Sem Necessidade

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Autor: Julian Rodriguez
Edição: 2009
Páginas: 108
Editor: Editora Minotauro
ISBN: 9789724415574

Esta é a epítome que abre Sem Necessidade, mas podia ser a súmula de toda a obra. O inominado protagonista desta novela, um homem de meia-idade, ante a morte iminente de um amigo - a quem restam sete dias de vida - decide partir. A sua reacção consistirá em empreender uma viagem sem importância, uma espécie de peregrinação a Portugal, levando como "guia" as velhas fotografias do seu passado em comum numa pequena terra de agricultores, na fronteira.

Esta nova viagem significa uma fuga da morte e, ao mesmo tempo, uma espécie de homenagem. Mas será também a viagem de alguém que se quer afastar de um outro passado muito diferente, o dos clubes de golfe e das empresas multimilionárias.

 

Autor:
Julian Rodriguez publicou o seu primeiro romance Lo Improbable em 2001 e em 2002 uma compilação de três contos, La sombra y la penumbra. O seu segundo romance, Ninguna Necsidad (2006) foi considerado um dos melhores livros do ano pelos críticos do diário El País e recebeu o Prémio Ojo Crítico, da Radio Nacional de España. Em 2004, a par da sua produção como romancista, iniciou um ciclo de obras de não-ficção, entre a autobiografia e o ensaio, a que chamou "Piezas de Resistencia": o primeiro título deste ciclo foi Unas vacaciones baratas en la miseria de los démas, que recebu o Prémio Novos Talentos Fnac; seguiu-se Cultivos (2008). Julian Rodríguez é também diretor literário da editora Periférica, reputada pela sua irrepreensível edição de clássicos da literatura.

Comentários  

 
#1 Sónia 2012-03-03 19:57
Um livro que, quanto a mim, peca por ser pequeno demais. Tudo bem, pois narra os sete dias de descoberta pessoal, perante a morte de um amigo do narrador. Esse factor faz com que o livro não seja muito extenso em termos de narrativa, que é bastante fácil de ler. No entanto, em cada capítulo, fiquei sempre com a sensação de que a estória ficaria muito mais rica se houvesse um maior detalhe nas descrições. Fica-se com a impressão de que falta ali qualquer coisa. Fora isso, é um livro bom e que se lê muito bem.
 

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