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| Rainhas Medievais de Portugal |
| Sexta, 17 Dezembro 2010 00:26 | |||
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Autora: Ana Rodrigues Oliveira De D. Teresa de Leão e Castela que, embora filha e mãe de rei, foi casada com um conde e um condado governou, passando por D. Isabel de Aragão, a Rainha Santa, D. Inês de Castro, falecida antes da entronização do seu amado D. Pedro I, a D. Filipa de Lencastre, mãe da Ínclita Geração, até D. Leonor, mulher do rei D. João II, a historiadora Ana Rodrigues Oliveira traça o retrato das 17 rainhas medievais de Portugal. Numa época em que as fontes escasseiam, os silêncios e as omissões são frequentes e em que as mulheres, mesmo sendo rainhas, eram vistas através, e em função, dos seus maridos, os reis. Autora:
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Muito se tem ouvido falar dos reis de Portugal da Época Medieval, mas muito pouco das suas rainhas e, quando destas se fala, é porque estão com eles relacionados. Este livro traz estas mulheres para a luz, retirando-as da obscuridade a que a sua época e a que a História as votou. E este livro faz-nos descobrir que algumas destas mulheres foram realmente extraordinárias , por vezes muito mais apropriadas para reinar que o próprio rei.
Esta historiadora fez um trabalho extraordinário a nível de pesquisa histórica, pois, apesar das fontes acerca das rainhas medievais serem escassas, a autora conseguiu arranjar material bastante vasto para fazer uma obra de grande envergadura.
Este livro mostra-nos que, apesar do papel da rainha tradicional quase se reduzir ao de esposa do rei e útero destinado a dar um herdeiro ao reino, há rainhas que foram mais longe e que tiveram um papel importante a nível da política do reino.
Houve mesmo algumas que se revoltaram contra os costumes do seu tempo. Um bom exemplo é logo a primeira das rainhas, D. Teresa que, apesar de ser filha de um rei, se casa com um conde e não hesita em revoltar-se contra as ordens do rei seu filho. Toma um amante e declara-se rainha por direito próprio, sendo por isso presa pelo filho.
D. Mécia, não tão conhecida, faz ainda pior: deixa o rei e deixa-se raptar pelo próprio cunhado, de quem se suspeita que foi amante.
D. Leonor de Teles talvez seja o exemplo máximo de uma mulher à frente do seu tempo e de uma mulher de carácter forte: passa de esposa de um fidalgote rural a rainha e trata o rei D. Fernando como uma marioneta nas suas mãos.
Para além destas, temos a história extraordinária de mais 14 mulheres, algumas tão célebres como a Rainha Santa Isabel: D. Inês de Castro que foi rainha depois de morta, D. Filipa de Castro e outras menos conhecidas, mas que merecem que a sua história seja conhecida.
A linguagem do livro é cuidada, porém clara e muito acessível, mesmo para os leitores mais leigos que não estão habituados a ler livros sobre História. Um livro extraordinário para todos aqueles que se interessam pelo género.
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