Poesia - António Botto

FaceBook  Twitter  

 

 

Autor: António Botto
Género: Poesia
Edição: Out/2018
Páginas: 816
ISBN: 9789723720679
Editora: Assírio & Alvim

 

 


Encontra-se reunida, neste volume, toda a poesia de António Botto — não só as célebres Canções (um conjunto de quinze livros) mas também outros sete livros, sendo um deles a sequência de poemas em prosa Cartas Que Me Foram Devolvidas.

Eduardo Pitta é o responsável pela edição, que inclui uma extensa cronologia da vida de Botto, de cuja poesia Fernando Cabral Martins disse: «É preciso hoje ir ler os seus poemas, sobretudo, sem excessivo apelo ao seu ademane de personagem pública. E descobrir neles uma das irrupções mais nítidas de uma estranha qualidade de música ligeira: a que é capaz de cantar a pele e os seus arrepios de desejo, a pequena experiência de esquina do corpo casual, estilhaçando desde o primeiro sopro de voz o etéreo desinteresse pela sexualidade que o lirismo português vinha afectando, de Patrício a Pascoaes, de Pessoa a Pessanha, de Nobre a Roberto de Mesquita, de Antero a João de Deus. […] A poesia de António Botto é água transparente onde os outros destilam os seus álcoois, é um passeio embalado pelos bairros da noite onde os outros nos propõem um passo no abismo ou a dobra alucinada do mundo.»

Autor:

António Botto nasceu em 1897 no concelho de Abrantes, em meio proletário, e ainda em criança foi viver para Lisboa. A sua estreia literária dá-se em 1921, ano em que é publicada a primeira edição de Canções, com prefácio de Teixeira de Pascoaes, obra inovadora na lírica portuguesa e que na época causou grande polémica pelo seu teor explicitamente homossexual. Além de poeta, Botto foi também contista e dramaturgo. Os seus contos infantis foram traduzidos para inglês (1935) e irlandês (1941), e parte da sua obra poética foi traduzida por Fernando Pessoa com o título Songs, em 1948. Pessoa foi também seu editor e defensor crítico, tendo o ensaio «António Botto e o Ideal Estético em Portugal» (Contemporânea, 1922) influenciado fortemente a receção crítica da sua poesia. Ostracizado em Portugal, Botto radicou-se no Brasil em 1947, onde passou tempos muito difíceis, vindo a morrer de atropelamento no Rio de Janeiro, em 1959.

Tem de iniciar sessão para submeter o seu comentário.

Últimas Opiniões

  • Imortal (José Rodrigues dos Santos)
    Acabei (finalmente) de ler o mais recente livro de José Rodrigues dos Santos - Imortal que trata de um ...
  • 01.06.2020 23:30
  • O Túmulo do Mestre
    Ótimo livro para se ler num fim de semana! Li-o em duas tardes. Os capítulos não são grandes, pelo ...
  • 19.04.2020 19:03
  • O Túmulo do Mestre
    O escritor de "O Túmulo do Mestre" conseguiu os seus objectivos. Leva-nos a viver uma história muito ...
  • 18.04.2020 19:56

Últimos Tópicos

    • Há procura de opiniões
    • Boms dias a todos, Envio um inicio de livro que para aqui tenho já há talvez...
    • há 1 semana 6 dias
    • o final tem um ritual
    • O meu ritual é uma tortura, mas pra um TOC. Eu tenho que ler o final várias e...
    • há 3 semanas 1 dia
    • Frecha
    • - Frecha, toda a magia tem um preço, sabes disso. Tens a certeza que queres...
    • há 2 meses 2 dias

Uma Pequena Palavra...

"Aquele que lê maus livros não leva vantagem sobre aquele que não lê livro nenhum."
Mark Twain