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Por Favor Não Matem a Cotovia
Segunda, 05 Julho 2010 21:41

Autora: Harper Lee
Edição: 2004; reedição: Jul/2010
Páginas: 400
Editora: Difel

Durante os anos da Depressão, Atticus Finch, um advogado viúvo de Maycomb, uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, recebe a dura tarefa de defender um homem negro injustamente acusado de violar uma jovem branca. Através do olhar curioso e rebelde de uma criança, Harper Lee descreve-nos o dia-a-dia de uma comunidade conservadora onde o preconceito e o racismo caracterizam as relações humanas, revelando-nos, ao mesmo tempo, o processo de crescimento, aprendizagem e descoberta do mundo típicos da infância.
Recentemente, alguns dos mais importantes livreiros norte-americanos atribuíram grande destaque ao livro, ao elegerem-no como o melhor romance do século XX, a obra-prima da literatura americana.

Esta reedição surge no âmbito das comemorações do 50º aniversário da primeira edição (1960-2010).

Autora:
HARPER LEE nasceu em 1926, em Monroeville, Alabama, onde frequentou o Huntington College e estudou Direito na Universidade do Alabama. Foi galardoada com o Prémio Pulitzer e vários outros prémios literários.
Harper Lee viveu sempre uma vida completamente afastada dos círculos mediáticos e é, juntamente com JD Salinger, uma das mais famosas reclusas literárias, morando ainda hoje na casa onde passou a sua infância, em Monroeville, no estado sulista do Alabama. Raríssimas foram as vezes em que concedeu uma entrevista, mas agora o silêncio foi quebrado ao «Mail on Sunday». Mais informações aqui.
Actualizado em Segunda, 05 Julho 2010 21:53
 

Comentários  

 
+1 #4 fernanda carvalho 14-01-2011 10:32
Existem determinados livros que, pela sua importância, foram um marco na literatura mundial e que, sem dúvida, constam de uma lista que não tenho escrita em lugar nenhum, mas que está em constante actualização na minha cabeça, e que chamo de lista dos MR (Must Read – Tenho que Ler).
Este livro, “Por Favor Não Matem a Cotovia”, constava nessa lista. E, sinceramente, se existem livros que valem mesmo a pena ler, este é um deles!

É um livro poderoso, que leva o leitor a tomar partido, a pensar e a repensar as suas opiniões. É um livro que nos deslumbra, pela simplicidade como está escrito, narrado por uma criança de 9 anos, mas que, ao mesmo tempo, nos toca pela sua intensidade e nos faz olhar para o mundo de uma forma ligeiramente diferente.

Adoro o título: “Por Favor Não Matem a Cotovia” (em inglês “To Kill a Mockingbird”). A meio do livro, entendemos como foi perfeita a escolha deste título. A cotovia simboliza a inocência e, como tudo o que é puro e inocente, é um pecado matar.

Não me alongo mais na minha opinião, pois acho que já muito se escreveu sobre este livro e muito se há-de escrever. Reafirmo apenas que, se ainda não leram o “Por Favor Não Matem a Cotovia”, sigam por favor para a próxima livraria ou biblioteca. ;)
 
 
0 #3 Vanessa Montês 12-12-2010 11:29
O livro começa de uma forma nova, através do olhar atento e (ainda) inocente de duas crianças, em especial, sendo contado por uma delas. Essas crianças são filhas de Atticus Finch, um advogado que cuida dos seus filhos à medida que trata de um caso deveras importante e frágil, o seu "Caso" especial como advogado, de acordo com ele, um caso que acaba por o atingir não apenas fisicamente, mas também mental e sentimentalment e.

Atticus tem como missão provar que um simples homem negro, trabalhador, casado e com filhos, não violou uma mulher branca. Todas as testemunhas estão contra ele. A mulher afirma solenemente que ele é que se atirou a ela contra a sua vontade. O pai dela diz sem rodeios que o viu em cima da filha contra a sua vontade. Mas será que as coisas serão assim? Será que não é apenas o racismo frio e cruel existente naquela época, ainda mais vincado do que o existente nos dias de hoje, que faz com que todos acreditem que a culpa é do homem de raça negra? Mesmo quando é afirmado que este bateu à mulher branca com a mão esquerda, tendo o acusado a falta desta mesma mão desde que era um rapazinho pequeno? Será que o racismo fala mais alto? Será que a justiça fala mais alto? Ou será que a justiça difere consoante a cor de pele?

Adorei! Este livro está simplesmente excepcional e mostra o racismo de uma forma única, através dos olhos atentos de uma pequena criança que, com a sua inocência pura, tenta compreender o racismo, tenta compreender o significado das palavras "amigo de pretos", algo em que ela não vê mal nenhum, mas compreende, pela maneira que é dito, que é supostamente algo para magoar. Tenta compreender porque a professora acha Hitler um monstro por ter perseguido judeus apenas por serem diferentes, mas acha normal discriminar pessoas de pele negra pelo mesmo motivo...

Sem dúvida um livro a ler que simplesmente adorei!!
 
 
0 #2 Ana 05-10-2010 20:47
Livro de Harper Lee publicado pela primeira vez em 1960. Em comemoração do 50º aniversário da 1ª publicação, a Difel reedita este clássico.

Através dos olhos de uma criança do sul dos Estados Unidos, ficamos a conhecer o Sul dos Estados Unidos e temos um contacto com questões como racismo, pobreza, etc.

Livro extremamente bem escrito e apelativo que, apesar de ter 50 anos, continua a nos cativar.
Personagens bastante cativantes.
 
 
0 #1 maria afonso 17-08-2010 00:39
Scout, a narradora no livro, é a filha de um advogado que defende um homem negro da acusação de violação de uma rapariga branca, e é através dos seus olhos que entendemos a sociedade que a cerca. A sua família, família Finch, é uma família de classe alta de brancos que vive no Alabama na época da grande depressão americana. O pai viúvo, Atticus, toma conta dos seus dois filhos, Jem e Scout com a ajuda da criada negra Cal que acabará por "fazer a ponte" entre a família e a comunidade negra da cidade.
A cidade em que eles vivem, Maycomb, é uma típica cidade do sul onde os as pessoas respeitáveis são aquelas que fazem parte da comunidade branca, tendo os negros como suporte para os serviços necessários. Assim, este livro é um livro sobre o racismo, mas também um livro sobre justiça, cheio de esperança, de valores morais universais, que não têm nem idade, nem país de origem. É um livro fantástico que não se consegue parar de ler, onde aprendemos a tentar ver a realidade através dos olhos de outrem; de andar nos seus passos, de conhecer o seu caminho. Adorei e vou comprá-lo, porque é daqueles livros a que apetece regressar de vez em quando.
 

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