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Provas Manipuladas
Sexta, 12 Março 2010 15:54

Autora: Donna Leon
Edição: Mar/2010
Páginas: 248
Editora: Planeta

Quando uma veneziana idosa é brutalmente assassinada, a principal suspeita é a sua empregada romena, que fugiu da cidade. Quando tenta sair do país, levando consigo uma considerável soma e documentos falsos, a empregada mete-se à frente de um comboio e morre atropelada. Caso encerrado. Mas quando a vizinha da velha assassinada regressa do estrangeiro, torna-se evidente que a empregada não podia ter sido a assassina. O Commissario Brunetti decide - oficiosamente - encarregar-se pessoalmente do caso. Quando Brunetti investiga, torna-se claro que o motivo do assassínio não foi a avareza, mas que teve as suas raízes nas tentações da luxúria. Mas talvez Brunetti esteja a pensar no pecado capital errado...

Autora:
Donna Leon nasceu em New Jersey, em 1942, viajou e trabalhou em vários países e acabou por se fixar, em 1981, em Veneza, cidade onde se passam os romances policiais que celebrizaram o Comissário Brunnetti. Com obra traduzida em 27 línguas, recordista de um milhão de exemplares vendidos no Reino Unido e com livros adaptados à televisão alemã, Donna Leon é vencedora do prestigiado prémio Macallan Silver Dagger e considerada uma referência no género policial, comparada a Simenon e Agatha Christie.
Actualizado em Quarta, 21 Abril 2010 22:11
 

Comentários  

 
0 #5 Ana 25-06-2010 23:11
Nunca tinha lido nada desta autora, mas os livros dela já me tinham chamado a atenção.
O livro começa com a morte de uma idosa e o desaparecimento estranho da empregada dela, dando todos os indícios de que foi ela a culpada do assassínio. Mas uma vizinha da vítima, quando dá o seu testemunho à polícia, afirma que a empregada não pode ter cometido tal crime.
Gostei bastante do livro, são uns policiais muito bons de se ler. O único reparo que faço é que achei o final um pouco apressado demais, mas, no geral, gostei!
 
 
0 #4 Sílvia 09-06-2010 16:20
Eu sempre gostei de policiais e já li alguns muito bons, portanto tinha as expectativas muito altas em relação a este. Normalmente, um livro deste género faz-nos pensar e querer entrar na história, para tentar descobrir os culpados, etc. Neste livro, isso não me aconteceu. Apesar de ser uma história de entre outras, não senti vontade em ler as outras. E a ideia de associar o crime a pecados mortais, na minha opinião, não é muito feliz e a justificação do crime foi muito “forçada”! A personagem central, comissário Guido, caracterizada como sendo uma pessoa inteligente e perspicaz não me convence de todo.
Ponto negativo: Ao longo da leitura acho que a história perdeu interesse, quando deveria ser o contrário.
 
 
0 #3 Carla Alexandra Silva 08-04-2010 12:10
Este livro é um dos muitos, de uma série de livros com base na mesma personagem principal, o Comissário Guido Brunetti. Ele é o que há de mais apelativo na história, é completamente cativante e a história vive desta personagem carismática.

O livro é delicioso, começamos a ler e não paramos de querer mais e mais e mais.
A história gira em torno da investigação ao crime, desta vez de uma idosa. Ao lermos, vamos resolvendo o crime juntamente com o Brunetti. Aliás, o mais contagiante nesta história é mesmo a investigação, conhecermos todos os detalhes da vida dos suspeitos, vermos quais são as provas, ver a mente do Brunetti a trabalhar e a interacção dele com os colegas, porque o crime em si não é nenhuma surpresa.
Adorei o facto de estarmos tanto a par do trabalho do Brunetti como da sua vida pessoal, adorei a relação dele com a mulher, com a comida e com o vinho. Adorei ler as descrições de Veneza.

É um livro que me fez querer ler todos os outros livros da Donna Leon.
 
 
0 #2 Lígia Teixeira 02-04-2010 14:20
Já há bastante tempo que tinha alguma curiosidade em experimentar os policiais desta autora e surgiu então a oportunidade com este "Provas Manipuladas".

Bem sei que não é o primeiro livro da série de policiais com a personagem central do Comissário Guido Brunetti, mas como cada livro aborda um caso, com princípio, meio e fim, achei que não perderia muito por não ler a série por ordem. De facto, ao ler esta obra não senti falta de ler as anteriores para ficar encantada com a personagem central... É essa personagem a mais-valia deste livro.

Há muito tempo que não lia policiais deste género... em que o foco do livro se centra mais na investigação do que no crime em si. O crime está cometido logo às primeiras páginas e de seguida acompanhamos o processo de investigação e as conjecturas do Comissário não só quanto a eventuais suspeitos, como em relação aos seus colegas e funcionários e também à corrupção que grassa na sociedade em que se inserem.

Senti a falta de algum ritmo e acção, mas este não é um policial para quem goste de adrenalina e de virar freneticamente páginas e páginas cheias de reviravoltas. Na minha opinião, peca um pouco pela previsibilidade da história e mesmo estando muito bem escrita, com personagens cativantes e um cenário envolvente, senti que faltava o factor surpresa...

Gostei de conhecer a escrita e autora (e o comissário), mas dentro deste género de policiais, prefiro a eterna Agatha Christie ;-)
 
 
0 #1 Catia Silva 31-03-2010 13:07
Adorei esta escritora. E ainda por cima o crime ter acontecido em Veneza… só nos dá vontade de continuar a ler e a ler até descobrirmos quem é o assassino.

Quando Brunetti investiga, torna-se claro que o motivo do assassínio não foi a avareza, mas que teve as suas raízes nas tentações da luxúria. Mas talvez Brunetti esteja a pensar no pecado capital errado...

Será assim tão difícil de imaginar que, nos dias que correm, alguém morra ou alguém cometa um crime através dos 7 pecados mortais?... Sim, neste caso foi através do pecado capital da Soberba.

A vaidade (chamada também de orgulho ou soberba) é o desejo de atrair a admiração das outras pessoas. Uma pessoa vaidosa cria uma imagem pessoal para transmitir aos outros, com o objectivo de ser admirada. Mostra com extravagância os seus pontos positivos e esconde os seus pontos negativos.
A vaidade é considerada o mais grave dos pecados capitais.

Esta é realmente a grande senhora do crime e eu fiquei com bastante interesse em voltar a ler outros livros dela.
 

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