhe tirar o chapéu"!
Uma excelente escritora, uma escrita fácil de acompanhar.
Este livro foi lido nas minhas "pausas" e "esperas" durante as minhas férias ao Cairo e Jordânia.
O livro foi escrito nos anos 60 e retrata a vida glamourosa (ou não) das vedetas de Tv, teatro, com temperamentos extremamente difíceis, pois eram mimados, mal educados, etc.
No geral, gostei da escrita, é fácil de acompanhar, mas, por outro lado, não gostei da mentalidade retratada (sei que retrata a época).
O escape utilizado pelas personagens eram todo o género de comprimidos, o que hoje em dia todos fazem sem qualquer problema ou pudor.
Acho fantástico que um livro com tantos anos ainda hoje marque a diferença.
Neste livro acompanhamos a vida de 3 jovens – Anne, Neely e Jennifer - desde meados dos anos 40 até à década de 60, as suas perspectivas de vida, frustrações, infelicidades, amores e desamores e o porquê de terem começado a ingerir “bonecas” de todas as cores e feitios.
Este livro despertou em mim sentimentos ambíguos.
No geral gostei, só que não gostei da forma como a autora descreveu estas personagens.
Na minha opinião só mostra os “podres” que existem neste mundo. Por isso, antigamente o mundo do espectáculo era tão mal visto e nenhum pai queria que a filha fosse para esse mundo e este livro só vem confirmar esse ponto de vista.
Estas personagens são mentirosas, superficiais, interesseiras, mimadas, parece que não têm auto estima. Tanto podem ser amigas umas das outras, como para seguir estar a apunhalarem-se pelas costas. Aguentam coisas só para as outras pessoas não comentarem e tal… enfim acho que pode ser um reflexo da sociedade da altura e creio que ainda nos dias de hoje acontece, mas não desta forma tão excessivamente negativa.
O título do livro é referente às drogas que estas mulheres tomavam para as ajudarem a passar os dias, comprimidos que as ajudam a abstrair-se do mundo em que viviam.
Eu não digo que o que é retratado aqui neste livro não exista hoje em dia, porque existe, e não é preciso ser do mundo do espectáculo para as pessoas se “encharcarem” de comprimidos, só que cheguei ao fim do livro e nenhuma destas mulheres criou simpatia e vi este mundo como um mundo de podridão.