Poemas em Tempo de Peste

Autor: Eugénio Lisboa
Género: Poesia
Edição: Set/2020
Páginas: 88
ISBN: 9789897025808
Editora: Guerra & Paz

 

 

Merda para esta vida de paz, / diria, se fosse escritor naturalista: / porque, já agora, tanto me faz / comer um bife ou simplesmente alpista.
Com esta desembaraçada franqueza, o poeta Eugénio Lisboa enfrenta, desabafa, ri-se e faz-nos rir deste perigoso mundo em que um vírus nos pôs a viver.
Poemas em Tempo de Peste não é só um livro de poemas, é uma aventura em que se fundem literatura e vida. Ah, mas fundem-se com um grande sentido lúdico e um melancólico langor, que tanto toca em Camões, Eliot ou Almada, como no sabor a paraíso de uma África que já foi, porque «o passado sempre conta / quando o vírus já desponta!»
À mesa destes Poemas em Tempo de Peste, são chamados a sentar-se os grandes do mundo. De um Trump «fodido», diz Eugénio Lisboa, «Que chatice se ele ficasse / no governo e nos lixasse», para logo se espantar com a nossa presidente do Banco Central Europeu:
A Senhora Christine Lagarde / acha que os velhos vivem demais; / pra que a economia se resguarde / há que apressar os ritos finais.
A política nacional merece outros mimos a Eugénio Lisboa. Como este mimo escatológico a um partido exuberante:
Fala o CHEGA como bufa, / não conhece outro falar: / quando tenta uma chufa, / fá-lo como a evacuar!
Os Poemas em Tempo de Peste de Eugénio Lisboa tanto cantam o admirável Pinto da Costa em decassílabos (não murchos) «com umas rimas do caraças», como lançam farpas a alguns escritores de que não dizemos os nomes: cuidado com os rapazes!

Eugénio Lisboa

Eugénio Lisboa, escritor e engenheiro português nascido em 1930, em Lourenço Marques (atual Maputo). Colaborou em diversos jornais e revistas e foi autor de programas radiofónicos de divulgação de teatro. Dedicou-se ao estudo da literatura portuguesa e particularmente do Neorrealismo, tendo publicado, entre outros títulos, José Régio – A Obra e o Homem (1976), O Segundo Modernismo em Portugal (1977) e Poesia Portuguesa: do “Orpheu” ao Neorrealismo (1980). Atualmente ocupa o cargo de adido cultural da Embaixada de Portugal em Londres.

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