Saída da Escuridão

FaceBook  Twitter  

 

 

Autora: Tina Nash
Edição: Set/2015
Páginas: 276
ISBN: 9789897413421
Editora: Quinta Essência

 

 

 

Ela amava-o muito. E ele tirou-lhe os olhos...
Em 1999, quando Tina Nash, de dezanove anos, conheceu Shane, alguém a avisou de que ele era perigoso.
Mas quando o encontra uma década mais tarde, vê primeiro e acima de tudo um homem cujos braços lhe dão uma enorme sensação de segurança. Completamente apaixonada, é incapaz de reconhecer como o seu amante se pode tornar agressivo.
Ao fim de oito meses surge o primeiro ataque violento, e Tina rompe com ele. No entanto, o amor prevalece sobre o instinto de autopreservação. «Eu agora era como uma viciada em drogas que só ficava feliz quando conseguia a minha dose – a minha dose de Shane.»

Esse vício é mais forte do que a dor, o medo e a humilhação. As agressões continuam, a polícia é chamada… como consegue ela suportar? No entanto, Tina tolera mais torturas. Shane maltrata-a também à frente dos filhos, mas ela ainda acredita que é sempre a última vez e que agora ele vai mudar. Esta esperança termina a 20 de abril de 2011, com o ataque mais brutal. Shane passou doze horas a torturar uma Tina inconsciente e cegou-a...
Nessa noite de 20 de abril de 2011, a vida de Tina Nash mudou para sempre. Depois de suportar meses de violência doméstica às mãos do namorado Shane Jenkin, ela foi submetida a um ataque bárbaro e prolongado durante o qual Jenkin a espancou até à inconsciência e lhe tirou os dois olhos. Quando ele foi preso em maio de 2012, as pessoas esforçavam-se por compreender a escala da violência sofrida por esta jovem mãe de dois filhos na sua casa da Cornualha.
Em Saída da Escuridão, Tina conta toda a sua história – como é realmente a vida com um parceiro violento e como sobreviveu a doze horas de violência inimaginável em sua própria casa. Aprendendo a adaptar-se à vida sem a visão, Tina fala corajosamente de como os filhos lhe deram coragem para continuar, e como - passo a passo - está a aprender a viver novamente. Com as estatísticas da violência doméstica a aumentar, este incrível livro de memórias de sobrevivência de Tina Nash é uma leitura essencial.

Autora:

Tina Nash vive na zona ocidental da Cornualha desde a infância. Está agora no início da casa dos trinta e é mãe de dois rapazes de 14 e 4 anos. Chamou a atenção do seu país através de reportagens acerca dos ferimentos horríveis que lhe foram infligidos pelo ex-parceiro, Shane Jenkin, que lhe tirou os olhos após um prolongado ataque de violência doméstica em abril de 2011. As suas experiências tornam-na uma excelente porta-voz das sobreviventes de violência doméstica.

Veja aqui uma pequena entrevista da BBC com a autora:

Tem de iniciar sessão para submeter o seu comentário.

Últimas Opiniões

  • 25 de Abril, Corte e Costura
    Este livro é exatamente o que eu esperava dele: uma sucessão de quadros em que se ridiculariza a ...
  • 28.04.2019 21:03
  • A Aluna Americana
    Este é o mais recente romance de João Pedro Marques, autor de, entre outros, "Uma Fazenda em África" ...
  • 25.04.2019 20:42
  • O Último Cabalista de Lisboa
    Consegui, finalmente, ler este livro que foi o primeiro romance de Richard Zimler. Publicado em 1996 ...
  • 07.04.2019 23:56

Últimos Tópicos

Uma Pequena Palavra...

"Algumas obras morrem porque nada valem; estas, por morrerem logo, são natimortas. Outras têm o dia breve que lhes confere a sua expressão de um estado de espírito passageiro ou de uma moda da sociedade; morrem na infância. Outras, de maior escopo, coexistem com uma época inteira do país, em cuja língua foram escritas, e, passada essa época, elas também passam; morrem na puberdade da fama e não alcançam mais do que a adolescência na vida perene da glória. Outras ainda, como exprimem coisas fundamentais da mentalidade do seu país, ou da civilização, a que ele pertence, duram tanto quanto dura aquela civilização; essas alcançam a idade adulta da glória universal. Mas outras duram além da civilização, cujos sentimentos expressam. Essas atingem aquela maturidade de vida que é tão mortal como os Deuses, que começam mas não acabam, como acontece com o Tempo."
Fernando Pessoa, in Heróstrato