Os Anagramas de Varsóvia

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Autor: Richard Zimler
Edição: Set/2015 (Nova edição)
Páginas: 352
ISBN: 9789720047281
Editora: Porto Editora

 

 

 

Polónia, ano de 1940. Os nazis isolam milhares de judeus num pequeno gueto em Varsóvia. Erik Cohen, um velho psiquiatra judeu, vê-se obrigado a partilhar um pequeno apartamento com a sobrinha e o adorado sobrinho-neto de nove anos, Adam. Certo dia, porém, Adam desaparece e o seu corpo, estranhamente mutilado, só é encontrado na manhã seguinte, no arame farpado sobre o muro que rodeia o gueto. Quando um segundo cadáver aparece em circunstâncias muito similares - desta vez o de uma rapariga judia -, Erik e o seu velho amigo Izzy tentam obter respostas, lançando-se numa investigação tão sinistra quanto perigosa.

O mistério adensa-se e as dúvidas também. Serão os próprios nazis responsáveis por aquelas mortes ou estará um traidor judeu envolvido nos crimes? Neste thriller histórico comovente e arrepiante, Richard Zimler conduz o leitor aos recantos mais sombrios de Varsóvia, num périplo pela própria alma humana.

Leia as primeiras páginas aqui.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Meia Noite ou o Princípio do Mundo
Goa ou o Guardião da Aurora
A Sentinela
A Sétima Porta

Autor:

Richard Zimler nasceu em 1956 em Roslyn Heights, um subúrbio de Nova Iorque. Fez um bacharelato em Religião Comparada na Duke University e um mestrado em Jornalismo na Stanford University. Trabalhou como jornalista durante oito anos, principalmente na região de São Francisco. Em 1990 foi viver para o Porto, onde lecionou Jornalismo, primeiro na Escola Superior de Jornalismo e depois na Universidade do Porto. Tem atualmente dupla nacionalidade, americana e portuguesa. Desde 1996, publicou onze romances, uma coletânea de contos e quatro livros para crianças. A sua obra encontra-se traduzida para 23 países.

Saiba mais em www.zimler.com
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Comentários  

 
#3 Sebastião Barata 2010-11-10 19:10
Erik Cohen regressa do mundo dos mortos e encontra, no que resta do gueto de Varsóvia, Heniek Corben, a única pessoa que o consegue ver e conta-lhe as suas desventuras desde que foi transferido para este mesmo gueto no último sábado de Setembro de 1940, até à sua morte no dia 7 de Dezembro de 1941, no campo de trabalho de Lublin. Os americanos acabam de entrar na guerra e a sorte dos nazis começa a mudar.
Heniek consegue sobreviver e preservar o manuscrito das suas conversas com Cohen, a que chamou Anagramas de Varsóvia, uma vez que os nomes de todas as pessoas citadas não são os reais, mas anagramas construídos a partir das letras do seu verdadeiro nome.
Esta é mais uma obra que vem ajudar a lançar luz sobre os horrores do nazismo para com o povo judeu. Através da história de Cohen, podemos vislumbrar um pouco do que era a vida nos guetos, antros de miséria, onde foram enclausurados milhões de pessoas, a maior parte delas bem colocadas na vida e habituadas a um certo conforto. Ali tudo faltava, desde a comida ao vestuário, desde o calor de uma lareira ao petróleo para o fogão. As pessoas eram forçadas a viver amontoadas, porque todos os dias chegavam novos moradores. O contrabando campeava, a corrupção era o pão nosso de cada dia e a colaboração com o inimigo era, por vezes, a única forma de sobreviver.
É um livro bem escrito, bem localizado na época, que merece ser lido e meditado, para que as ditaduras, sejam elas quais forem, não tenham mais lugar na sociedade.
 
 
#2 João Teixeira 2009-12-11 15:19
Os livros de Zimler surpreendem-me sempre por as narrativas neles contidas me parecerem sempre tão reais. Para isso contribui em muito o facto de ele incluir muitas personagens que, apesar de poderem tornar um pouco confusa a história em determinadas alturas, acaba por lhe dar uma verosimilhança bastante interessante. Porém, ao não se coibir nos pequenos pormenores, faz com que as relações entre as personagens sejam absolutamente credíveis, ao ponto de quase crermos que tudo aquilo aconteceu na realidade.
Zimler é um fantástico contador de histórias, e é por isso que tenho aproveitado para ler todos os seus livros nos últimos tempos. Não há nenhum de que não tenha gostado verdadeiramente (apesar de "Meia-Noite ou o Princípio do Mundo" e "À Procura de Sana" não me terem deixado assim muito entusiasmado), o que é bom sinal. No entanto, começa a parecer-me que as personagens principais são sempre muito iguais umas às outras, mudando apenas o ambiente e a época em que a história se desenrola. Isto já não é assim tão bom sinal, pois cada vez que leio um livro novo deste autor, o efeito-surpresa desvanece-se cada vez mais para dar lugar a um sentimento de "parece-me que já li isto nos livros anteriores". Outra coisa que também considero menos positivo nos seus livros e cuja narrativa se desenrola no século XX (além destes "Os Anagramas de Varsóvia", existe igualmente "A Sétima Porta", o meu livro preferido da saga Zarco) são as frequentes referências à cultura anglo-saxónica (tais como o nome de actores ou músicas ou filmes) que não me parecem ser de todo possíveis de serem feitas por personagens germânicas ou polacas, por mais cosmopolitas que elas sejam.

No entanto, e apesar de não considerar que este seja o melhor livro que li de Zimler, penso que é um dos seus melhores policiais históricos, não porque a história o justifique em si (é até bastante simples e a sua resolução final não é muito surpreende), mas porque está muito bem arquitectado. Assim como está a d' "O Último Cabalista de Lisboa", outro dos meus livros preferidos da saga Zarco. Isto leva-me a dizer que este é um livro que, sem dúvida alguma, vale a pena ser lido. Além de ser uma leitura recreativa, faz-nos ainda reflectir sobre a questão do Holocausto e do quão injusta pode ser a ignorância aliada ao poder.

Dou-lhe 8 estrelas (num máximo de 10).
 
 
#1 Roberta Gonçalves 2009-11-15 20:53
Vergonhosamente digo que este é apenas o 2º livro que leio deste excelente autor.
Fico triste quando penso nas grandes obras que andam por aí e o meu tempo é tão pouco para as ler.
Este foi um livro que me absorveu todos os poucos momentos livres que tenho tido, pois com a sua história dramática mas com uma maneira de escrever sublime o autor faz com que os leitores queiram sempre saber mais e mais da missão que Erik tomou como sua. A vida dos Judeus e Nazis naquela época já está descrita em inúmeros livros e retratada em muitos filmes, mas Zimler aborda o temos mais uma vez de uma forma majestosa, introduzindo no meio de um tema tão forte uma vertente policial que faz com que a leitura não se torne tão "pesada".
Esta é uma leitura obrigatória para todos, pois não só a nível histórico, mas mais que tudo a nível Humano é uma verdadeira lição de vida.

"Tento festejar o facto de acordar todas as manhãs"

Não deixem de ler ;-)
 

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