Poesia - Antologia Mínima

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Autor: Fernando Pessoa
Género: Poesia
Edição: Out/2018
Páginas: 314
ISBN: 9789896714543
Editora: Tinta da China

 

 


Nos últimos anos, Fernando Pessoa passou a fazer parte de um cenário urbano e comercial. É-nos mais familiar a cada dia que passa, mas também mais estranho, porque uma imagem que surge em tantas montras e tabuletas começa a converter-se numa miragem. Neste contexto, é preciso desaprender Pessoa, para citar Caeiro, e lê-lo como se o tivéssemos descoberto ontem. Esta antologia mínima da sua poesia (a contar com os heterónimos, claro) destina-se a quem quer descobrir Pessoa, a quem o quer partilhar com outros, a quem quer passar um bom momento entre alguns dos mais espantosos versos do século xx, escolhidos a dedo por quem conhece a fundo a vastíssima obra do poeta.

Nesta antologia vai encontrar a «Ode Marítima», a «Tabacaria» e outros poemas iniludíveis, mas também alguns menos conhecidos, sempre acompanhados por uma imagem ilustrativa do tanto que o poeta deixou.
Afinal, Pessoa também é as suas arcas, esse arquivo que não deixa de surpreender mesmo quem já o anda a descobrir há muitos anos.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Sobre a Arte Literária
Tenho Medo de Partir - Um Livro de Viagens
Fausto (Edição de Carlos Pittella)
Lisboa Revisitada | Lisbon Revisited
Absinto, Ópio, Tabaco e Outros Fumos
Mensagem
Prosa Íntima e de Autoconhecimento
A porta e outras ficções
Quando Fui Outro
Teatro Estático
Novelas Policiárias: uma antologia

Autor:

Fernando Pessoa, um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos, nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro". Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista "Orpheu", que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta. 
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista "Orpheu" (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, "Mensagem" (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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Uma Pequena Palavra...

"Quem escreve lembra-me o afogado que desesperado esbraceja para vir à tona. O escritor é isso que faz. Dentro de si, por uma razão qualquer, escasseia o ar. Então, ofegante, arruma o pensamento de acordo com o que as palavras lhe permitem, e assim respira e alivia a sua angústia."
Nuno Lobo Antunes