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| Os Dias da Febre |
| Sábado, 06 Março 2010 00:10 | |||
![]() Autor: João Pedro Marques Edição: Mar/2010 Páginas: 320 Dimensões: 158 x 243 mm Editor: Porto Editora Descendo a Calçada de Santana e espreitando por entre as cortinas da sua carruagem, Elvira Sabrosa vislumbra Robert Huntley, um inglês que não via desde os tempos da infância, há mais de 20 anos. Os Dias da Febre narra as circunstâncias que conduziram ao reencontro de Robert e Elvira, e o que dele decorreu. O cerne da acção situa-se em 1857, quando Lisboa estava a ser atingida por uma epidemia de febre-amarela que mataria quase 5 mil pessoas. É nesse contexto alarmante e febril que a intriga se desenvolve e que o leitor é convidado não só a conviver com as figuras da época, mas também a percorrer a cidade em toda a sua diversidade, dos camarotes do S. Carlos às ruas apertadas de Alfama, das enfermarias do Hospital de S. José às bancadas das Cortes, dos salões das senhoras das classes altas ao bulício do café Nicola. Romance histórico escrito por um historiador e extensamente apoiado na documentação existente, Os Dias da Febre tem a História sempre presente sem, todavia, se dar muito por ela, já que se trata de uma história da vida quotidiana, embebida na própria narrativa. Isto significa que não estamos apenas perante um romance sobre uma epidemia, a morte e o amor: Os Dias da Febre é também uma viagem pelos sons, os cheiros, as gentes, as casas, os costumes, as cores - numa palavra, pela vida - da Lisboa de meados do século XIX. Autor: João Pedro Marques nasceu em Lisboa, em 1949. É desde 1987 investigador do Instituto de Investigação Científica Tropical e foi Presidente do Conselho Científico desse Instituto em 2007-2008. Doutorado em História pela Universidade Nova de Lisboa, onde leccionou a cadeira de História de África durante a década de 1990, é autor de dezenas de artigos sobre temas de história colonial, e de vários livros, dois dos quais publicados em Nova Iorque e Oxford (The Sounds of Silence, 2006, e Who Abolished Slavery? A debate with João Pedro Marques, 2010). Os Dias da Febre constitui a sua primeira incursão na área da literatura de ficção.
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| Actualizado em Sexta, 30 Abril 2010 17:44 |
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| Re:Vendo ou troco (RaquelCollin) RaquelCollin 6.2.2012 23:19 |
| Re:As nossas wislists wasp 6.2.2012 23:09 |
| Re:6 de Fevereiro - AnaisNin RaquelCollin 6.2.2012 22:45 |
| Re:A Guarda Negra vibarao 6.2.2012 22:27 |
| Re:6 de Fevereiro - AnaisNin Paula_Belita 6.2.2012 22:20 |
Comentários
Era exactamente esse surto que eu esperava que fosse o tema central da história (afinal o nome do livro é sobre ele!). Mas não. Na verdade até me surpreendeu o facto de tão pouco se falar sobre "os dias da febre", e esta servir apenas como um dos “padrões de fundo” para a história de amor que se veio a desenrolar.
Apesar de ter gostado, acho que foi uma leitura um pouco complicada. Notei-lhe uma certa desorganização na narrativa.
Por vezes deu-me a sensação que cada capítulo foi escrito de forma independente e depois colocado quase que aleatoriamente no local que talvez não fosse o mais correcto. Aconteceu também, por diversas vezes, a mesma informação sobre um acontecimento pessoal, ser transmitida em duas ocasiões distintas, no fundo uma repetição desnecessária e que vem a corroborar a minha teoria de que cada capítulo foi escrito individualmente .
A meu ver, este autor tem um grande potencial para escrever um bom romance histórico, precisa no entanto de uma melhor organização na apresentação da história.
Gosto também do facto do vilão ser um autêntico psicopata que pensa nas pessoas apenas como pequenas marionetas nos seus jogos, que usa ou deixa de lado conforme lhe interessa seja o amigo, ou a esposa e, no entanto, não há nada no seu passado que justifique que se tenha tornado assim, o que poupa o leitor das desculpas esfarrapadas usais no romance, para justificar a atitude do vilão.
Nem sequer vou falar do romance central da história, pois penso que iria estragar grande parte do elemento surpresa e mistério do romance.
Um livro ao estilo de “O Equador”, só que notavelmente melhor.
É uma história muito bonita e emocionante, cheia de amores uns escondidos outros fugazes. Só fiquei um pouco triste com o final tão trágico. Enquanto lia o livro, achei que o final fosse outro, mas, mesmo assim, não me desapontou, pois, quando o comecei a ler, tinha altas expectativas.
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