Sua Excelência, de Corpo Presente

Autor: Pepetela
Género: Romance
Edição: Set/2018
Páginas: 272
ISBN: 9789722065634
Editora: Dom Quixote

 

 

 

Num enorme salão deitado num caixão jaz um ditador africano. Está morto, mas vê, ouve e pensa. Assim estirado, aprisionado num corpo sem vida, mas na posse das suas faculdades intelectuais, só lhe resta entreter-se a recordar as peripécias vividas com muitos dos que lhe vieram dizer adeus, entre os quais se encontram diversos familiares, a primeira-dama (e as outras mulheres e namoradas), os numerosos filhos e as altas dignidades do Estado. Ao relembrar a sua vida, o percurso que o levou a presidente e os muitos anos como chefe de Estado, vai-nos revelando os meandros do poder político, o nepotismo que o corrói e os vários abusos permitidos a quem o detém.

E, como percebe tudo o que se passa à sua volta, e é muito difícil a um ditador deixar de o ser, Sua Excelência não só vai tecendo considerações sobre os presentes e os seus interesses políticos, como tenta adivinhar os seus pensamentos e maquinações. Pois, mesmo morto, não deixará a sua sucessão em mãos alheias, e nela tentará imiscuir-se através do seu espião-de-um-olho-só, que lhe é tão fiel na morte como era em vida.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Yaka
A Geração da Utopia
Se o Passado Não Tivesse Asas
A Sul. O Sombreiro
Jaime Bunda – Agente Secreto

Autor – Pepetela

Autor:

Pepetela é o pseudónimo do escritor angolano Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, nascido em Benguela, Angola, em 1941. Frequentou o Ensino Superior em Lisboa, mas acabou por se licenciar em Sociologia, em Argel, durante o exílio. Como membro do MPLA, participou ativamente na governação de Angola, após o 25 de Abril. A partir de 1984, foi professor na Universidade Agostinho Neto, em Luanda. Tem sido dirigente de associações culturais, com destaque para a União de Escritores Angolanos e a Associação Cultural Recreativa Chá de Caxinde.
Da sua obra, destacam-se os romances Mayombe (Prémio Nacional de Literatura de Angola), Yaka e O Cão e os Caluandas. Em 1997 foi-lhe atribuído o Prémio Camões.

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