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| Shadow, o Confronto |
| Domingo, 21 Março 2010 10:19 | |||
![]() Autora: Joana Miguel Ferreira Género: romance do fantástico Páginas: 200 Formato: 23 x 15 cm Editora: Papiro Editora Leia aqui um excerto do livro “Shadow, o Confronto” é o livro de estreia desta jovem escritora, que nos transporta para um mundo de magia, fantasia e mistério, povoado de elfos, duendes e gnomos, criaturas de um mundo fantástico e deslumbrante, no qual imperam sonhos, aventuras e emoções. Enredados em incríveis jogos de poder, autênticos labirintos sufocantes que os obrigam a ultrapassar inúmeros obstáculos, Shadow e Niadji aprendem o valor da lealdade, da abnegação e, acima de tudo, do amor, assente na partilha e na cumplicidade. Auxiliados por um cortejo de figuras fascinantes, vivendo aventuras mirabolantes e absolutamente surreais, em que o Bem e o Mal se confundem e se misturam vezes sem conta, fazendo-os questionar-se sobre a essência do Ser, os dois jovens emaranham-se nas suas próprias emoções, culminando na verdadeira descoberta do seu íntimo. Autora: Joana Miguel Gomes Ferreira nasceu a 27 de Junho de 1991 na cidade de Oliveira de Azeméis. Frequentou a escola básica do Outeiro, onde cedo começou a cultivar o gosto pela escrita. Aos 15 anos, aluna da Escola Secundária Ferreira de Castro, começou a escrever o seu primeiro livro – “Shadow, o Confronto” –, que terminou em Maio de 2009, já com 17 anos e praticamente terminado o 12ºano do Curso de Ciências e Tecnologias.
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| Actualizado em Segunda, 14 Junho 2010 22:03 |
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| Re:Também quero trocar ou vender Diana Barbosa 22.5.2012 13:43 |
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| Re:Também quero trocar ou vender Júlia 22.5.2012 12:26 |
| Re:Acácia - Ventos do Norte v_crazy_girl 22.5.2012 12:20 |
Comentários
Quanto ao seu livro de estreia, sou da opinião da Andreia: os ingredientes estão todos lá, falta cozinhá-los mais um pouco.
Acho que falta algum conteúdo à história, mais enredo.
Quanto aos erros ortográficos, também achei um pouco desagradável. Penso que as editoras têm de ser mais cuidadas neste aspecto.
Quanto à minha opinião, eu pessoalmente não gostei. Peço desculpa. Achei o livro bastante confuso, com ideias pouco definidas. O que não invalida que o próximo seja um grande sucesso.
Mas vamos ao comentário propriamente dito:
- uma das mensagens que o livro que li, me transmitiu foi que o amor de uma mãe pelo seu(s) filho(s) muitas vezes é incondicional e leva-a a fazer coisas inimagináveis para o proteger das amarguras do mundo;
- a mentira ou ocultação da verdade sobre a verdadeira origem de Shadow leva-o numa procura incessante de respostas pelo mundo para saber a razão de tanto mistério sobre a sua origem; a razão porque a verdade lhe foi ocultada está na base desta procura de respostas e da sua partida de casa do avô; aquando dessa busca, Shadow encontra personagens díspares (que tanto o ajudam a encontrar respostas como servem de barreira à sua procura incessante pela verdade); este livro vem reforçar a máxima que, às vezes, as pessoas têm de “empreender viagens” em busca de soluções e respostas para certas “perguntas” da vida nelas próprias e também nas pessoas que as rodeiam e até na própria sociedade;
- também é transmitido a ideia de que o valor das pessoas muitas vezes está escondido e só está à espera de um certo “empurrão” para ser demonstrado; pois a força e a coragem são algo que surge nas situações e ocasiões onde menos se espera; nem sempre os fracos, são tão fracos como se pensa e nem os fortes tão fortes como parece à primeira vista;
- às vezes por amor e por uma causa podemos fazer coisas impensáveis; porque o amor é dar e fazer algo de benéfico em prol de alguém/ de alguma causa, sem receber nada em troca (caso de Niadji);
Esta pequena história é um misto de “Senhor dos Anéis”, com uma série americana “Legend of the Seeker” e outras histórias de fantasia/ animação! Vale a pena ler, porque nos transmite algumas mensagens bem actuais do que se passa na sociedade actual! É de fácil leitura, apesar de não ser uma história tão apelativa como o título e a capa nos levam a pensar!
Essa qualquer coisa era mais "palha". É um tanto irónico, bem sei. Um leitor tanto se queixa de um livro ter palha a mais, como também se queixa de não ter palha suficiente. Neste caso, Joana Miguel Dias limitou-se a escrever o essencial, sem nunca atrasar a história com grandes descrições, quer das personagens, quer dos lugares, quer dos sentimentos.
Estando habituada a obras com mais "palha" deste género, achei que foi tudo muito pouco elaborado e que a história poderia ter sido muito melhor conseguida, caso a escritora pudesse aperfeiçoar a sua escrita, adornando-a com mais descrições e outro tipo de informação que completasse a história.
A verdade é que a ideia para a história está muito boa e o final, esse então, está fora de série. Fazem falta livros com finais como este, em que nem tudo é cor-de-rosa e não se vive feliz para sempre. Contudo, como referi, teria sido um livro bom, daqueles de fechar e dizer "uau", caso tivesse mais palha e não se restringisse ao relato das acções das personagens. Fazem falta, para fomentar a leitura, algumas descrições ou, quem sabe, histórias do passado das personagens. Descrições de sentimentos, de locais, de personagens... Forçar a história não funciona, portanto, o pretendido era manter-se fiel à ideia original, dando-lhe apenas um toque de suspense através de uma pequena carga de "palha".
De resto, não tenho grande coisa a acrescentar. Foi um livro leve, muito fiel ao mundo de Tolkien e a uma fantasia que já muitos conhecem. No entanto, é sempre interessante conhecer a perspectiva dos escritores portugueses nesta área!
Dou os meus parabéns à Joana, que mostrou ser uma boa aposta na literatura portuguesa: só lhe falta mesmo a parte do desenvolvimento ! De resto, não há nada a apontar. A escritora tem ideias diferentes e, embora se mantenha fiel ao mundo do fantástico de Tolkien, consegue dar-lhe um outro ar. No meio de tanto livro sobre elfos, criaturas mágicas, guerreiros e afins, é sempre bom ter uma perspectiva diferente como a da Joana. "Shadow, o Confronto" é, neste sentido, uma lufada de ar fresco. Uma leitura agradável para todos os apreciadores de literatura fantástica.
A ideia inicial do livro está mesmo muito boa. Até meio do livro eu estive muito entusiasmada e achei que ia mesmo ser um bom livro de fantasia. Até que de repente, comecei a achar a história um pouco confusa e "fácil".
Passo a explicar; Shadow, o Confronto fala-nos de um jovem rapaz - Shadow - que, após a morte da Rainha de toda a Natureza, descobre que esta era sua mãe e que quem a matou foi o seu pai, Thor. Entretanto, ganha um amigo novo (que depois ganha outra importancia), Stumpy, uma criatura deveras amorosa e pela qual me apaixonei logo! Pena que a sua participação a partir de metade do livro foi quase nula...
Quando Shadow decide sair de casa na sua demanda para vingar a mãe, encontra amigos, Niadji e Elliaw, e inimigos que lhe vão dificultando a tarefa de quebrar a maldição lançada pela terra.
Conhecemos o mundo que a autora criou, com elfos, gnomos, knarls, etc., e que neste aspecto está muito engraçado e até original. O livro é fácil de ler, a escritora tem uma escrita simples e sem grande floreados, mas tornou tudo muito fácil.
No meio de tantas maldições e amizades, foi fácil o "mau" ganhar ao "bem" e vice-versa em cada altura.
Penso que a escritora podia ter elaborado mais. A impressão com que fiquei foi que, a determinada altura, a sua escrita ficou ansiosa, querendo que a história andasse para a frente o mais depressa possível.
Mesmo assim, posso dizer que é uma história bastante agradável em que não se perde nada em ler.
Joana Miguel Ferreira é, assim, uma autora a ter em conta dada a sua tenra idade (19 anos) e este ser o seu primeiro livro. Penso que tem todo o potencial para se tornar uma boa escritora de fantasia. Os ingredientes estão todos lá, falta só cozinhá-los um pouco melhor! Vou ficar atenta a esta escritora.
Para terminar a minha review, gostaria de fazer um pequeno reparo: deviam ter mais cuidado com as revisões!! Livros com omissões de letras, trocas de nomes e singulares em vez de plurar e vice-versa, tornam-se desagradáveis à vista... Se queremos dar oportunidade aos nossos jovens escritores, não podemos deixá-los mal, nem nestes pequenos aspectos.
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