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Planície de Espelhos
Quarta, 23 Junho 2010 20:56

Autor: Gabriel Magalhães
Edição: Jun/2010
Páginas: 224
Editora: Difel

Este livro é mágico. O leitor deverá pegar nele com todo o cuidado. Nunca se sabe bem o que pode acontecer quando alguém folheia as páginas deste romance. A protagonista, Marta, uma professora universitária, parte para uma viagem que a levará a encontrar-se com um fantasma que lhe pede boleia, à noite, numa estrada alentejana. O espectro voltará a aparecer no dia seguinte, assombrando a sua vida. Mas a maior surpresa acontece quando o fantasma surge na vida do autor – e também na existência de cada leitor deste romance. Porque Planície de Espelhos leva às últimas consequências a magia da literatura.
Autor:
Gabriel Magalhães está a recuperar dos perigos de ter escrito este livro. Através da alquimia da literatura, este romance transformou-o noutra pessoa. Durante esta metamorfose criativa, continuou a ser quem era: professor da Universidade da Beira Interior, especializado em estudos ibéricos e em estudos literários, e autor do romance Não Tenhas Medo do Escuro (Difel, 2009, Prémio de Revelação APE/DGLB). Publicou também a monografia Garrett e Rivas: o Romantismo em Espanha e Portugal. Colabora no jornal La Vanguardia, de Barcelona, e vive com a sua família na Covilhã.
Actualizado em Quinta, 26 Agosto 2010 11:38
 

Comentários  

 
0 #6 Helena 13-01-2011 14:09
Li e reflecti. Uma história ambígua e perturbadora que apresenta um lado místico, sombrio e desencantado da vida e das pessoas. Espectros de si mesmos.
Ambígua, porque não é o que parece inicialmente, em que descreve um episódio na vida de uma solitária académica. Ao longo do livro, vamos encontrando vários prismas para esse episódio, quando surge como personagem o próprio autor e narra todo o processo criativo de maturação do livro. Recorre muito a metáforas que tornam a sua escrita bela e absorvente.
Não é uma leitura fácil ou fluída, porque implica alguma contenção e reflexão. Com uma "Planície de Espelhos" será que nos conseguimos ver reflectidos?
 
 
0 #5 Carla Faleiro 07-10-2010 17:38
Também não consegui terminá-lo.
Acho que está extremamente bem escrito, repleto de belas imagens e referências. No entanto, a estória arrasta-se em demasia.
 
 
0 #4 Vanessa Montês 11-09-2010 15:50
Uma palavra para descrever este livro...? Estranho. Sim, sem dúvida alguma que diria estranho.

Marta é uma professora universitária que faz uma viagem para ir comentar a tese de mestrado de uma aluna, a pedido do seu anterior mentor. Antes de ir para o Alentejo, o seu destino, vai jantar com o "aprendiz" do seu ex-professor e a sua amiga colorida. Após o jantar, ao dirigiram-se para o destino inicial, encontram um rapaz a pedir boleia. Esse rapaz tinha um aspecto estranho, daí que não pararam. Mas o estranho acontece a seguir, quando uns quilómetros à frente encontram o mesmo jovem a pedir boleia! É aí que a verdadeira história acontece, desenvolvendo-se imensos assuntos, como, por exemplo, a morte e a vontade de a ultrapassar e viver.

Foi um livro que inicialmente não me absorveu muito, pois achei muita descrição, mas à medida que vamos avançado na leitura, vamos descobrindo a história, o porquê desta, as explicações lógicas e não lógicas de todas as histórias...

O autor tem uma escrita muito bela, escreve de uma forma que apenas consigo descrever como lindíssima e muito calma e adorei a separação do romance nas suas várias parte. A terceira parte, em que fala o autor, foi uma surpresa extrema, mas deu para perceber imensas coisas que ao longo do livro nos tenham escapado. Não vou desenvolver muito, porque o mais belo desta história é sem dúvida as surpresas que vimos ao longo das suas páginas e o significado que tiramos delas!

Um muito bom livro sem dúvida, que nos faz perceber e pensar em como aproveitamos a vida.
 
 
0 #3 Maria João 30-08-2010 20:55
Ai de mim que não o consegui terminar. Deixei-me seduzir pelo facto de referir a Covilhã, uma cidade que trago no coração e depois se desenrola no Alentejo, o local onde, se pudesse, gostaria de viver. E, no final, não gostei do livro. Achei-o demasiado descritivo e perdi-me, dei por mim completamente enrolada e sem vontade de o terminar. Lamento imenso.
 
 
0 #2 Catia Silva 09-08-2010 11:46
Concordo completamente com as palavras da Joana Caires.
Para mim também foi um livro difícil de descrever. É um livro extraordinário, com um enredo excepcional, que nos parece muito complicado de compreender.
Mas o que eu retiro deste livro é que são poucas as pessoas que realmente “vivem” a VIDA em pleno. Pois a maior parte das pessoas deixou de VIVER, só vai vivendo as suas vidas quotidianas.. iguais todos os dias em tons de cinzento.. até que a nossa “alma” desaparece e já deixamos de ver o nosso reflexo impresso nos espelhos.
Adorei este livro e a forma como este escritor escreve.
 
 
0 #1 Joana Caires 26-07-2010 22:44
Planície de Espelhos é o livro mais exótico, original e estranho que já li até hoje. Perdoem-me as redundâncias, mas é difícil definir este livro. Esta afirmação não é, de modo nenhum, perjorativa, pelo contrário, os adjectivos que usei foram um elogio à criatividade de Gabriel Magalhães. Através estas páginas surpreendentes, podem surgir várias interpretações. A história é insólita, apesar de ter uma premissa aparentemente simples. Marta Valadares, uma professora universitária, após um jantar, conduz pelo Alentejo, quando se depara com um jovem a pedir boleia. Uns metros à frente, encontra-o de novo na mesma posição. Tem um livro na mão. No dia seguinte, por intermédio de um jornal, percebe que o jovem tinha falecido há pouco tempo. O espectro volta a atormentá-la, porém, desta vez, deixa o misterioso livro à sua disposição. Isto é tudo o que posso dizer acerca de Planície de Espelhos. Quanto menos se souber antes de iniciar a leitura, melhor é. Assim, a surpresa é maior. Reconheço que estas linhas distintas que compõe a história possam ser demasiado incomuns para alguns leitores. Eu gostei imenso do livro. Obrigou-me a reflectir sobre o significado da palavra viver. Viver em pleno... e mudar quando vivemos sem viver! Confusos?!
 

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