Sinais de Vida: Cartas da guerra, 1961-1974

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Autora: Joana Pontes
Género: História de Portugal
Edição: Nov/2019
Páginas: 324
ISBN: 9789896715229
Editora: Tinta da China

 

 


A GUERRA COLONIAL ATRAVÉS DA CORRESPONDÊNCIA DE PESSOAS COMO NÓS

16 arquivos / 4400 cartas e aerogramas / 11.300 páginas enviadas
Em 13 anos de Guerra Colonial, de Angola para Portugal, de Portugal para Cabo Verde ou Moçambique, entre namorados, pais e filhos, amigos-irmãos e irmãos-irmãos, circularam milhares de cartas - a expedição média de correio entre as colónias e a metrópole atingiu o impensável número de dez toneladas por dia.

São arquivos pessoais valiosos, que emprestam perspectivas e sensibilidades íntimas a um conflito de carácter global, e que se têm vindo a perder. É essa perspectiva que este livro recupera, partilhando testemunhos e histórias privadas que são, apesar disso, reconhecíveis por milhares de pessoas, e que constituem um posto privilegiado de observação sobre uma era marcante da história portuguesa.

Autora:

Joana Pontes licenciou-se em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, fez estudos em Cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, na RTP e na BBC. Em 2003, concluiu o Programa Avançado em Jornalismo Político no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica de Lisboa.
Em 2018, doutorou-se em História na especialidade de Impérios, Colonialismo e Pós-Colonialismo, pelo ISCTE-IUL. De 2004 a 2008, foi assessora da Direcção de Programas da RTP para a área do documentário. Dedica-se à escrita e realização de documentários, leccionando nessa área na Escola Superior de Comunicação Social. Recebeu, em 2007, o Grande Prémio da Lusofonia atribuído ao documentário O Escritor Prodigioso, filme sobre a vida de Jorge de Sena.
É membro da direcção da Liga dos Amigos do Arquivo Histórico Militar. Em 2013, foi membro do júri do Instituto do Cinema e do Audiovisual/Secretaria de Estado da Cultura.

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Uma Pequena Palavra...

"Algumas obras morrem porque nada valem; estas, por morrerem logo, são natimortas. Outras têm o dia breve que lhes confere a sua expressão de um estado de espírito passageiro ou de uma moda da sociedade; morrem na infância. Outras, de maior escopo, coexistem com uma época inteira do país, em cuja língua foram escritas, e, passada essa época, elas também passam; morrem na puberdade da fama e não alcançam mais do que a adolescência na vida perene da glória. Outras ainda, como exprimem coisas fundamentais da mentalidade do seu país, ou da civilização, a que ele pertence, duram tanto quanto dura aquela civilização; essas alcançam a idade adulta da glória universal. Mas outras duram além da civilização, cujos sentimentos expressam. Essas atingem aquela maturidade de vida que é tão mortal como os Deuses, que começam mas não acabam, como acontece com o Tempo."
Fernando Pessoa, in Heróstrato