Eu, Maria Pia


Autora: Diana de Cadaval
Edição: Jul/2010
Páginas: 208 + 16 extratextos
Editora: Esfera dos Livros

Chegou a minha vez de morrer. Como último desejo peço que me virem na direcção de Portugal, o país que me encheu de alegria o coração de menina e me tirou tudo o que de mais sagrado tinha quando mulher. Olhando para trás, reconheço que a minha vida foi marcada pela tragédia. Vi partir uma mãe cedo de mais, morria de doença e de desgosto por um marido que a traía publicamente. Não me consegui despedir do meu pai, enterrei um marido que, com palavras doces e promessas vãs conquistou o meu ingénuo coração e no final me humilhou com as suas traições, um filho em quem depositava todas as esperanças, um neto adorado, e, por fim, a minha querida Clotilde, irmã de sangue e confidente. Claro que também tive momentos de felicidade.

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Os Olhos Amarelos dos Crocodilos


Autora: Katherine Pancol
Edição:
Jul/2010
Páginas: 550
Editor: Esfera dos Livros

Este é um romance sobre uma mentira, mas também sobre a amizade e o amor, o dinheiro e a traição, o medo e a ambição.
A acção desenrola-se em Paris. Duas irmãs. Iris é uma mulher muito bonita, rica, elegante e sofisticada, mas vive desencantada com a vida e com o seu casamento. Joséphine é uma intelectual, historiadora, muito menos bonita do que a irmã e com uma vida bem mais difícil. Casada, tem duas filhas, vive nos subúrbios e trabalha para pagar as contas.
Certo dia, num jantar, Iris faz-se passar por escritora. Presa na sua mentira, convence a irmã a escrever o livro que ela própria assinará. Abandonada pelo marido, cheia de dívidas, Joséphine submete-se, como sempre, aos caprichos da irmã. Mas esta é uma decisão que vai mudar o destino destas duas mulheres.

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Enquanto Salazar Dormia


Autor: Domingos Amaral
Colecção: Bis (Livros de bolso)
Edição: Jul/2010
Páginas: 192
Editora: Leya

Lisboa, 1941. Um oásis de tranquilidade numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial. Os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários e actrizes, judeus e espiões. Portugal torna-se palco de uma guerra secreta que Salazar permite, mas vigia à distância.
Jack Gil Mascarenhas, um espião luso-britânico, tem por missão desmantelar as redes de espionagem nazis que actuavam por todo o país, do Estoril ao cabo de São Vicente, de Alfama à Ericeira. Estas são as suas memórias, contadas 50 anos mais tarde.

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Não te deixarei morrer, David Crockett


Autor: Miguel Sousa Tavares
Colecção: Bis (livros de bolso)
Edição: Jul/2010
Páginas: 144
Editor: Leya

«O David Crockett representava sim a minha infância, a minha crença de criança numa vida de aventuras, de descobertas, de riscos e de encontros. Mas mais, muito mais do que isso: uma espécie de pureza inicial, um excesso de sentimentos e de sensibilidade, a ingenuidade e a fé, a hipótese fantástica da felicidade para sempre.»
Miguel Sousa Tavares

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Rosa Brava

 

 

Autor: José Manuel Saraiva
Colecção: Bis (livros de bolso)
Edição: Jul/2010
Páginas: 352
Editor: Leya

 

 

«Num impenitente estado de desassossego, despidos já da roupa, do medo e da vergonha, os dois voltaram a beijar-se. E foi então no movimento ondular dos corpos e de muitos beijos que se cumpriram na urgência do milagre mais perfeito daquela noite de esplendor. Para ambos, talvez mais para Leonor Teles do que para o lente, consumara-se, no espaço destinado à ofensa e à perfídia, uma longa espera para uma oportunidade breve.»

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Uma Pequena Palavra...

"Algumas obras morrem porque nada valem; estas, por morrerem logo, são natimortas. Outras têm o dia breve que lhes confere a sua expressão de um estado de espírito passageiro ou de uma moda da sociedade; morrem na infância. Outras, de maior escopo, coexistem com uma época inteira do país, em cuja língua foram escritas, e, passada essa época, elas também passam; morrem na puberdade da fama e não alcançam mais do que a adolescência na vida perene da glória. Outras ainda, como exprimem coisas fundamentais da mentalidade do seu país, ou da civilização, a que ele pertence, duram tanto quanto dura aquela civilização; essas alcançam a idade adulta da glória universal. Mas outras duram além da civilização, cujos sentimentos expressam. Essas atingem aquela maturidade de vida que é tão mortal como os Deuses, que começam mas não acabam, como acontece com o Tempo."
Fernando Pessoa, in Heróstrato