Planície de Espelhos

 

 

Autor: Gabriel Magalhães
Edição: Jun/2010
Páginas: 224
ISBN: 9789722909754
Editora: Difel

 

 

Este livro é mágico. O leitor deverá pegar nele com todo o cuidado. Nunca se sabe bem o que pode acontecer quando alguém folheia as páginas deste romance. A protagonista, Marta, uma professora universitária, parte para uma viagem que a levará a encontrar-se com um fantasma que lhe pede boleia, à noite, numa estrada alentejana. O espectro voltará a aparecer no dia seguinte, assombrando a sua vida.

Mas a maior surpresa acontece quando o fantasma surge na vida do autor – e também na existência de cada leitor deste romance. Porque Planície de Espelhos leva às últimas consequências a magia da literatura.

Leia aqui a entrevista exclusiva com o autor.

Autor – Gabriel Magalhães

Autor:

Gabriel Magalhães viveu uma parte considerável da sua vida em Espanha e alguns dos seus trabalhos literários foram escritos em castelhano e publicados no país vizinho: estão neste caso as crónicas que aparecem mensalmente no diário La Vanguardia, de Barcelona, e o ensaio Los secretos de Portugal: peninsularidad e iberismo (RBA, 2012).
Em 2013, saiu o seu primeiro volume de reflexões espirituais: Espelho Meu: A Leitura Diária do Evangelho Pode Mudar a Vida (Paulinas, 2013), também editado em Itália. É ainda autor dos romances Não Tenhas Medo do Escuro (Difel, 2009), uma obra que obteve o Prémio de Revelação da APE, Planície de Espelhos (Difel, 2010) e Madrugada na Tua Alma (Alêtheia, 2011).
Para além da sua atividade literária, trabalha como professor de literatura na Universidade da Beira Interior. Reside na Covilhã, é casado e pai de uma filha.

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Comments

  • Helena

    Janeiro 13, 2011 at 14:09
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    Li e reflecti. Uma história ambígua e perturbadora que apresenta um lado místico, sombrio e desencantado da vida e das pessoas. Espectros de si mesmos.Ambígua, porque não é o que parece inicialmente, em que descreve um episódio na vida de uma solitária académica. Ao longo do livro, vamos encontrando vários prismas para esse episódio, quando surge como personagem o próprio autor e narra todo o processo criativo de maturação do livro. Recorre muito a metáforas que tornam a sua escrita bela e absorvente. Não é uma leitura fácil ou fluída, porque implica alguma contenção e reflexão. Com uma "Planície de […] Ler Mais...Li e reflecti. Uma história ambígua e perturbadora que apresenta um lado místico, sombrio e desencantado da vida e das pessoas. Espectros de si mesmos.Ambígua, porque não é o que parece inicialmente, em que descreve um episódio na vida de uma solitária académica. Ao longo do livro, vamos encontrando vários prismas para esse episódio, quando surge como personagem o próprio autor e narra todo o processo criativo de maturação do livro. Recorre muito a metáforas que tornam a sua escrita bela e absorvente. Não é uma leitura fácil ou fluída, porque implica alguma contenção e reflexão. Com uma "Planície de Espelhos" será que nos conseguimos ver reflectidos? Read Less

  • Carla Faleiro

    Outubro 7, 2010 at 17:38
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    Também não consegui terminá-lo.Acho que está extremamente bem escrito, repleto de belas imagens e referências. No entanto, a estória arrasta-se em demasia.

  • Vanessa Montês

    Setembro 11, 2010 at 15:50
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    Estranho... mas excelente!Uma palavra para descrever este livro...? Estranho. Sim, sem dúvida alguma que diria estranho.Marta é uma professora universitária que faz uma viagem para ir comentar a tese de mestrado de uma aluna, a pedido do seu anterior mentor. Antes de ir para o Alentejo, o seu destino, vai jantar com o "aprendiz" do seu ex-professor e a sua amiga colorida. Após o jantar, ao dirigiram-se para o destino inicial, encontram um rapaz a pedir boleia. Esse rapaz tinha um aspecto estranho, daí que não pararam. Mas o estranho acontece a seguir, quando uns quilómetros à frente encontram o […] Ler Mais...Estranho... mas excelente!Uma palavra para descrever este livro...? Estranho. Sim, sem dúvida alguma que diria estranho.Marta é uma professora universitária que faz uma viagem para ir comentar a tese de mestrado de uma aluna, a pedido do seu anterior mentor. Antes de ir para o Alentejo, o seu destino, vai jantar com o "aprendiz" do seu ex-professor e a sua amiga colorida. Após o jantar, ao dirigiram-se para o destino inicial, encontram um rapaz a pedir boleia. Esse rapaz tinha um aspecto estranho, daí que não pararam. Mas o estranho acontece a seguir, quando uns quilómetros à frente encontram o mesmo jovem a pedir boleia! É aí que a verdadeira história acontece, desenvolvendo-se imensos assuntos, como, por exemplo, a morte e a vontade de a ultrapassar e viver.Foi um livro que inicialmente não me absorveu muito, pois achei muita descrição, mas à medida que vamos avançado na leitura, vamos descobrindo a história, o porquê desta, as explicações lógicas e não lógicas de todas as histórias...O autor tem uma escrita muito bela, escreve de uma forma que apenas consigo descrever como lindíssima e muito calma e adorei a separação do romance nas suas várias parte. A terceira parte, em que fala o autor, foi uma surpresa extrema, mas deu para perceber imensas coisas que ao longo do livro nos tenham escapado. Não vou desenvolver muito, porque o mais belo desta história é sem dúvida as surpresas que vimos ao longo das suas páginas e o significado que tiramos delas!Um muito bom livro sem dúvida, que nos faz perceber e pensar em como aproveitamos a vida. Read Less

  • Maria João

    Agosto 30, 2010 at 20:55
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    Ai de mim que não o consegui terminar. Deixei-me seduzir pelo facto de referir a Covilhã, uma cidade que trago no coração e depois se desenrola no Alentejo, o local onde, se pudesse, gostaria de viver. E, no final, não gostei do livro. Achei-o demasiado descritivo e perdi-me, dei por mim completamente enrolada e sem vontade de o terminar. Lamento imenso.

  • Catia Silva

    Agosto 9, 2010 at 11:46
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    Viver ... Completamente!Concordo completamente com as palavras da Joana Caires.Para mim também foi um livro difícil de descrever. É um livro extraordinário, com um enredo excepcional, que nos parece muito complicado de compreender.Mas o que eu retiro deste livro é que são poucas as pessoas que realmente “vivem” a VIDA em pleno. Pois a maior parte das pessoas deixou de VIVER, só vai vivendo as suas vidas quotidianas.. iguais todos os dias em tons de cinzento.. até que a nossa “alma” desaparece e já deixamos de ver o nosso reflexo impresso nos espelhos.Adorei este livro e a forma como este […] Ler Mais...Viver ... Completamente!Concordo completamente com as palavras da Joana Caires.Para mim também foi um livro difícil de descrever. É um livro extraordinário, com um enredo excepcional, que nos parece muito complicado de compreender.Mas o que eu retiro deste livro é que são poucas as pessoas que realmente “vivem” a VIDA em pleno. Pois a maior parte das pessoas deixou de VIVER, só vai vivendo as suas vidas quotidianas.. iguais todos os dias em tons de cinzento.. até que a nossa “alma” desaparece e já deixamos de ver o nosso reflexo impresso nos espelhos.Adorei este livro e a forma como este escritor escreve. Read Less

  • Joana Caires

    Julho 26, 2010 at 22:44
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    Planície de Espelhos é o livro mais exótico, original e estranho que já li até hoje. Perdoem-me as redundâncias, mas é difícil definir este livro. Esta afirmação não é, de modo nenhum, perjorativa, pelo contrário, os adjectivos que usei foram um elogio à criatividade de Gabriel Magalhães. Através estas páginas surpreendentes, podem surgir várias interpretações. A história é insólita, apesar de ter uma premissa aparentemente simples. Marta Valadares, uma professora universitária, após um jantar, conduz pelo Alentejo, quando se depara com um jovem a pedir boleia. Uns metros à frente, encontra-o de novo na mesma posição. Tem um livro na […] Ler Mais...Planície de Espelhos é o livro mais exótico, original e estranho que já li até hoje. Perdoem-me as redundâncias, mas é difícil definir este livro. Esta afirmação não é, de modo nenhum, perjorativa, pelo contrário, os adjectivos que usei foram um elogio à criatividade de Gabriel Magalhães. Através estas páginas surpreendentes, podem surgir várias interpretações. A história é insólita, apesar de ter uma premissa aparentemente simples. Marta Valadares, uma professora universitária, após um jantar, conduz pelo Alentejo, quando se depara com um jovem a pedir boleia. Uns metros à frente, encontra-o de novo na mesma posição. Tem um livro na mão. No dia seguinte, por intermédio de um jornal, percebe que o jovem tinha falecido há pouco tempo. O espectro volta a atormentá-la, porém, desta vez, deixa o misterioso livro à sua disposição. Isto é tudo o que posso dizer acerca de Planície de Espelhos. Quanto menos se souber antes de iniciar a leitura, melhor é. Assim, a surpresa é maior. Reconheço que estas linhas distintas que compõe a história possam ser demasiado incomuns para alguns leitores. Eu gostei imenso do livro. Obrigou-me a reflectir sobre o significado da palavra viver. Viver em pleno... e mudar quando vivemos sem viver! Confusos?! Read Less

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