Patrick Monteiro de Barros - Uma Vida À Bolina

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Autor: Jorge Almeida
Género: Biografia
Edição: Mai/2017
Páginas: 632
ISBN: 9789722062800
Editora: Dom Quixote

 

 


Patrick Monteiro de Barros é um homem invulgar. A sua dedicação e empenho levaram-no aos patamares mais altos da vida empresarial e desportiva. A sua história cruza-se a cada momento com a história de Portugal e do mundo. Na esfera dos negócios, manteve relações com presidentes, primeiros-ministros, reis, sheiks, diplomatas, grandes empresários, agentes secretos e até com mercenários.

Depois da Revolução de Abril, foi forçado a sair do País, para não ser preso pelo COPCON. Foi obrigado a começar uma vida nova. Primeiro em França, depois nos Estados Unidos, onde chegou a ser um dos sócios maioritários da maior empresa independente de refinação de petróleo. Em Portugal, foi accionista do grupo de referência do Grupo Espírito Santo, da Petrogal e da Portugal Telecom.
No campo desportivo, velejou ao lado dos melhores do mundo. Foi campeão nacional, da Europa e do Mundo em diversas classes na Vela, e conseguiu o apuramento para três edições dos Jogos Olímpicos (México, 1968; Los Angeles, 1984; e Seul, 1988).
Prefácio de Jaime Nogueira Pinto

Autor:

Jorge Almeida nasceu a 12 de Dezembro de 1972, em Lisboa. Começou a sua carreira como jornalista em 1991 na Rádio Mais. Em 1994 ingressou na TVI, onde integrou as equipas dos principais espaços de informação. Em 1996 transferiu-se para a RTP, para se dedicar em exclusivo à área da Grande Reportagem. Recebeu vários prémios e menções honrosas nacionais e internacionais. É autor de O Mistério do Bolama: Acidente ou Sabotagem (Gradiva, 2014) e coautor, com o navegador solitário Manuel Martins, de Todos os Ventos do Mundo (Prime Books, 2003).

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2017-10-07 13:33
Este é um livro grande, com uma grande história, que narra a vida de um grande homem e grande português. Segundo o dicionário, "navegar à bolina" é "navegar ora numa ora noutra direção, obliquamente em relação à linha do vento, de forma que o deslocamento resultante coincida com o rumo pretendido". A vida de Patrick Monteiro de Barros foi um constante "navegar à bolina", para contornar os ventos contrários que o apoquentaram desde criança até hoje.

Patrício Miguel Guerry Monteiro de Barros, por todos conhecido como Patrick Monteiro de Barros, nasceu em princípios de 1945, em Paris ocupada pelos alemães. O seu avô e depois o seu pai eram comerciantes com negócios em Moçambique e Lisboa, pelo que Patrick nasceu e cresceu no mundo dos negócios. O pai tinha um bom relacionamento com Salazar e fez fortuna com a exportação de volfrâmio, a partir de 1935 até aos finais da Segunda Guerra Mundial. Patrick tinha, pois, muitos conhecimentos e capacidades para singrar, tendo participado em diversos tipos de negócios, especialmente na área do petróleo. Teve também um papel importante na banca e nas telecomunicaçõe s, ao lado da família Espírito Santo, de que era muito amigo desde os tempos de escola, onde foi colega de Ricardo Salgado. Como a mãe era francesa, mas de ascendência russa e irlandesa, estudou em escolas francesas e universidades em Portugal e noutros países, onde foi colega de muitos estrangeiros com quem colaborou mais tarde no mundo dos negócios e no desporto. Atravessou todas as grandes crises em Portugal e no mundo, como a guerra colonial, o 25 de Abril com as nacionalizações e perseguições aos capitalistas, as várias crises do petróleo, as guerras no Médio Oriente, a Primavera Árabe, os crashes bolsistas, a crise do Subprime, os governos de Sócrates e a Troika.
Patrick Monteiro de Barros foi também um grande desportista, especialmente na Vela, onde representou brilhantemente Portugal nas principais competições mundiais. Um dos seus desgostos é nunca ter participado nos Jogos Olímpicos, apesar de se ter qualificado por três vezes. Tem um iate, um clássico com o qual já deu três vezes a volta ao mundo e participou em inúmeras regatas.

Depois de uma longa e penosa luta contra o cancro e cansado de lutar contra os poderes políticos de visões curtas e honestidade duvidosa, Patrick está hoje, aos 72 anos, menos ativo do mundo frenético dos negócios.

A vida de Monteiro de Barros vale a pena ser conhecida, especialmente por aqueles que sonham singrar na vida empresarial. Além de aprenderem muito com a extraordinária experiência deste Homem, são alertados para as armadilhas constantemente lançadas por governantes e concorrentes, para a luta constante a travar contra a mudança das regras do jogo, resultantes de alterações legislativas, da constante inovação e necessidade de se manter na crista da onda, de não desanimar quando os negócios correm mal e se perdem milhões de um dia para o outro, se é vítima de sócios e outros parceiros desonestos, oportunistas ou simplesmente incompetentes.

Patrick faz prova neste livro da falsidade de muitas das acusações e perseguições de que foi vítima por parte de governantes de diversos quadrantes políticos, que muito o magoaram, especialmente pelo facto de ter sido sempre movido pelo interesse nacional e pela vontade de colocar a sua grande riqueza e conhecimentos empresariais ao serviço da economia portuguesa.

No final do livro, é reproduzida uma entrevista de Patrick ao autor deste livro, dada em finais do ano passado depois do livro concluído, na qual se resume de uma forma breve o percurso de vida de Monteiro de Barros e é um excelente sumário daquilo que é descrito em mais pormenor ao longo do livro. Talvez não seja mau começar por ler esta entrevista, como forma de aguçar a sua curiosidade para embarcar na leitura um pouco extensa desta obra, que aconselho vivamente.
 

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