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Autora: Lisa Gardner Edição: Mai/2011 Páginas: 368 Editora: Publicações Europa-América
De uma mestra do suspense, chega-nos esta história de arrepiar, que explora os perigos que estão sempre à espreita, bem mais perto do que imagina. Pois nunca sabemos o que se passa dentro de um lar, até de uma família perfeita, quando as portas se fecham… Eis o que aconteceu… Era um caso que iria sem dúvida gerar um frenesim mediático - uma jovem mãe, loura e bonita, desaparece da sua casa no sul de Boston, sem deixar rasto, deixando para trás a sua filha de 4 anos como única testemunha e um marido, tão atraente quanto reservado, como principal suspeito.
Nas últimas seis horas… Mas, a partir do momento em que o sargento-detective D. D. Warren chega ao pequeno chalé dos Jones, ela tem a sensação de que algo está errado com a imagem de aparente normalidade que o casal tanto se esforçou por manter. À primeira vista, Jason e Sandra Jones eram como qualquer outro casal trabalhador com uma filha de 4 anos para criar. Mas, abaixo da superfície calma, espreitavam as trevas... Do mundo como o conheci… Com o relógio a avançar e a vida de uma jovem desaparecida em risco e a tempestade mediática a aumentar, Jason Jones parece mais interessado em destruir provas e isolar a filha do que em procurar a sua «amada» esposa. Estará o marido perfeito a tentar esconder a culpa? E será a única testemunha do crime a próxima vítima do assassino?
Autora: Lisa Gardner é a autora best-seller n.º 1 do New York Times, que tem várias obras publicadas, todas reconhecidas como obras de mestria no seu género. Vive com a sua família em Nova Inglaterra, onde se dedica a escrever o seu próximo livro.
Críticas: «Repleto de reviravoltas inventivas, este livro altamente cativante deixa-nos com uma solução chocante e uma sensação de justiça cumprida.» Publishers Weekly «Esta é certamente a obra mais complexa de Gardner, e para os seus fãs será sem dúvida um prazer lê-la.» Booklist «Nunca mais irá olhar para uma porta destrancada, uma janela aberta ou uma ligação à internet da mesma maneira. É perfeito para o Verão, um livro que se lê sem parar, como nenhum outro.» Jon Land, The Providence Journal
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Comentários
Após o desaparecimento de Sandra Jones, a personagem principal, muitas questões são colocadas: o que realmente aconteceu? Estará Sandra viva, ou morta?
Para os responsáveis pela investigação, Detective Warren e Sargento Miller, não existem dúvidas: o principal suspeito é Jason Jones, o próprio marido. No entanto, e no decorrer da investigação, muitos outros suspeitos entram em cena e o mistério perdurará até ao final.
Abordando questões como a violência doméstica e abusos sexuais, torna ainda mais enigmático o desenrolar da história.
A autora leva-nos a suspeitar de tudo e de todos, mexendo mesmo com o nosso psicológico, pois acabamos por ficar baralhados com tanta hipótese para o verdadeiro culpado.
Agradou-me bastante a forma como está escrito, com relatos na primeira pessoa, tanto de Sandra como de Aidan, um dos suspeitos principais, dando-nos mais informações sobre o carácter das personagens, tornando-nos, leitores, mais próximos deles.
Recomendo vivamente esta leitura.
Este livro, publicado pela Europa-América, pertence a uma série protagonizada pela Sargento D.D. Warren e é o terceiro livro da série. O primeiro foi publicado cá pelo Círculo de Leitores e chama-se “Sozinhos”. O segundo volume, “Hide”, não foi publicado.
Sinceramente, não digo que me fez falta ler o livro que não foi publicado. No entanto, as referências que a autora faz ao Bobby Dodge, vêem de trás, nomeadamente do livro “Sozinhos”, onde somos apresentados a ele (ele é o protagonista) e muito provavelmente ao livro “Hide”, onde ele também entra.
Falando sobre este livro, posso dizer que me cativou desde a primeira página, me fez ficar agarrada a ele para saber afinal o que se tinha passado com a jovem mãe: foi raptada, fugiu pelos seus próprios pés, foi morta? Onde estará? E quem fez algo tão cruel?
Muitas questões são levantadas e só mesmo no final é que as coisas começam a bater certo e deslindámos o que aconteceu.
A polícia investiga o caso e o principal suspeito é o marido, visto que a história dele tem muitas incongruências. Também aparece como suspeito um vizinho, que tem cadastro (se já fez mal no passado, pode sempre reincidir, não é?).
O livro tem partes onde é contado pelo ponto de vista da Sandra e do Aidan (o vizinho) e é nessas partes que vemos um pouco do que lhes aconteceu no passado e os seus sentimentos.
Devo dizer que as partes do Aidan são um pouco “tramadas”, isto porque ele foi condenado e cumpriu a sua pena, veio cá para fora, mas, devido ao crime que cometeu, tem a sua vida cá fora muito controlada e não pode desviar-se muito dela.
E ele vai a umas reuniões, tipo Alcoólicos Anónimos, com outros tipos como ele.
A autora foca aqui um ponto de vista curioso: será que todos os criminosos são “farinha do mesmo saco” ou depende do crime que cometeram e ao saírem da prisão podem ser reabilitados ou não?
O final é surpreendente, acho que as pessoas não estão à espera daquilo (o que é óptimo) e, ao longo do livro, vamos desconfiando de todos e mais alguém, por que está escrito dessa forma: ninguém é inocente, todos têm algo a esconder.
Este livro levanta a questão: conhecemos realmente as pessoas que nos são mais próximas? Como diz o ditado: “as aparências enganam”.
Estava mesmo a precisar de ler um livro deste género, um policial mesmo agradável, que prende o leitor logo nas primeiras folhas. As personagens têm um bom historial, o enredo da história está muito bem conseguido.
Somos levados a pensar que realmente os suspeitos são mesmo culpados, que tiveram motivos e oportunidades e que fazem mesmo tudo para parecer criminosos.
Mas depois a história vai-se desenrolando, mais coisas do passado são trazidas ao de cima, novos suspeitos aparecem e, depois de algumas reviravoltas, os suspeitos são na realidade inocentes e os inocentes são afinal os verdadeiros criminosos.
Para quem já possa estar um bocado farto de romances e das sagas de vampiros, aqui encontra uma excelente opção para fugir à rotina que nos envolve de tal forma, que só conseguimos respirar na última página.
Um livro muito recomendado para ler numa esplanada debaixo de uma sombra, ou mesmo para quem goste de ficar estendido na areia, debaixo de um chapéu-de-sol.
Evolvente e perturbador, é como o classifico! Tanto achamos que o culpado é aquele que mais óbvio parece, como, por essa mesma razão, já não nos parece ser ele... E desistam porque não vão acertar!!!
Para além disso, como pano de fundo, está a questão dos maus tratos e violações, infligidos pelos parentes mais próximos, questão sempre presente nos nossos dias e que nos faz reflectir.
Gostei muito desta leitura que se faz num ápice e sem momentos mortos. As personagens têm vida própria e sentimos empatia ou repulsão por algumas delas, o que complica o nosso critério e imparcialidade, quando nos pomos a tentar adivinhar o final.
Adoro esta autora, a forma como desenvolve e explora o que de melhor e pior existe em nós.
Uma jovem mãe que desaparece sem deixar rasto, deixando para trás a sua filha de 4 anos. O que realmente aconteceu? Fugiu? Vítima?
Um verdadeiro mistério até ao fim.
Adorei!
Em O Vizinho, Sandra Jones de 23 anos é raptada, deixando para trás os seus pertences e, acima de tudo, a sua filha Ree de 4 anos.
Ora, o livro começa precisamente com um relato em primeira mão de Sandra nos momentos que antecedem o bater na porta e a personagem ser levada do seu próprio lar. Como a sinopse indica, as suspeitas recaem sobretudo no marido, Jason Jones, um pouco mais velho que Sandra, uma vez que este almeja arduamente limpar qualquer pista para encontrar a sua esposa.
Então e perguntam vocês: porquê o título do livro "O Vizinho"? Nas redondezas da casa dos Jones, vive Aidan Brewster, um rapaz bastante estranho, ex-presidiário, que tenta a todo o custo ilibar-se do que possa ter acontecido à rapariga, tal é o poder do estigma que a vizinhança exerce sobre ele.
Desta forma, a sargento detective D. D. Warren (não faço a mais pequena ideia do que significam as iniciais) e o sargento Brian Miller são chamados a investigar este estranho caso.
Um aspecto interessante da estrutura do livro é a forma como as personagens Sandra e Aidan relatam na primeira pessoa as suas próprias perspectivas e vivências, permitindo ao leitor percepcionar as suas maneiras de ser. Assim, este vê com os seus próprios olhos, ou sente na pele o que estas personagens nos transmitem no decorrer da narrativa.
Jason é uma personagem mais superficial, tendo uma descrição mais subjectiva, o leitor interpreta-a de forma mais pessoal, incutindo um certo sentimento de desconfiança. A adorável Ree é uma criança inocente que terá testemunhado o súbito desaparecimento da mãe, uma personagem à qual nos é impossível ficar indiferentes.
Em relação aos detectives, não senti grande ligação com os mesmos. Talvez porque este livro seja já o terceiro protagonizado por D.D. Warren e, muito provavelmente, o seu perfil estaria já mais delineado nos livros anteriores. E tendo eu lido livros com brilhantes prestações de detectives, não achei que Miller e Warren fossem assim tão relevantes na história...
Apesar do livro não ser dotado de aspectos violentos ou gore, torna-se por vezes desconfortável ler passagens que se relacionam com a temática dos abusos sexuais. No entanto, há uma vertente de mistério que se adensa página após página, aliado a uma pitadinha ligeira de romance e drama... muito drama. Munido de alguns twists, o desenvolvimento da história distancia-se da linearidade que eu imaginava no início. O desfecho é bastante intenso e, nas últimas páginas, somos confrontados com o que realmente se passou com Sandra, e devo dizer que foi bastante imprevisível.
Uma leitura rápida e bastante viciante, que nos faz reflectir sobre vários aspectos, nomeadamente:
- Conhecemos realmente o nosso companheiro de vida?
- Por muito que amemos alguém, estaremos mesmo aptos a ficar com essa pessoa para sempre?
- Que sacrifícios somos capazes de fazer por quem amamos?
- Os nossos vizinhos serão fáceis de inteligir?
É realmente um livro que, constituindo um thriller, também nos deixa apreensivos com estas questões. Recomendo sem reservas!
Para mim, é claro, assim que pego num livro deste género, percebo de imediato se a história me vai agarrar ou não, e com este assim foi. É mais do género de thriller psicológico, pois desde o início que somos inquietados com a narrativa na primeira pessoa do que terá acontecido na noite em que Sandra desapareceu. Na realidade, essas primeiras páginas encerram a verdade sobre o mistério do seu desaparecimento , mas só ao longo da narrativa é que vamos conseguindo decifrar o que se esconde por trás desse relato. Onde está Sandra Jones? É a pergunta que se coloca de imediato. Mas quem é Sandra Jones, quem são na realidade os Jones? Essa sim, é a pergunta principal que acabamos por nos colocar, e para a qual é necessário encontrar a resposta para que o mistério se resolva.
Está fantástica a forma como a autora vai alternando a narrativa da acção, com os testemunhos dos diversos intervenientes, em forma de desabafo, deixando-nos espreitar de algum modo para a mente e estados de espírito de cada um.
Já conhecia Lisa Gardner (li o "Minha Até à Morte") e gostei imenso da forma como somos quase obrigados a continuar a ler, tal é a vontade de desvendarmos o mistério. Confesso que nestes últimos dias fui sempre deitar-me agarrada a "O Vizinho". lol
Muito bom!
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