Sob o Olhar do Amor

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Autora: Janine Boissard
Edição: Out/2010
Páginas: 240
Editora: QuidNovi


Se ela fosse bonita… Se ele não fosse cego… Mas Laura não é bonita e Claudio é cego.
Ele é uma celebridade, ela é a sua guia. E, sem qualquer esperança, Laura vai apaixonar-se pelo grande tenor admirado no mundo inteiro. Porque a voz dele, entre desespero e cinismo, canta-lhe a beleza de um mundo que ele já não consegue ver, porque só ela consegue adivinhá-lo, porque ela o ama com o único verdadeiro amor: aquele que não espera nada em troca.
Uma noite, sem pensar, ele promete-lhe a lua, mas ela é que quer oferecer-lha: convencê-lo a submeter-se a uma operação que sempre recusou fazer e que tem cinquenta por cento de hipóteses de lhe devolver a visão e um grande sonho – interpretar no palco o papel de Alfredo, na ópera La Traviata. Com a plena certeza de que no dia em que puder olhá-la Claudio deixará de precisar dela, Laura está pronta para sacrificar o seu amor, por amor. Mas irá Claudio aceitar essa decisão?
Uma grande e bela história de amor escrita por Janine Boissard, uma das romancistas francesas mais apreciadas pelo grande público.

Autora:
Janine Boissard nasceu em Paris, onde estudou. Publicou o seu primeiro romance, Driss, com apenas 22 anos. Foi também a primeira mulher a escrever para a famosa «Série Noire» com o livro B comme Baptiste. Em 1996, publicou Une Femme en Blanc, que deu azo a uma série televisiva de seis episódios, protagonizada pela actriz Sandrine Bonnaire. Janine Boissard é também cenarista, guionista e argumentista para a televisão. Actualmente tem cerca de trinta livros publicados.

Comentários  

 
#2 Júlia 2011-02-27 02:23
Quem pense que vai ler um obra prima que se desengane: é um livro muito leve, romântico que se lê numa tarde.
Não gostei que estivessem constantemente a chamar "pequena" e "pardal" a Laura, por ela não ser muito bonita e ser pequenina, e a repentina paixão dela logo no início do livro não me convenceu muito. Mas lá para o meio tudo melhora um pouco.
Devo louvar a revisão deste livro: é que não encontrei um único erro ou troca de letras.
Gostei e recomendo!
 
 
#1 veronica silva 2011-02-22 21:20
Um livro que desde o início me chamou a atenção, por causa da estória em si. Uma rapariga que não se acha bonita e um cantor de ópera cego.
Prometia ser uma grande estória, mas ficou muito além das minhas expectativas. Em primeiro lugar, foi logo muito repentina a paixão de Laura por Cláudio. Por sua vez, este é demasiado arrogante e presunçoso, mesmo para quem está a sofrer. Tão depressa está a tratá-la mal, como a seguir quer levá-la para a cama.

Na segunda parte do livro, após a operação que lhe permitiu ver e com o súbito desaparecimento de Laura, Cláudio parece transformar-se numa outra pessoa. Inicia uma busca em saber o paradeiro daquela que lhe deu a oportunidade de voltar a ver, de quem ele sente falta, mas que nunca viu e por isso não a sabe reconhecer. Aqui o livro melhora um pouco. Cláudio mostra-se mais sensível, mais humano. Mas o que mais me irritou no livro foi o facto de, por Laura ser baixinha e ter apenas 26 anos, estarem constantemente a tratá-la por "a pequena" ou "a miúda".
Uma vez que a ópera não é um género de música que aprecie e nem tampouco conheço as obras que a escritora fala e transcreve, não consegui achar os exemplos descritos no livros poéticos nem românticos.
É um livro que se lê depressa, simples, mas que não trás nada de excepcional ou de intenso. É um livro morno.
 

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Uma Pequena Palavra...

"Algumas obras morrem porque nada valem; estas, por morrerem logo, são natimortas. Outras têm o dia breve que lhes confere a sua expressão de um estado de espírito passageiro ou de uma moda da sociedade; morrem na infância. Outras, de maior escopo, coexistem com uma época inteira do país, em cuja língua foram escritas, e, passada essa época, elas também passam; morrem na puberdade da fama e não alcançam mais do que a adolescência na vida perene da glória. Outras ainda, como exprimem coisas fundamentais da mentalidade do seu país, ou da civilização, a que ele pertence, duram tanto quanto dura aquela civilização; essas alcançam a idade adulta da glória universal. Mas outras duram além da civilização, cujos sentimentos expressam. Essas atingem aquela maturidade de vida que é tão mortal como os Deuses, que começam mas não acabam, como acontece com o Tempo."
Fernando Pessoa, in Heróstrato