Rubi

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Autora: Kerstin Gier
Edição: Out/2010
Páginas: 272
Edição: Arteplural (uma chancela Bertrand)

O que fazer quando alguém se dá conta de que subitamente está no passado – num passado longínquo, não de décadas, mas de séculos? Bem, em primeiro lugar há que manter a calma – é o que Gwendolyn pensa. E vai-lhe ser necessária muita calma, quando descobre ter herdado da família um invulgar gene que lhe permite viajar no tempo.
Com o arrogante (mas muito giro!) Gideon como companheiro de viagem, daqui em diante as surpresas não param. Por ser a mais jovem portadora do gene, Gwendolyn é escolhida para uma missão muito importante: viajar por várias épocas para impedir alguns erros e, basicamente, pôr o passado em ordem!
Entre alguns acidentes de percurso e algumas discussões, este casal tão desigual envolve-se em aventuras de toda a espécie… e ao longo de todos os tempos. Pouco a pouco, vão descobrindo que, seja em que século for, os opostos sempre se hão-de atrair, e que o passado já não é o que era…

Autora:
Kerstin Gier (1966) é autora alemã de ficção romântica, e muitas das suas obras se mantiveram nas listas de mais vendidos do seu país durante meses – tendo uma delas sido adaptada para o cinema. Vencedora do prémio DELIA, esta é a sua primeira e brilhante incursão na literatura juvenil, que lhe tem valido o reconhecimento além-fronteiras.

Comentários  

 
#8 Fátima Rodrigues 2011-06-21 22:42
Acabei de o ler e adorei, giríssimo, divertido e cativante na sua simplicidade.
Este livro faz parte de uma trilogia:
- Rubi
- Azul Safira
- Verde Esmeralda

Os nomes estão ligados às pedras associadas às pessoas de cada uma das duas famílias aqui focadas que têm a capacidade, em alguns elementos das mesmas, ao longo dos tempos, de dar saltos no tempo. Estes seriam extremamente perigosos não sendo controlados, porque poderiam ir parar a qualquer lado e em qualquer tempo, mas, graças ao cronógrafo, estes podem ser geridos no espaço e no tempo.
Rubi é Gwendolyn, uma rapariga de 16 anos e meio, como ela diz, que esperava ser a sua prima Charlotte a herdar este gene, mas que acaba por ser ela quem o tem, em conjunto com a sua capacidade para ver e falar com fantasmas. Rubi é a pedra que lhe está associada, sendo ela a 12ª na ordem, a última e que fecha o círculo que, tendo conseguido reunir uma gota de sangue de cada um destes doze especiais, permite ao cronógrafo revelar o segredo mais bem guardado e que se pensa ser a pedra filosofal. Mas esta será ouro ou o elixir da vida eterna?
Nesta luta, há vários implicados, desde o temível Conde, à prima Lucy que fugiu com Paul, o seu correspondente da outra família, levando um dos dois cronógrafos e que procuram impedir o fecho do ciclo, mas que também escondem segredos que implicam Gwendolyn. O correspondente de Gwendolyn é Gideon, dois anos mais velho que ela e lindo de morrer, a quem ela não irá resistir, nem ele depois de a conhecer e à força que ela reúne. Vão viver mil e uma aventuras em épocas passadas que nos fazem rir, dispõem bem e nos prendem até à última página. Tudo fica em aberto e nada decidido ou clarificado, pelo que espero ansiosamente pelo próximo!
 
 
#7 Vanessa Montês 2011-05-15 13:12
Gwendolyn tem um simples desejo: ser normal!! Mas numa família que tem o poder de atravessar o tempo, é um pouco complicado ser normal, embora não seja Gwendolyn quem atravessa o tempo, mas sim a sua prima Charlott, ou pelo menos é isso que todos pensam...

Mas as coisas começam a ficar estranhas e Gwendolyn começa a sentir-se mal disposta e, de um momento para outro, já não está onde estava! Melhor, está onde estava... mas não no ano em que devia estar! A complicação? São precisos anos para aprender a controlar o poder, saber como usá-lo, como agir em determinadas alturas. Anos esses a que Gwendolyn não teve direito, pois quem devia ter herdado o poder era a sua prima.

Levada pelo medo, Gwen não sabe o que fazer, mas a sua sorte é que o primeiro salto dura pouco tempo. Mas a sorte não dura para sempre e acaba quando muitos outros saltos acontecem de repente e de seguida! Aflita, decide finalmente contar à sua mãe e acaba por descobrir que o que devia ser um simples - embora incómodo - poder, acaba por ser mais que isso e que, por vezes, tudo e todos em quem acreditava não são, na realidade, o que parecem.

Rubi - O Amor Atravessa Todos os Tempos é um livro virado para o público juvenil, mas que pode ser lido por um público mais adulto. A sua escrita, simples, fluída e fácil de seguir é maravilhosa para o público alvo do livro e torna-se um livro agradável para passar umas divertidas horas para o público mais velho. As personagens, divertidas e por vezes irónicas, fazem-nos rir e as relações familiares retratadas no livro fazem-nos lembrar das nossas relações familiares.

Um bom livro para relaxar e que nos desperta a curiosidade para o próximo volume, que não irei perder!
 
 
#6 Lídia Rumor 2011-03-29 08:16
Gwendolyn e Charlotte são primas, vivem ambas na mesma casa apalaçada, ambas acompanhadas de várias gerações da sua família, ambas descendentes da linha feminina das viajantes no tempo. No entanto, não podiam ser mais diferentes. Charlotte é uma excelente aluna, uma filha e neta adorada, confiante, controlada, belíssima com os seus caracóis ruivos e comporta-se como uma verdadeira dama. Está destinada a grandes voos, já que é a portadora do gene das viagens no tempo. Gwendolyn, por sua vez, é uma adolescente normal - é uma aluna média, passa a vida a cochichar com a sua melhor amiga Leslie, é nervosa, pouco confiante, algo desastrada e tem um esguio cabelo negro. Claramente passa despercebida em sua casa, por não ser portadora do tal gene. Tudo muda no dia em que, para espanto de todos, incluindo da própria Gwendolyn, é Gwendolyn, a que nunca foi preparada para lidar com isto, que dá o seu primeiro salto no tempo e não a que todos esperavam, a super bem preparada Charlotte. Mas, felizmente, para todos Gwendolyn revela ser bem diferente daquilo que aparentava. As suas aventuras revelam uma miúda corajosa, intuitiva e capaz de pensar por si mesma. Como bónus, claro que o seu companheiro de aventura, é o estonteantement e bonito Gideon. É o sonho de qualquer rapariga adolescente e são elas que irão devorar este livro e qualquer outro que seja publicado nesta saga.

É uma narrativa enfeitiçante, cheia de acção e é verdadeiramente impossível, mesmo para leitores mais maduros, pousar este livro antes de chegar ao final, ficando-se mesmo, no fim, com desejo de continuar a aventura ao lado de Gwendolyn e Gideon.
 
 
#5 Patrícia Pereira 2011-02-02 23:44
Mas que surpresa tão agradável foi esta leitura!
Trata-se de um livro direccionado para o público juvenil, porém não deixa de deliciar-nos e de fornecer uma perspectiva original sobre um tema tão recorrente como as viagens no tempo, sendo a palavra de ordem omnipresente o humor. A autora possui uma forma mágica de escrever, criando personagens, espaços e realidades de forma surpreendenteme nte atractiva e damos por nós presos ao livro, virando página atrás de página, querendo sempre saber o que sucederá em seguida.
Quando iniciei a sua leitura, desconhecia que se tratava de uma trilogia e, de facto, a história que Krestin Gier se propõe contar tem "pano para mangas".
Depois de tudo o que foi dito abaixo sobre esta obra, não há muito mais a acrescentar, deixo apenas a sugestão: leiam a história de Rubi, não se vão arrepender!
 
 
#4 Patrícia Matos 2010-12-27 20:49
Gwendolyn é uma adolescente normal, até descobrir que herdou um gene, que lhe permite viajar no tempo. Durante várias gerações, alguém da sua família herdou o gene para viajar no tempo, mas todos pensavam que era a sua prima a herdeira e não ela.
Depois de saltar no tempo três vezes sozinha e sem qualquer conhecimento sobre o que fazer, a sua melhor amiga Leslie insiste com Gwendolyn para contar tudo à mãe.
Com a orientação da mãe e junto das pessoas certas, a vida de Gwendolyn muda radicalmente e parte para uma missão na companhia de Gideon, um rapaz arrogante e encantador.
Rubi é um livro muito divertido, misterioso e cheio de aventuras. Gostei muito! Apesar de ser um livro para um público mais jovem, fiquei rendida desde início.
Uma leitura muito rápida e fácil, com uma escrita simples, fluída e muito divertida.
Este é o primeiro volume de uma trilogia, que certamente irei querer seguir.
Recomendo.
 

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