Príncipes de Portugal

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Autor: Aquilino Ribeiro
Edição: Fev/2011
Páginas: 248
ISBN: 9789722522564
Editora: Bertrand Editora

 

 

Mestre Aquilino Ribeiro aceitou o encargo de compor a vida duns tantos portugueses, príncipes, reinantes ou apenas caudilhos, que deixaram na história mais que uma passagem meteórica (…) O critério dele foi o do romancista: interessou-lhe tudo o que não é comum. Para a história, de resto, não há apenas ouro, há também o oricalco. Aquilino Ribeiro olhou para esses grandes de Portugal e pintou-os, como Velasquez fazia, com as tintas do arco-íris. Tais como eram. Melhor, tais como lhe pareceram. Sem deixarem de ser a obra do historiador, escreveu estes perfis o novelista.

Autor:

Aquilino Ribeiro nasceu na Beira Alta, concelho de Sernancelhe, no ano de 1885 e morreu em Lisboa em 1963. Deixou uma vasta obra em que cultivou todos os géneros literários, partilhando com Fernando Pessoa, no dizer de Óscar Lopes, o primado das letras portuguesas no século XX. 
Foi sócio de número da Academia das Ciências e, após o 25 de Abril, reintegrado, a título póstumo, na Biblioteca Nacional, condecorado com a Ordem da Liberdade e homenageado, aquando do seu centenário, pelo Ministério da Cultura. Em Setembro de 2007, por votação unânime da Assembleia da República, o seu corpo foi depositado no Panteão Nacional.

Comentários  

 
#1 João Teixeira 2011-03-29 14:29
Este foi o primeiro livro de Aquilino Ribeiro que li. Já tinha anteriormente folheado um ou outro dos seus livros, mas fiquei sempre com a sensação de que estavam cheios de palavras "difíceis". Claro que este livro não escapa a essa "regra", o que pode ter um efeito dissuasor da sua leitura em alguém que não tenha muito interesse em figuras históricas portuguesas e não goste de narrativas muito prolixas.
Felizmente, não desisti da leitura deste livro que, além de versar sobre reis e princípes de Portugal, faz apontamentos sobre outras figuras históricas que não menos importantes foram no seu tempo (e a quem se reconhece importância ainda hoje...). Tal é o caso de Nuno Álvares Pereira, Damião de Góis e, claro, Sebastião José de Carvalho e Melo.
Aquilino Ribeiro dá-nos ao longo destas páginas uma visão pessoal, por vezes pouco imparcial, destas figuras históricas e outras instituições portuguesas, sendo até bastante crítico em relação a elas (veja-se o capítulo dedicado a D.Pedro I). No entanto, não me parece que isso justificasse que a reedição deste livro fosse proibida pela censura! Como é que umas pequenas notas acerca da Universidade de Coimbra geraram tanto ódio para que os deputados da Assembleia Nacional perdessem tanto tempo à volta delas?! É certo que pouco mais tinham com que ocupar o seu tempo, mas não deixa de mostrar o obscurantismo com que algumas das nossas elites ciclicamente gostam de nos brindar. Como adverte o próprio autor, "sem deixarem de ser a obra do historiador, escreveu estes perfis o novelista", e é isso que torna o livro interessante.
 

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