Quem Ama, Odeia


Autor:
Silvina Ocampo e Adolfo Bioy Casares
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 140
Editor: Oficina do Livro

Quando o doutor Humberto Huberman chega a um afastado hotel de Bosque del Mar para um merecido repouso, está muito longe de imaginar o que o aguarda. Em vez da desejada e fecunda solidão que procura, vê-se envolvido nas complexas e estranhas relações que os hóspedes do hotel foram gradualmente urdindo e assiste, intrigado e perplexo, ao assassinato de um hóspede e ao desaparecimento de outro.

Isolados durante quatro dias por uma tempestade de vento e areia e sob a ameaça dos caranguejos do sapal e do mar, as já muito frágeis relações entre as personagens vão piorando. A novela transforma-se então numa fascinante viagem pelo mundo das paixões, do amor, da inveja, da vingança e do ódio: os fantasmas e os desejos de cada um, esses mundos imaginários e recônditos, integram o mistério que se irá revelando ao longo do livro.

Narrativa de grande subtileza, escrita sem mácula e extremamente fascinante, Quem ama, odeia é uma obra obrigatória em qualquer biblioteca.

Autores:

Silvina Ocampo nasceu em Buenos Aires em 1903. Adolfo Bioy Casares nasceu na mesma cidade em 1914, aos 11 anos escreveu o seu primeiro livro e, ainda adolescente, conhece Jorge Luis Borges, de quem se torna amigo e colaborador. Dois anos mais tarde, conhece Silvina, com quem viria a casar em 1940.

Em 1937, Silvina Ocampo tinha já publicado na lendária revista Sur, que dirigia com a irmã Victoria, o seu primeiro livro de contos, Viaje olvidado, mas só em 1945 obtém o reconhecimento com a obra Espacios métricos. Além da presente novela, compilou, com Borges e Bioy Casares, uma assinalável antologia de literatura fantástica.

No ano do seu casamento, Bioy Casares publica A Invenção de Morel, que Borges qualificou como obra perfeita, e é hoje considerada um clássico, a que se seguiram romances como Plano de evasão ou Diário da guerra aos porcos.

Silvina Ocampo foi alvo de grande reconhecimento na Argentina, onde morreu em 1993. Entre outros prémios, Adolfo Bioy Casares foi galardoado com o Prémio Cervantes de Literatura, em 1990. Faleceu em 1999.

2 comentários
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Comentários

  • Lígia Teixeira

    Outubro 22, 2009 às 23:32
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    Uma excelente leitura, com uma escrita límpida, com laivos de um humor requintado e um mistério que nos aguça a curiosidade e que me fez lembrar muitas vezes as obras de Agatha Christie, associando o Professor Huberman ao bem conhecido Poirot. Um livrinho pequeno em tamanho, mas que proporciona excelentes momentos de leitura... Recomendo vivamente!

  • Ana

    Outubro 6, 2009 às 15:06
    Responder

    Uma leitura leve e rápida! Um livro que se lê num par de horas.Gostei, foi uma leitura divertida com algum mistério à mistura.Um livro a ler!!!Humberto Huberman, um médico de profissão, que procura o hotel de uma prima afastada para ter algum descanso e se dedicar às leituras. Desde o momento em que chega, tudo parece estar contra ele. Descanso nem vê-lo e depois vê-se envolvido numa série de peripécias com os hóspedes do hotel.

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