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| Segredos do Passado |
| Quinta, 27 Janeiro 2011 19:30 | |||
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Autora: Deborah Smith Filha de uma respeitada família de Dunderry, na Geórgia, Claire Maloney era uma menina caprichosa e mimada, mas isso não a impediu de travar amizade com Roan Sullivan, um rapaz feroz, órfão de mãe, que vivia numa caravana com o pai alcoólico. Nunca ninguém conseguiu compreender o laço que unia as duas crianças rebeldes. Mas Roan e Claire pertenciam um ao outro... até à violenta tarde em que o terror tomou conta das suas vidas e Roan desapareceu.
Durante vinte anos, Claire procurou o rosto do seu amor de infância por entre a multidão. Durante vinte anos, esperou ansiosamente uma carta e sobressaltou-se a cada toque do telefone. No entanto, quando Roan surge novamente na sua vida, a alegria de Claire não é completa, pois ao contrário do que se afirma o tempo não apaga todas as feridas. Da mesma autora no Segredo dos Livros: Autora:
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| Actualizado em Segunda, 07 Fevereiro 2011 11:49 |
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Comentários
Comprei o Segredos do Passado por impulso. Não pela capa nem pela sinopse, mas sim pelas tão boas opiniões de A Doçura da Chuva da mesma escritora. Pois...
Considero, agora que o terminei há quase um dia e já se começou a desvanecer a magia da leitura, que a escrita de Deborah Smith é diferente. Não a consigo comparar com nenhum outro livro - ponto a favor.
Estranhei bastante no início, pois estava à espera de um começo mais adulto com uns feedbacks aleatórios ou ocasionais. O que aconteceu foi uma obra com um seguimento linear, apenas com um intervalo de quase 20 anos, como nos promete a sinopse, que vai apresentando flashs do passado das personagens, das cidades, das famílias.
Achei um pouco estranho, e aqui desconfio que foi da tradução, na segunda metade do livro as personagens se referirem à família Maloney como "a família". Não consigo explicar bem este ponto, mas depois de lerem, compreenderão.
O livro no geral é um pouco lento, com os encontros um pouco esbatidos, e penso que foi por estas razões que demorei tanto a envolver-me com a história.
O final não é tão ansiosamente esperado como devia, apesar das muitas revelações e reconciliações.
O texto é fluído, tal como as passagens e os cenários. Penso que a característica mais forte de Deborah são as ligações e os pequenos pormenores que encontramos entre personagens e locais, o que faz com que a obra nos fique na memória, embora não fiquemos viciados.
Penso que irei relembrá-la com carinho, pois a personagem Claire é daquelas com que temos muita empatia quando criança e com quem nos queremos identificar quando já é adulta.
Em relação a Roan, ainda estou um pouco confusa, pois, no início, ele demonstra apenas ver Claire como uma irmã, enquanto ela tem uma paixão bastante precoce por ele, mas, passados 20 anos, ele faz tudo para a reconquistar, apesar de algumas formas serem um pouco cruas e pouco emotivas, quando comparadas com a maioria. Esta personagem também é muito peculiar, pois quando era mais novo, a escritora conseguiu transmitir bastante bem o seu lado adulto, a sua força.
A minha cena preferida é talvez quando ele mata o pai. Antes já tinha mostrado como conseguia ser herói, mas, naquele momento, a cena é tão intensa que a conseguimos visualizar bastante bem e colocarmo-nos no lugar da Claire mais jovem.
Como podem ver, apesar de o livro ser bastante suave, é também pontuado por cenas marcantes que compensam todas as outras mais simples.
Frase preferida:
"Nesse ano, estava uma daquelas noites deliciosas, ainda levemente estivais, em que fluem no ar ameno correntes flagrantes e a lua sobe cheia e madura sobre árvores salpicadas com as primeiras tonalidades de dourado e vermelho." página 69
Tudo isto muda um dia. Após um acidente de viação, Claire vê-se obrigada a pedir ajuda ao Grande Roan; este tenta agredi-la sexualmente; Roanie vê-se obrigado a matar o pai; e a família de Claire, apavorada com tanta violência, decide mandar Roanie embora.
Ao fim de 20 anos de separação e já adultos, Claire e Roan encontram-se novamente, mas os segredos de passado não lhes permitem viver o seu amor. Porque é que Roan esteve tanto tempo longe de Claire, apesar de andar sempre por perto vigilante, como quando ela era criança? Porque é que Roan não é capaz de voltar à vila onde ambos nasceram? E depois há os segredos da família de Claire que se irão desvendando e afastando Claire e Roan. Serão eles todos capazes de resolver os problemas ignorados durante tantos anos e perdoarem-se uns aos outros?
É um belo romance com duas personagens principais fortes e memoráveis, com as quais facilmente nos identificamos.
Não me envolvi completamente, não entrei lá para dentro, não participei no enredo, não me identifiquei com nenhuma personagem em particular. Mantive-me suficientemente interessada na história para a levar até ao fim, mas faltou qualquer coisa que me levasse a considerar espectacular este livro.
Mas achei-o bastante interessante, nalguns aspectos comovente até. Acidentes de infância têm consequências, muitas vezes nefastas no futuro de quem os sofre, mas achei um pouco forçado uma amor sentido por crianças continuar forte ao fim de 20 anos de separação! De qualquer forma, é uma leitura que se faz muito agradavelmente, onde a noção de família, de clã é fortemente marcante desde o início das primeiras páginas.
Leve e simpático, como referi anteriormente!
Duas crianças tão diferentes unidas por um laço maior que a própria vida.
Quando terminei de ler este livro, precisei de alguns dias para a conseguir interiorizar sem ler mais nenhum livro.
O livro é dividido em duas partes: de um lado, temos a infância, aquela amizade tão pura e bonita; na segunda parte, temos o lado adulto, mais duro, mais real de alguém que não esquece não só o amigo, mas também o amor da infância.
Um livro a ler e reler várias vezes, aliás como o anterior da autora. Recomendo vivamente.
A autora conta-nos uma história que começa por ser amizade entre duas crianças: uma tem tudo a que tem direito; a outra é espezinhada pelos outros, porque vive na podridão do álcool e dos maus tratos. Mas não é por isso que não pode vir a ser uma boa pessoa e só a Claire conseguiu ver isso. Mas um terrível acontecimento marca para sempre e afasta duas pessoas, mas que nunca se esquecem, Roan e Claire.
E é assim que vamos entrando no mundo que a Deborah cria, repleto de personagens maravilhosas e marcantes, ao mesmo tempo que vamos descobrindo vários acontecimentos do passado que estão de tal maneira bem encaixados no presente, com tanta emoção, que não se consegue descansar enquanto o livro não terminar.
MUITO, MUITO, MUITO BOM!!!
Durante toda a história, somos confrontados com sentimentos em conflito, caminhos cruzados em falsas aparências... na ambivalência entre estes dois mundos opostos. Desde a descrição de ambientes belos, que criam em nós a vontade de conhecê-los, a outros demasiado horríveis para criá-los na nossa mente. Tem um começo um pouco maçador, mas, logo que entramos no ritmo, não queremos parar.
“Segredos do passado” foi o primeiro livro que li desta autora e confesso que não tinha grandes expectativas quando o peguei pela primeira vez, mas foi grande a surpresa quando, progressivament e, me fui apaixonando, primeiramente pela inocência e doçura de Claire em criança e, mais tarde, pela força e determinação de Roan. Gostei imenso de ir descobrindo o homem em que Roan se transformou, apesar de todas as adversidades.
É um livro com uma escrita fluída e bem encadeada. Uma história essencialmente de amizade e amor, mas também de sofrimento e coragem. Recomendo sem reservas.
Se há autores que são, acima de tudo, contadores de histórias, Deborah Smith é um desses autores. Ela não se limita a contar uma história. Não, ela conta-nos várias histórias dentro da mesma história, entrelaçando-as sublimadamente, envolvendo-nos inequivocamente e rematando com um toque inquietante de surpresa, que é, sem dúvida, a cereja em cima do bolo.
Este livro, “Segredos do Passado”, apesar do seu nome quase corriqueiro, é daqueles livros que não conseguimos pousar, a partir do momento que abrimos a primeira página. Confesso que gostaria mais se o título se tivesse mantido fiel ao original “A Place to Call Home”, pois descreve sem dúvida a verdadeira essência desta história.
As suas personagens, embora não tão apaixonantes como no outro livro, são muito cativantes e facilmente deslizamos para debaixo da pele de cada uma elas. Dei comigo a suspirar, a sonhar, a voar, a passar com os dedos pelas simbólicas dedaleiras do monte Dunshinnog e a respirar aquele ar cheio de magia e de amor intemporal.
“Segredos do Passado” é realmente um livro lindíssimo que vale a pena ler!
Claire sempre viveu bem. Uma família estável com uma situação económica estável e pertencente à parte mais nobre da cidade. É num dos dias mais vergonhosos da sua vida, quando actua num pequeno musical da sua escola, que repara num rapaz. A única pessoa em todo o público que não se está a rir dela e a fazê-la sentir-se envergonhada. Esse rapaz, de seu nome Roan, é mais velho que ela, com um ar desleixado, pobre e muito mal cheiroso, considerado parte da escumalha da cidade não por sua escolha, mas por ser filho de seu pai. Inocente e sem a noção de quem era o rapaz, Claire salva-o e dirige-lhe a palavra, deixando o rapaz confuso e a sua família e amigos sem saber o que fazer.
O tempo passa e Roan e Claire tornam-se amigos íntimos, embora ninguém compreenda propriamente a sua relação. Calado, mas defensor das suas próprias opiniões, Roan é olhado de lado na escola, ignorado e maltratado, não se defendendo quando sabe que nem vale a pena lutar. Claire é decidida, inocente e obstinada, adorando Roan e tudo que lhe diga respeito.
Devido a imensas influências do destino, acabam por se separar, mas, anos depois, reencontram-se de uma forma estranha, deixando dúvidas em Claire e uma delas muito profunda... Que lhe esconde Roan?
Este livro está separado em duas partes. A parte em que Roan e Claire são crianças e a parte em que estes são adultos (passados 20 anos da primeira parte). Gostei mais da primeira parte do livro, que se parece um tanto ou quanto com o livro "Não Matem a Cotovia", pois a situação mostra o ponto de vista de uma criança, quanto a opiniões já pré-formadas dos adultos. A personagem de Claire em criança consegue prender qualquer pessoa página após página, pois nunca sabemos o que esperar dela e mostra-se uma personagem encantadora com uma inocência imaculada. Roan é uma personagem que eu gostei mais em adulto, pois tornou-se mais confiante em si próprio do que em criança, e finalmente começou não só a defender as suas opiniões, mas também a fazer o seu máximo para mostrar como tinha razão. A primeira parte está muito mais desenvolvida do que a segunda, embora esta última faça sentido. Senti o final muito repentino e um tanto ou quanto forçado, algo que com o andar do livro não esperava... esperava tal final, mas de outra forma mais fluída.
Um livro que merece ser lido e cuja inocência da personagem feminina principal e a determinação da personagem masculina principal irão sem dúvida prender o leitor!
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