Raparigas de Xangai

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Autora: Lisa See
Páginas: 352
Editora: Bizâncio

Em 1937, Xangai era a Paris da Ásia. Duas jovens irmãs, Pearl e May Chin, gozam a época dourada das suas vidas, graças à fortuna do pai. Um dia, porém, o pai anuncia que perdeu toda a fortuna na mesa de jogo, e que, para pagar as dívidas, as vendeu como esposas a compatriotas endinheirados que vieram da Califórnia à procura de noivas chinesas. Já com as bombas japonesas a caírem sobre a sua amada cidade, Pearl e May embarcam na viagem das suas vidas rumo à América. Recomeçam a vida tentando encontrar o amor junto dos estranhos com quem se casaram. Divididas entre o fascínio de Hollywood e os antigos modos de vida e as regras de Chinatown, esforçam-se por aceitar a vida americana. Pearl e May são amigas inseparáveis; porém, como todas as irmãs, nutrem, também, uma pela outra, invejas e rivalidades mesquinhas. Enfrentam sacrifícios terríveis, fazem escolhas impossíveis e partilham um segredo devastador, capaz de mudar as suas vidas.

«Um livro sobre a sobrevivência e sobre a dimensão dos sacrifícios que podemos suportar por aqueles que amamos. Um relato comovente das dificuldades sentidas pelos emigrantes. Uma obra rica em detalhes, uma linguagem cativante, que nos prende desde a primeira página.» Publishers Weekly

Autora:
Lisa See nasceu em Paris, mas cresceu em Los Angeles. Além de escrever livros como o seu aclamado Leque Secreto foi durante trinta anos correspondente da Publishers Weekly, tendo igualmente colaborado com a Vogue, Self e More. Foi distinguida com o prémio Mulher do Ano pela organização de mulheres chinesas na América em 2001 e em 2003 recebeu o prémio do Chinese American Museum’s History Makers.

Comentários  

 
#6 Cristina Delgado 2010-12-23 08:14
Quando peguei neste livro, sabia que ia gostar. A capa pareceu-me - como qualificá-la? - diferente, estranha, mas, depois de o concluirmos, percebemos que tem todo o sentido. De Lisa See, já tinha lido "O leque secreto" e os temas tratados agradaram-me muito. O que não imaginava era que ia gostar tanto assim!

O livro foi para mim uma pérola que, página a página, fui abrindo, descobrindo e amando. Rico (riquíssimo!) nos temas escolhidos, é uma lição de História que vamos aprendendo sem nos darmos conta e, também, uma lição de vida, de coragem e de amizade.

De escrita simples, directa, sem floreados mas arrebatadora, este romance cativa imediatamente a nossa atenção, tanto mais que os acontecimentos sucedem-se em catadupa, não nos deixando quase espaço para respirar. Acontecimentos que são, de tal forma "estranhos" para nós, que foi como uma chuvada de sensações, às quais não podemos ficar insensíveis... A narradora é Pearl, uma jovem chinesa, que nos vai contando momentos da sua vida, que partilha com sua irmã mais nova, entre 1937 e 1957.

Ficamos a conhecer os costumes da China dessa época, marcada pela guerra, os contrastes entre indivíduos de classes sociais díspares, a indiferença por parte de duas jovens em relação às injustiças gritantes existentes entre essas mesmas classes, as diferenças de mentalidade entre pais e filhos que são tão, mas tão diferentes das nossas, que nos fazem "estremecer" um pouco.

Baseado em factos verídicos, damo-nos conta, igualmente, de uma realidade que, naquela época, tomou proporções imensas: a emigração ilegal do povo Chinês para fugir da invasão Japonesa e as suas dificuldades num país que nunca os aceitou
verdadeiramente e os marginalizou, a América. Criaram um mundo à parte - Chinatown - do qual não se conseguiam desligar, mesmo que tivessem dinheiro suficiente, pois a sua naturalidade era um impedimento. Os seus filhos, sendo cidadãos americanos, viveram, também, essa marginalização, acrescentando o facto que viveram no meio de duas culturas muito diferentes entre si, sentindo-se divididos entre elas.

Muito, muito bom! Ah, um pedido: será que a autora não poderia continuar este romance? É que a história podia tão bem continuar... Ficou tanto em aberto...
 
 
#5 Carla Alexandra Silva 2010-06-24 13:47
Este foi, sem dúvida, um dos melhores livros que já li, agarrou–me na primeira linha e, no final, fiquei com vontade de seguir as protagonistas pelas suas vidas fora.
O livro não nos deixa indiferentes, faz-nos ver com outros olhos a China, a sua cultura e o seu povo.
Seguimos duas irmãs de Xangai ao longo de parte das suas vidas, vivemos com elas o terror da guerra, a condição de ser mulher e chinesa, o preconceito de se ser diferente.
Uma história muito bem contada, de um modo simples, cativante, uma leitura que faz sentir. É impossível ler este livro e não gostar
Adorei!
 
 
#4 Júlia 2010-06-14 13:15
Este livro começa por nos descrever a vida boémia, desafogada, livre de duas irmãs, Pearl e May, na "Paris da Ásia" que é Xangai, nos finais da década de 30. Filhas de um homem, pode dizer-se, rico no negócio dos riquexós. Onde já não se casa por casamento arranjado, mas por amor, onde as mulheres já não são obrigadas a enfaixar os pés que, apesar de só termos tido um vislumbre desta técnica, me impressionou muito, aquilo é que era sofrer.
Nunca lhes passou pela cabeça que, de um dia para o outro, o seu pai lhes tivesse arranjado um casamento com dois americanos, filhos de famílias ricas, tendo que se mudar para os EUA. Não podendo recusar, visto ser isso ou a vida dos pais. Ao mesmo tempo, a China é invadida pelos anões, homens-macaco que são os nipónicos, e é assim que começa uma grande viagem/fuga, infelizmente com um quê de verídica, de duas irmãs que nunca se separam, rumo aos EUA.
Como as coisas nunca são aquilo que os outros pintam, as irmãs aliam-se para sobreviver como emigrantes chinesas nos EUA.
Não conhecia a autora... mas, como gostei muito, vou querer ler os outros livros dela editados por cá "O leque Secreto" e também "O pavilhão da Peónias".
Grande estreia com LISA SEE.
 
 
#3 Tanea Lopes Costa 2010-04-04 12:33
Eu adorei este livro. A nível de contexto histórico está excelente, permite-nos uma boa perspectiva da vida em Xangai, da sua queda, da forma como os chineses eram tratados pelas autoridades americanas e como tentavam enganar os serviços de emigração, muito bom mesmo!

Como história é comovente a forma como estas duas irmãs continuam inseparaveis apesar das suas diferenças e tudo o que tem de enfrentar na sua nova realidade.

É sem duvida um dos melhores livros que li este ano!
 
 
#2 Patrícia Cálão 2010-03-26 17:17
Bem...eu amei este livro. Vou deixar aqui um excerto do que escrevi no meu blog (Chá da Meia-Noite) acerca do mesmo.

"Podia passar horas a falar do livro: dos aspectos históricos, da luta das duas irmãs, das suas esperanças e desilusões, dos restantes personagens que ficaram guardados no meu coração, que são tão credíveis (e alguns até reais), das dificuldades que um povo imigrante enfrenta, das tradições chinesas que aprendi com esta leitura... Podia passar um tempo interminável a falar deste livro que me proporcionou horas de leitura tão agradáveis; um livro que conjuga tanto o romance como o histórico de uma forma extraordinária.

Mas vou apenas dizer que este livro é muito bom e que o recomendo a todos. E que algures neste mundo existiram mulheres que serviram de base verídica na história de Pearl e May, cujos relatos registados em diários ou transmitidos por familiares ficaram para sempre gravados neste livro e, agora, na minha memória. Mulheres reais, as quais passei a admirar."

Leiam!!
 

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