Sniper Americano

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Subtítulo: Autobiografia do Atirador Especial Mais Letal da História
Autor: Chris Kyle    
Edição: Out/2013
Páginas: 392
ISBN: 9789896682040
Editora: Vogais

 

 

Ele foi o sniper de elite mais letal de sempre. Os rebeldes iraquianos chamavam-lhe «O Demónio». Entre os seus irmãos Navy SEALs, era conhecido como «A Lenda»…
Uma extraordinária autobiografia, escrita na primeira pessoa pelo atirador especial mais letal da História, Chris Kyle, combatente em algumas das batalhas mais importantes das últimas décadas.

Nascido e criado no Texas, Chris Kyle aprendeu a atirar na sua infância, enquanto acompanhava o pai em caçadas. Antes de se alistar na Marinha era já um cowboy experiente. Depois do 11 de Setembro foi lançado nas linhas da frente da guerra contra o terrorismo, onde demonstrou as suas capacidades enquanto sniper, com registos excecionais debaixo de fogo cerrado. Entre 1999 e 2009 obteve o maior número de tiros bem-sucedidos como atirador especial da História militar norte-americana, confirmado oficialmente pelo Pentágono: 160. Chris Kyle morreu em fevereiro de 2013, em circunstâncias trágicas, assassinado por um antigo marine num campo de tiro no Texas.
Nesta autobiografia, publicada originalmente alguns meses antes da sua morte, Chris Kyle descreve, com grande detalhe, a formação e treino dos SEALs, as batalhas em que esteve envolvido e as estratégias e armamento utilizados, bem como a dor provocada pela guerra — por ter sido atingido duas vezes, com gravidade, e por ter presenciado as mortes trágicas de dois amigos próximos. Cada capítulo é também pontuado pelos comentários de Taya, mulher de Kyle, que fala abertamente sobre as consequências da guerra no seu casamento e no relacionamento com os filhos.
Num registo sem reservas e repleto de adrenalina, Sniper Americano é o relato verídico e emocionante das experiências de guerra de um atirador especial de elite - um herói americano dos tempos modernos. Este livro é um documento único e inédito sobre os procedimentos e táticas dos SEALs e do exército norte-americano, e os efeitos diretos da guerra na vida de quem arrisca tudo pelo seu país.

Autor:

Chris Kyle, membro do SEAL Team Three da Marinha dos EUA, serviu quatro missões de combate no Iraque. É o atirador especial mais letal de sempre, detendo o recorde de 160 mortes como sniper, confirmadas oficialmente pelo Pentágono. Recebeu duas Estrelas de Prata, cinco Estrelas de Bronze com um V (por valentia em combate), duas Medalhas da Marinha e dos Marines, e uma Comenda da Marinha e dos Marines.
Após as suas comissões, tornou-se instrutor-chefe das equipas de Snipers Especiais de Guerra Naval, e escreveu o primeiro manual de atiradores especiais dos Navy SEALs. Foi também fundador e presidente da Craft International, uma empresa líder mundial em treino e segurança.
Chris Kyle morreu em fevereiro de 2013, em circunstâncias trágicas, assassinado por um antigo marine. Deixou para trás a sua mulher, Taya, e dois filhos.

Veja o booktrailer deste livro:

Comentários  

 
#1 Vera Neves 2013-11-02 18:11
Acho que foi a primeira vez que li uma autobiografia. Não é o meu género de leitura, muito menos a temática abordada: a história de vida de um SEAL – elemento da Unidade Especial da Marinha - que se tornou no mais lendário dos EUA, pelo número de mortes confirmadas em combate - Chris Kyle.
Por vezes, a leitura foi um pouco enfadonha, porque os pormenores não eram do meu interesse (o tipo de armas que usavam, as burocracias para subir na hierarquia da Marinha ou a forma como um SEAL tem de atuar estrategicament e no campo de batalha).
No entanto, houve uma série de pormenores neste livro de que gostei.

Chris começa por nos contar um pouco da sua família, da sua paixão por cavalos, pelos ranchos, como adorava ser um cowboy a sério e de como chegou a sonhar fazer carreira nos rodeos. O contacto com armas começou desde muito pequeno. Claro que, na nossa cultura, isso é inconcebível, mas nos EUA não é assim tão estranho, principalmente nalguns Estados.
Conhecemos o seu percurso pela Marinha, a preparação física e mental que teve até se tornar um SEAL. Achei a descrição da Semana Infernal (faz parte do treino para SEAL) bastante aterradora, e muito interessante o facto da parte mental ter um papel tão ou mais importante que a preparação física do militar. Foi muito engraçada a forma como Chris descreve os treinos na água (de longe os que ele mais detestava), incluindo aventuras com golfinhos, tubarões e leões marinhos.
Chris sonhava ser um sniper, um atirador especial e batalhou até atingir o seu objetivo.

Durante este percurso, conheceu a que viria a ser a sua mulher, Taya. Gostei particularmente dos relatos de Taya, na primeira pessoa, onde descreveu as dificuldades de ser esposa de um SEAL, principalmente quando a taxa de divórcios dos SEAL’s ronda os 90%. Muitas foram as dificuldades ultrapassadas, desde o namoro ao casamento, passando pelo nascimento dos filhos.
Como o autor diz, a ida para a guerra muda uma pessoa. A perda de colegas em combate, aquilo que veem e fazem, muda a personalidade de uma pessoa. Sempre que vinha de licença a casa, ele precisava de uma semana para se preparar para a realidade dita normal. Ele simplesmente tinha de reaprender a viver em sociedade, sempre que regressava a casa.

Uma das coisas que me marcou na leitura deste livro, foi a devoção de Chris. O Patriotismo. Para ele, a ordem era esta: Deus, Pátria, Família. O seu sentido de dever para com a América era, de facto, surpreendente e de louvar. A forma como ele se sentia em dívida quando não estava na guerra, como ele achava que tinha sempre de lá estar para ajudar o país, é impressionante.
Aquando da sua estada no Iraque, Chris ficou conhecido entre os camaradas como A Lenda e chegou inclusive a ter a sua cabeça a prémio pelos iraquianos. O autor chegou a brincar com a situação, dizendo que se sentia honrado e que, se a esposa soubesse do prémio, era bem capaz de o entregar ao inimigo.

Quando iniciei esta leitura, sabia que o autor tinha falecido no início deste ano e tive curiosidade em fazer uma pesquisa na internet. Foi com tristeza que descobri que, após tantos meses de perigo, no meio de guerra e de mortes, Chris acabou por morrer assassinado num campo de tiro no Texas.

Uma das frases que me fez pensar:
“As pessoas dizem-me que salvei centenas e centenas de pessoas. No entanto, tenho de reconhecer: não é das pessoas que salvamos que nos lembramos. É das pessoas que não conseguimos salvar.
É dessas que falamos. São esses rostos e as situações que ficam connosco para sempre.”
 

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