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| Pensei que Tinhas Morrido |
| Sábado, 25 Junho 2011 22:18 | |||
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Autor: Peter Nelson Paul Gustavson é um escritor freelance de meia-idade para quem a vida é uma sucessão de obstáculos, um verdadeiro campo minado de erros e más decisões. A mulher deixou-o, o pai teve um enfarte debilitante, a nova namorada tem outro, o irmão investiu mal as poupanças dos pais e a sua própria saúde (física e financeira) já conheceu melhores dias. O que anima Paul são os amigos no bar Bay State, onde o esperam sempre umas boas bebidas, e a sua melhor amiga, Stella… ela é a única constante na vida caótica de Paul.
Autor:
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| Actualizado em Sexta, 05 Agosto 2011 22:31 |
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Comentários
Paul Gustavson é um homem de meia idade, solitário, infeliz e com um emprego inseguro. A mulher deixou-o e a sua namorada mantém uma relação em simultâneo com outro homem. A família vive longe, o seu pai sofreu um enfarte e a relação com o seu irmão nunca foi exemplar. Até mesmo a sua saúde atravessa uma fase má, Paul tem um problema com o álcool e excesso de peso.
Numa vida perseguida pelo insucesso, dificuldades e tristezas, a sua cadela, Stella, é o seu porto seguro. Stella é uma cadela idosa muito especial, consegue falar com Paul. Além de ser uma boa companhia, é também confidente, amiga e muito inteligente. Ajuda-o muitas vezes a enfrentar e compreender as situações desagradáveis que surgem na sua vida. Juntos há quinze anos, têm partilhado uma vida cheia de ternura, dedicação e amor.
Pensei que Tinhas Morrido é uma leitura envolvente, comovente, com situações divertidas e momentos tristes, que nos tocam no coração. Um romance real, sobre a mágoa, a perda e o amor incondicional.
As personagens são interessantes, autênticas e passam por dificuldades com que já nos deparámos, directa ou indirectamente na nossa vida. Paul e Stella destacam-se das inúmeras personagens que nos são apresentadas. A relação que estabelecem encanta o leitor e transforma este romance num livro surpreendente até à última página.
Peter Nelson é um excelente escritor, consegue render o leitor, com emoções muito bem transmitidas e embala-nos numa leitura cheia de ternura e amor.
Uma leitura imprevisível, sincera e, sem dúvida, vinda do coração.
Recomendo.
Realmente, temos aqui um homem de meia-idade com bastantes problemas e que não sabe como lidar com eles, mas que aos poucos vai ultrapassá-los.
Pessoalmente gostei do livro. Está escrito de uma forma divertida, com sentido de humor (principalmente nos diálogos entre Paul e Stella – a cadela) e de uma forma leve e descontraída fala de assuntos sérios como o amor, a saúde e o alcoolismo.
A relação entre Paul e Stella é linda e ternurenta. A Stella já tem 15 anos e isso em anos de cão é bastante, está numa fase da vida em que já não vê bem, tem dificuldades de locomoção e o Paul ajuda-a das formas que pode e têm uma cumplicidade de muitos anos de vida em comum (parecem quase um casal… lol).
A Stella vai-lhe dando conselhos sobre os problemas que ele vai tendo e os diálogos entre eles são divertidos, pois a cadela não olha da mesma forma para as coisas como o humano. Logo, o Paul tem de exemplificar mais ou menos como seria no mundo canídeo.
Este livro é daqueles que se lêem bem, descontraidamen te e que tem a sua lição de moral também.
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