Salazar - A Queda de uma Cadeira que Não Existia

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Autor: José António Saraiva
Género: Biografias / História de Portugal
Edição: Jun/2020
Páginas: 352
ISBN: 9789896169664
Editora: Gradiva

 

 

 

Este livro é uma biografia com uma perspectiva original sobre a história do ditador português. É a sua História escrita de dentro para fora e não de fora para dentro, como quase sempre se faz. Muita gente olha para os factos históricos à luz dos conceitos de hoje. Falamos de colonialismo com base nas ideias de hoje.
Este livro coloca-se na época, tenta percebê-la por dentro, projectá-la de dentro para fora para a mostrar aos leitores como era o tempo resultando numa verdadeira história do Estado Novo.

Normalmente, as histórias do Estado Novo são histórias da oposição ao Estado Novo, das torturas da PIDE, das revoltas contra Salazar, das eleições de Delgado, do desvio do Santa Maria, etc.
Ora esta história, tendo esses episódios, tem sobretudo uma visão sobre o próprio Estado Novo, das suas figuras, das relações entre elas, os seus conflitos, dos seus projectos, das suas ambições, das suas realizações.
Trata-se de uma reconstituição histórica e não de uma história académica, que procura descrever os acontecimentos com o seu colorido, explicados no contexto da época, reproduz diálogos, conversas, factos, como se o autor estivesse a assistir a eles e os relatasse, como um repórter jornalístico, sem qualquer preconceito político.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Eu e os Outros - Uma espécie de memórias

Autor:

O jornalista e escritor José António Saraiva nasceu em 1947, em Lisboa, sendo filho de António José Saraiva, ensaísta, historiador e crítico literário, e sobrinho do também historiador José Hermano Saraiva. Arquiteto de formação, foi no jornalismo que mais se destacou. De qualquer maneira exerceu arquitetura durante quinze anos. Ainda muito jovem, aos 17 anos, José António Saraiva estreou-se no jornalismo, escrevendo no Comércio do Funchal, dirigido por Vicente Jorge Silva, onde assinava crónicas sobre a sociedade. Enquanto dava preferência à arquitetura, continuou a escrever regularmente, nomeadamente no Diário de Lisboa. Acabou por se licenciar em arquitetura em 1973. Pouco depois da revolução do 25 de Abril de 1974, escreveu um artigo no República sobre a extrema-esquerda que chamou a atenção do administrador da Bertrand, Eduardo Martins Soares. Nessa altura, escreveu o livro Do Estado Novo à II República. Entretanto, ingressou no semanário Expresso, do qual se tornou diretor em 1983, ajudando-o a transformar-se num dos jornais mais bem sucedidos de Portugal, tanto a nível de vendas como de prestígio. Sob a direção de José António Saraiva, o Expresso afirmou-se como um jornal de referência. Neste semanário criou o espaço "Memória do Século" e a coluna semanal "Política à Portuguesa". Em 2001 lançou o romance O Último Verão na Ria Formosa, um livro policial que demorou treze anos a conceber. Foi a forma que encontrou de poder exercer uma escrita diferente da que habitualmente utilizava no Expresso e de poder recorrer a outros temas que não a política. De qualquer forma, defende que é positivo que um jornal como o Expresso tenha o mesmo diretor ao fim de tantos anos, porque dá mais confiança aos leitores. A experiência na escrita de ficção agradou ao diretor do Expresso que de pronto começou a escrever um novo romance sobre a história de uma mulher ao longo de três fases da sua vida. Em novembro de 2002, José António Saraiva lançou o Dicionário Política à Portuguesa, obra que foi distribuída juntamente com o Expresso. Este dicionário incluía textos originais e uma seleção de crónicas de sua autoria, da "Política à Portuguesa", renomeadas e organizadas de A a Z.

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