Prosa Íntima e de Autoconhecimento

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Autor: Fernando Pessoa
Género: Literatura breve
Edição: Nov/2017
Páginas: 480
ISBN: 9789723720013
Editora: Assírio & Alvim

 

 


Os textos de prosa aqui reunidos, ainda que não sejam representativos da totalidade existente, pretendem ser, mesmo assim, «essenciais» num certo sentido, na medida em que tocam muito de perto o seu autor — ou porque gostou suficientemente deles para os acabar e publicar (Prosa Publicada em Vida — um volume que abrange, aliás, numerosas facetas da sua obra em prosa), ou porque o revelam na sua intimidade (Prosa Íntima e de Autoconhecimento) e na sua relação com os outros (Cartas).

O primeiro volume, o Livro do Desassossego, que em boa verdade poderia ser considerado poesia, mostra Fernando Pessoa na sua faceta mais íntima e também mais universal na sua verdadeira essência e na sua dispersão não menos verdadeira. É o não-livro do não-ser, que existiu como ninguém.
A presente Obra, com todos os seus limites, procura demonstrar a essencialidade de Fernando Pessoa não só para a literatura do século XX, mas também para a nossa cultura, actual e futura.

Deste autor no Segredo dos Livros:
A porta e outras ficções
Quando Fui Outro
Teatro Estático
Novelas Policiárias: uma antologia

Autor:

Fernando Pessoa, um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos, nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro". Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista "Orpheu", que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta. 
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista "Orpheu" (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, "Mensagem" (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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“E desde então decidi que a POESIA é a forma mais curta, mais doce, mais explosiva. Para que escrever um romance se é possível dizer o mesmo em dez linhas?”
Charles Bukowski