Sempre o Diabo

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Autor: Donald Ray Pollock
Edição: Abr/214
Páginas: 328
ISBN: 9789897221545
Editora: Quetzal

 

 

 

Localizado no sul rural do Ohio e da Virginia, Sempre o Diabo segue um elenco de magnéticas e bizarras personagens, desde o fim da Segunda Guerra Mundial até aos anos 60: Willard Russell – veterano atormentado pela carnificina no Pacífico Sul –, que não consegue salvar a sua bonita mulher, Charlotte, da morte agonizante de um cancro, apesar do sangue sacrificial que derrama sobre o tronco das orações.

Carl e Sandy Henderson, a equipa de marido e mulher assassinos em série, rolando pelas autoestradas da América, em busca de modelos para fotografar e exterminar. Roy, o pregador tratador de aranhas, e o seu sócio, Theodore, deficiente e exímio guitarrista. No meio de tudo isto, Arvin Eugene Russell, o filho órfão de Charlotte, que cresce e se transforma num homem bom, mas também violento à sua maneira.
Ligando a perversão de um Oliver Stone (em Assassinos Natos) aos cambiantes religiosos e góticos de Flannery O’Connor, Donald Ray Pollock tece os fios da intriga de forma tensa e arrebatadora, revelando a enorme mestria de um novo narrador americano.

Autor:

Donald Ray Pollock teve a sua estreia literária em 2008, com a publicação de Knockemstiff, um conjunto de histórias que lhe valeu o aplauso da crítica. Em 2009, recebeu a bolsa PEN/Robert W. Bingham. Trabalhou como operário de uma fábrica de papel no Ohio, entre 1973 e 2005. Posteriormente, fez uma licenciatura na Universidade Estatal do Ohio. Sempre o Diabo é o seu primeiro romance.

Saiba mais em donaldraypollock.com

Comentários  

 
#2 Sónia 2017-02-23 15:31
Extraordinário!Tanto na crueza, como na capacidade de tocar o ser humano. Um final absolutamente belo, no meio de tanto horror...
 
 
#1 Vera 2014-05-20 09:54
Um livro que retrata o lado selvagem do ser humano. Somos um animal racional, mas continuamos a ser primários e marcados pela superstição e por momentos de azar.

Willard Russel regressa da guerra e apaixona-se de imediato por Charlotte. Casam-se e têm um filho, Arvin Eugene Russel. Tudo parece correr bem, apesar da mãe de Willard, Emma, recear algo, pois tinha prometido a Deus casar Willard com Helen, uma órfã que perdeu família e bens num desastre.

Helen, apesar do seu aspecto físico e devoção extrema à religião que a levam a não ser uma pretendente concorrida, acaba por conhecer Roy, um pregador que, com o amigo Theodore, celebram uma parte da missa, a convite do padre da localidade. A atracção é mútua, juntam-se e têm uma menina, Lenora.

Tudo parece correr bem a estes casais, mas, por acção do destino, ambas as crianças acabam órfãs.
Arvin presenciou e participou na agonia do pai a querer curar a mãe dele, que acaba por morrer de um cancro, como nos informa a sinopse. Durante esta luta, Arvin, acaba por sofrer violência psicológica, pois o seu pai perde o juízo na tentativa de conseguir salvar a esposa, criando um "tronco das orações", fazendo sacrifícios de animais e agredindo o filho, acusando-o de que este não se esforça o suficiente para que a mãe seja salva por Deus.

Sandy e Carl são um casal de serial killers, cujas vítimas são pessoas que pedem boleia. A descrição da forma como conhecem as pessoas e as matam, vai ferir o leitor mais sensível.

Existem muitas outras personagens para descobrirem neste livro. Todas estão interligadas e é engraçado como o erro de uma altera o comportamento da outra.

Recomendo este livro para quem gosta de ler livros de thriller/suspen se/policiais.
 

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