Teia de Cinzas

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Autora: Camilla Läckberg
Edição: Abr/2011
Páginas: 488
ISBN: 9789722045117
Editora: Dom Quixote

 

 

Outono em Fjällbacka. Um pescador que acabou de recolher os ovos de lagosta que lançara ao mar, está em estado de choque. No deck do barco jaz agora à sua frente o corpo inerte de uma menina. Enquanto Erica Falk desespera no seu papel de mãe, Patrick Hedstrom é mais uma vez chamado a desvendar o mistério daquela morte que vai afectar de forma devastadora a vida de muita gente que lhe é próxima.

E enquanto a investigação vai decorrendo, os mistérios continuam: que pasta negra era aquela que a menina tinha no estômago quando foi autopsiada? Quem atirou cinza para um bebé que ficara por um momento num carrinho à porta da loja onde a mãe tinha ido fazer compras? Que cinzas eram aquelas que atiraram à bebé do próprio Patrick Hedstrom? Perguntas a que só a investigação da competente equipa liderada por Patrick Hedstrom poderá responder.

Da mesma autora no Segredo dos Livros:
A Princesa de Gelo

Autora:

Nascida em 1974, Camilla Läckberg licenciou-se na Universidade de Economia de Gotemburgo antes de se mudar para Estocolmo, onde foi economista durante alguns anos. Contudo, um curso sobre escrita criativa de livros policiais despoletou uma mudança drástica de carreira. Foi considerada a escritora sueca do ano em 2004 e 2005, e os seus quatro primeiros livros atingiram o primeiro lugar no top de vendas da Suécia. Foi a sexta autora mais lida na Europa em 2009, e em 2010 manteve-se nos lugares cimeiros nos tops internacionais. Os seus livros encontram-se publicados em 55 países - incluindo os EUA - onde já vendeu mais de 12 milhões de exemplares. Em julho de 2010 casou-se com Martin Melin, um mediático oficial da Polícia (conhecido do público sueco por ter ganho em 1997 o popular concurso televisivo Survivor), que desde 2005 a ajudava a descrever nos seus livros os factos e o quotidiano de uma esquadra. Vive na Suécia com o marido e os filhos.

Saiba mais em www.camillalackberg.com

Comentários  

 
+1 #3 Cristina Delgado 2011-06-13 16:38
Já tinha lido comentários excelentes aos livros desta escritora e, realmente, fiquei rendida com a sua facilidade em conseguir prender a nossa atenção num enredo que, aos poucos, se vai intensificando e tornando mais complexo.

Um dos aspectos que mais me agradou foi a veracidade dos personagens, ou seja, todos eles se debatem com problemas reais, dificuldades que poderiam ser vividas um pouco por todos nós: como lidar com a morte de um ser querido, a depressão pós-parto, o síndroma de Asperger, as relações entre casais, entre outras. Os polícias surgem-nos, não como super-heróis, mas como seres que vão, com dificuldade, perícia e alguma sorte, desvendando o crime cometido... Somos capazes de penetrar em todas as personagens, tal a forma como elas nos são reveladas.


Vamo-nos apercebendo da história central e, paralelamente, surgem-nos episódios de uma outra história que se vai insinuando, lentamente, sem relação aparente com a primeira. Só no final (como convém!) é que as peças do puzzle se encaixam e conseguimos, então, saborear o livro como um todo! Muito bom! Recomendo vivamente a leitura deste livro. Por mim, faço questão de ler os dois anteriores desta autora.
 
 
+1 #2 Vera Mouta 2011-05-19 20:33
Eu conheci esta autora por meio do Segredo dos Livros, pois li o 1º livro cá publicado “A princesa de gelo” pelo clube e adorei e, se é possível, este ainda me entusiasmou mais.:)

Os três livros que saíram até agora fazem parte de uma série passada numa vila chamada Fjällbacka, que fica na Suécia e são protagonizados pelo polícia Patrik e pela Erica, sua companheira.

Relativamente a este “Teia de cinzas” eu adorei o livro, conseguiu manter o suspense até ao fim, conseguiu que me agarrasse ao livro para tentar descobrir mais sobre aquele homicídio e o porquê daquilo ter acontecido. Afinal, que motivo teria alguém para matar uma criança?

Somos guiados pela autora para uma família que perdeu uma criança, mas que afinal tem bastantes podres escondidos, pela sua vizinhança estranha e vemo-nos a desconfiar de todos e mais alguém, mas ao mesmo tempo a pensar: “não, não poderia ter sido aquela pessoa, afinal que motivo teria?!”.
Depois, no princípio de cada novo capítulo, somos introduzidos a acontecimentos que tiveram lugar em 1923 e que vão ter a sua relevância para o presente.

Eu achei fantástica a maneira como a autora conseguiu entrelaçar todos os acontecimentos, todas as descobertas, que terão ou não a sua finalidade na resolução do homicídio. Todas aquelas interrogações em que ficamos a pensar serão desvendadas no final. E após esta leitura e outras tantas que já fiz de policiais/thril lers, só posso dizer que a mente humana e a infância de uma pessoa tem muita importância para o futuro.

A quem ainda não experimentou esta autora aconselho a lerem por ordem, para assim terem noção do background dos protagonistas e verem a forma como evoluíram.

Espero que a editora continue a apostar nesta autora, que para mim se tornou obrigatória, além de que o final deste livro deixa-nos a ansiar por mais.
 
 
#1 Lídia Rumor 2011-05-08 17:38
Sara, uma menina de sete anos, é encontrada afogada nas águas gélidas do mar que banha a pequena cidade sueca de Fjällbacka. Esta morte, à primeira vista acidental, e todos os estranhos acontecimentos que se seguem vão assombrar a vida dos habitantes desta cidade. Patrick Hedstrom, detective da polícia local, liderará o caso cujos contornos estranhos, misteriosos e inquietantes nos levam a ficar colados à leitura deste brilhante romance policial do princípio ao fim.

Há diversas teias narrativas que se vão cruzando e inter-cruzando, deixando qualquer leitor fascinado. Este fascínio é criando pela mestria com que Camilla Läckberg vai revelando muito lentamente e veladamente os detalhes de cada fio da narrativa. É como que se estivesse levantando uma fracção do véu de cada teia de cada vez, deixando qualquer leitor curioso completamente à sua mercê e desejando ardentemente saber o que se vai passar a seguir, como as diversas teias narrativas estão relacionadas e qual será o desfecho de cada uma delas. Somos levados, tal como Patrick, a suspeitar de tudo e de todos. Quem afogou Sara e porquê? Porque foram encontradas cinzas nos seus pulmões e no seu estômago? Porque é que as mesmas cinzas voltam a aparecer, primeiro, num bebé deixado por instantes à porta duma loja e, depois, na bebé do próprio Patrick?

E isto é apenas a teia narrativa principal deste romance. Há ainda a adaptação difícil de Erica e Partick à sua nova filha Maja. Há a vida familiar de Charlotte e Niclas, agora destroçada pela perda da filha e pelos segredos que se revelam em catadupa. Há uma panóplia imensa de personagens, todas elas traçadas com tal perfeição que surgem com um realismo impressionante. E há, ainda, a perturbadora teia narrativa, que vai entre-cortando a teianarrativa principal, e que nos relata a vida da cruel Agnes, aquela que não olha a meios para alcançar o que deseja. Qual será a relação desta mulher fria e calculista com as personagens da narrativa principal?

Para quem, como eu, ainda não conhecia esta autora sueca, garanto que a leitura deste romance, e muito provavelmente dos que lhe antecederam e dos que virão, será uma verdadeira delícia.
 

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