Prisões

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Autora: Catarina Frois
Género: Sociologia
Edição: Fev/2020
Páginas: 128
ISBN: 9789899004078
Editora: Fundação Francisco Manuel dos Santos

 

 


Quem são as pessoas por detrás dos números das taxas de criminalidade?
Sabemos que as prisões servem para fechar, retirar de circulação da vida comum, quem pela sua conduta demonstrou não ter direito a viver em liberdade. Contudo, embora seja apresentado como uma forma humanista de punição, assente na disciplina e na reabilitação do indivíduo, o actual modelo carcerário-punitivo suscita cada vez mais questões, desafios e problemáticas.

Existem hoje, em Portugal, 49 estabelecimentos prisionais, com graus de complexidade de gestão elevado e médio, ocupados por quase 12 mil pessoas, com uma percentagem de mulheres inferior a cinco por cento. Ao longo de dois anos, a autora deste livro visitou algumas prisões portuguesas, para compor a descrição e contextualização de uma realidade pouco conhecida, e até escamoteada.
Para que servem de facto as prisões? Que resultados se aferem após o cumprimento de uma pena? Como são estes espaços físicos, que pessoas os ocupam e qual é o seu quotidiano? Eis aqui o retrato de um pequeno mundo fechado à força dentro de si mesmo.

Desta autora no Segredo dos Livros:
Mulheres Condenadas - Histórias de Dentro da Prisão

Autora:

Catarina Frois é doutorada em Antropologia, investigadora no Centro em Rede de Investigação em Antropologia e professora auxiliar convidada no departamento de Antropologia do ISCTE-IUL. Entre as suas obras mais recentes, detacam-se The Anthropology of Security. Perspectives from the Frontline of Policing, Counter-terrorism and Border Control (com M. Maguire e N. Zurawski, 2014, Pluto Press), Peripheral Vision: Politics, Technology and Surveillance (2013, Berghahn), Vigilância e Poder (2011, Mundos Sociais) e A Sociedade Vigilante: Ensaios sobre Identificação, Vigilância e Privacidade (2008, Imprensa de Ciências Sociais).

Saiba mais em catarinafrois.wordpress.com

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Uma Pequena Palavra...

"Algumas obras morrem porque nada valem; estas, por morrerem logo, são natimortas. Outras têm o dia breve que lhes confere a sua expressão de um estado de espírito passageiro ou de uma moda da sociedade; morrem na infância. Outras, de maior escopo, coexistem com uma época inteira do país, em cuja língua foram escritas, e, passada essa época, elas também passam; morrem na puberdade da fama e não alcançam mais do que a adolescência na vida perene da glória. Outras ainda, como exprimem coisas fundamentais da mentalidade do seu país, ou da civilização, a que ele pertence, duram tanto quanto dura aquela civilização; essas alcançam a idade adulta da glória universal. Mas outras duram além da civilização, cujos sentimentos expressam. Essas atingem aquela maturidade de vida que é tão mortal como os Deuses, que começam mas não acabam, como acontece com o Tempo."
Fernando Pessoa, in Heróstrato