Revolução Paraíso

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Autor: Paulo M. Morais
Edição: Abr/2013
Páginas: 360
ISBN: 9789720044839
Editora: Porto Editora

 

 

Enquanto nas ruas se decide o futuro de um país, na tipografia de Adamantino Teopisto vive-se um misto de enredo queirosiano, suspense de um policial e ternura de uma novela: com sabotagens, amores proibidos e cabeças a prémio; tudo num ambiente de revolução apaixonado. O rebuliço generalizado tem repercussões no alinhamento do jornal e no dia a dia das gentes de São Paulo e do Cais do Sodré.

A revolução é o tópico das conversas nas tascas, nas ruas, no prédio da Gazela Atlântica, contribuindo para o exacerbar das tensões latentes entre o patrão Adamantino e os funcionários. A vivacidade de uma estagiária, as manigâncias de um ex-PIDE foragido, os comentários de um taberneiro e as intromissões de um proxeneta e de uma prostituta agravam ainda mais a desordem ameaçadora que paira no ar. Nada foi igual na vida dos portugueses após a Revolução dos Cravos. Nada foi igual na vida da “família” Gazela Atlântica após o 25 de Abril.

Leia a entrevista exclusiva do autor ao Segredo dos Livros aqui.

Autor:

Paulo M. Morais nasceu em fevereiro de 1972. Cresceu nos arredores de Lisboa entre futebóis de rua, livros de aventuras e matinés de filmes clássicos. Licenciou-se em Comunicação Social e cumpriu um sonho de juventude ao fazer crítica de cinema. Depois pôs uma mochila às costas e viajou à volta do mundo. No regresso, especializou-se em textos sobre gastronomia e turismo, foi pai de uma menina e plantou um pessegueiro. Atualmente, trabalha na tradução de romances e livros de não-ficção.
Vive deslumbrado pelo ofício de descobrir histórias. Em 2013, publicou Revolução Paraíso (Porto Editora), romance passado no pós-25 de Abril. Seguiu-se a distopia O Último Poeta (Poética Edições, 2015). Em 2016, publicou Uma Parte Errada de Mim (Casa das Letras), livro que junta memórias autobiográficas e reflexões sobre a vida no relato do tratamento de um linfoma, e, em 2017, Seja feita a tua vontade, romance finalista do Prémio Leya 2015 (Casa das Letras).

Comentários  

 
#1 Sónia 2013-05-31 23:16
Romances que envolvam o período da nossa História aqui retratado, sempre fizeram a minha delícia. Tanto por gostar bastante de História, como pela minha curiosidade sobre os factos duma época que não vivi, mas de que me habituei a ouvir falar. Este livro, no que diz respeito aos factos históricos, está excelente. Nota-se a pesquisa extensa e detalhada que o autor, que é também jornalista, fez previamente. Nota máxima, nesse campo. Só lendo mesmo, dá para o perceber. Tão pouco cabe estar a detalhar isso numa opinião pessoal.

Tendo ficado tão agradada com a vertente factual, por outro lado a vertente ficcionada não me cativou por ali além. Julgo que o autor poderia ter trabalhado melhor as personagens, principalmente no que à "não política" diz respeito. Ou seja, focou-as demasiado no tema que quis retratar e "esqueceu-se", a meu ver, de mostrar um pouco mais do seu lado pessoal, assim como a interacção com as demais. Sem ser no contexto histórico, porque, aí, isso é bastante bem conseguido.

De certo modo, a vertente mais "valiosa" (informação histórica) desta obra acaba por ser um ponto a desfavor. Ou seja, o livro teria muito mais a ganhar se o equilíbrio entre o real e a ficção tivesse sido "oleado" de outra forma. A dada altura, deu-me a sensação de que lia dois livros num só. Foi por isso que não gostei tanto deste livro como pensei que iria gostar. O factor "expectativa" também deve ser tomado em linha de conta e as minhas eram elevadas.

Pese embora os aspectos que referi anteriormente, Paulo M. Morais é um autor que irei seguir. Gostei da escrita, do toque de humor bastante peculiar em certas passagens e do trabalho de bastidores que já referi atrás. Se certos pormenores forem limados, daqui a uns anos, dará que falar pelos melhores motivos.
 

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