Teatro Estático

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Autor: Fernando Pessoa
Género: Teatro
Edição: Ago/2017
Páginas: 424
ISBN: 9789896713881
Editora: Tinta da China

 

 

Novo livro da colecção dirigida por Jerónimo Pizarro, Teatro Estático, reúne pela primeira vez toda a dramaturgia pessoana. «O Marinheiro», peça publicada por Fernando Pessoa no primeiro número da revista Orpheu, é a mais conhecida da sua obra, mas está longe de ser a única criação teatral do poeta, que pode voltar a ser encenado a partir desta edição. A dramaturgia ocupou lugar de relevo na ambição pessoana de ser diverso, uma experiência essencial para o desenvolvimento da heteronímia, e que se recupera aqui com 13 peças e muitos materiais inéditos.

O «teatro estático», aquele que é uma revelação de almas ou «inércias» (como Fernando Pessoa o caracterizava), e que depende mais da linguagem do que da acção, serve de palco a todos os temas fundamentais pessoanos.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Novelas Policiárias: uma antologia

Autor:

Fernando Pessoa, um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos, nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro". Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista "Orpheu", que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta. 
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista "Orpheu" (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, "Mensagem" (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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Uma Pequena Palavra...

"Quem escreve lembra-me o afogado que desesperado esbraceja para vir à tona. O escritor é isso que faz. Dentro de si, por uma razão qualquer, escasseia o ar. Então, ofegante, arruma o pensamento de acordo com o que as palavras lhe permitem, e assim respira e alivia a sua angústia."
Nuno Lobo Antunes