Pecados Santos

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Autor: Nuno Nepomuceno
Género: Thriller
Edição: Jan/2018
Páginas: 448
ISBN: 9789898886101
Editora: Cultura

 

 

Nas comunidades judaicas de Londres e Lisboa, ocorre uma série de homicídios, todos eles recriando episódios bíblicos. Atos bárbaros de antissemitismo ou de pura vingança?
Um rabino é encontrado morto numa das mais famosas sinagogas de Londres. O corpo, disposto como num quadro renascentista, representa o sacrifício do filho de Abraão, patriarca do povo judeu.

O caso parece encerrado quando um jovem professor universitário a lecionar numa das faculdades da cidade é acusado do homicídio. Descendente de portugueses, existem provas irrefutáveis contra si e nada poderá salvá-lo da vida na prisão.
Mas é então que ocorrem outros crimes, recriando episódios bíblicos em circunstâncias cada vez mais macabras. E as dúvidas instalam-se.
Estarão ou não estes acontecimentos relacionados? Poderá o docente vir a ser injustamente condenado? Porque insistirá a sua família em pedir ajuda a um antigo professor, ele próprio ainda em conflito com os seus próprios pecados?
As autoridades contratam uma jovem profiler criminal para as ajudar a descobrir a verdade. Mas conseguirá esta mente brilhante ultrapassar o facto de também ela ter sido uma vítima no passado?
Abordando temas fraturantes da sociedade contemporânea como o antissemitismo e o conflito israelo-árabe, e inspirando-se nos Dez Mandamentos e noutros episódios marcantes do Antigo Testamento, Pecados Santos guia-nos através das ruas históricas de Londres, Lisboa e Jerusalém, numa viagem intimista e chocante sobre o que de mais negro e vil tem a condição humana.

Deste autor no Segredo dos Livros:
A Célula Adormecida
O Espião Português
A Espia do Oriente
A Hora Solene

Autor:

Nuno Nepomuceno nasceu em 1978. Revelado através do Prémio Literário Note! 2012, é autor da trilogia Freelancer e de obras como A Célula Adormecida, ou Pecados Santos, publicado pela Cultura Editora em 2018. Representado pela Agência das Letras, já foi líder do top de vendas de livros em lojas como a Fnac, Bertrand, Wook, Google Play ou Amazon, transformando-se num dos escritores de policiais mais acarinhados em Portugal. A Última Ceia assinala o seu regresso ao thriller psicológico.

Saiba mais em www.nunonepomuceno.com/

Veja aqui o booktrailer:

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2018-02-24 10:30
Tudo começa com um crime horrendo e insólito: o rabino de uma conhecida sinagoga de Londres é encontrado morto, junto do seu filho inconsciente, mas vivo, numa composição cénica que faz lembrar Abraão a sacrificar Isaac, o seu único filho legítimo, por ordem de Deus, conforme consta do primeiro livro da Bíblia. O pior é que vão surgir novos crimes a encenar outras passagens do primeiro conjunto de livros da Bíblia (Pentateuco para os cristãos e Torah para os judeus). Estranhamente, porém, os novos crimes são praticados em Portugal, entre a comunidade judaica de Lisboa, o que parece ser a única possível ligação. Mas já cerca de dez anos antes tinha havido em Londres uma série de 12 crimes, em que as vítimas eram mães com crianças, encenados como se fosse a Virgem Maria com o Menino Jesus ao colo. Não parece haver relação, até pelo espaço temporal, mas será assim? Na verdade, a última vítima que não chegou a morrer, porque a polícia apareceu a tempo de a salvar, é uma judia portuguesa agora psicóloga forense, que vai colaborar com a Judiciária na investigação da nova série de crimes, revelando-se uma peça importante na descoberta do criminoso.

O autor utiliza uma linguagem escorreita, singela e sem artifícios, sendo, por isso, a sua escrita muito fácil de seguir. Carateriza muito bem as personagens, os lugares e os cenários da ação, nomeadamente os locais dos crimes. A escrita é muito expressiva e o leitor é levado a viver intensamente as situações descritas. Apesar do livro estar todo ele cheio de crimes, sangue, perseguições, tiroteios e atos repugnantes, as cenas que mais me arrepiaram foram as passadas com Jonathan na prisão em Londres. Tenho lido muito sobre os gangs organizados no interior das cadeias e as sevícias a que muitos presos são submetidos, mas não me lembro de ver cenas de brutalidade descritas com tanto realismo.

Quem leu o livro anterior do autor, "A Célula Adormecida", vai reencontrar algumas personagens em papeis centrais deste novo livro: o professor Afonso Catalão, especialista em assuntos do médio Oriente, Diana Santos Silva, jornalista famosa de um canal de televisão e o seu irmão Alexandre Santos Silva, inspetor da Polícia Judiciária, além de outras personagens menores. Apesar de ser aconselhável fazê-lo, não é imprescindível ter lido aquele livro para compreender este. Aliás, o tema do anterior estava ligado ao islamismo e este ao judaísmo, sendo histórias completamente autónomas.

"Pecados Santos", tal como a capa sugere e a promoção tem mostrado, é uma história com muito sangue, crimes horrendos, personagens envoltas em segredos inconfessáveis, com recalcamentos do passado e desejos de vingança e muita ação. As reviravoltas são frequentes e quem parece ser culpado numa página, deixa de o ser algumas páginas depois, e vice versa. A trama, o terror, a ação e o papel das convicções religiosas e espirituais das personagens fazem lembrar algumas obras do grande mestre americano do thriller e não ficam nada atrás da sua imaginação e criatividade. Terá nascido o Stephen King português?
 

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