Tens Visto o Antão?

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Subtítulo: Contos Pícaros e outros não
Autor: António Manuel Couto Viana
Edição: Mar/2011
Páginas: 152
Editora: Livros Quetzal

Reuniram-se quinze histórias que não chocam entre si, que pertencem ao mesmo universo já estruturado em livros anteriores, onde a morte e a vida tratam as pessoas por tu, sem distinção, e onde o burlesco, muita vez, apaga com uma lágrima a emoção. Desde a Guida, a sempre pronta, ao bicudo caso do Deodato, passando pelo strip da coleante cunhada viúva do irmão mais novo do Dr. Floriano Bata Curta; do medo do Quim pela sujidade do mar ou do amor impossível que o aristocrata Carlos Medina alimenta pela tísica Misse Jeny até ao militar impotente que cede a noiva ao amigo estéril; do grito estridente da saia bormelha ao ferrete de ser filho de pai incógnito - são farrapos de alma que a esperança acorrenta aos personagens, num estilo escorrido e ático. Onde, o Natal? é o único texto já publicado num jornal. Os demais, da dadivosa Mariana do Rego ao velho do Regresso ou ao lúbrico Tens Visto o Antão?, outras tantas são as páginas arrancadas ao inesperado, por vezes com violência, em que se entrelaçam fantasia e realidade. Enquanto isso, os velhos da cidadezinha, que na verdade é este sítio onde todos nos cruzamos, lembrarão sempre coisas passadas, deixando, para os mais novos, o inalienável direito ao sonho que alimenta a vida.

Autor:
António Manuel Couto Viana, nasceu em Viana do Castelo a 24 de Janeiro de 1923, filho de um ilustre minhoto e de uma asturiana, e faleceu em Lisboa a 8 de Junho de 2010. Poeta, dramaturgo, contista, ensaísta, memorialista, tradutor, gastrólogo e autor de livros para crianças, foi também empresário teatral, director artístico, encenador e actor. Publicou meia centena de livros de poesia e mais de 80 títulos de outros géneros literários. Dirigiu e encenou mais de duzentos espectáculos de teatro infanto-juvenil, para adultos, de ópera e opereta. Obteve, tanto pela sua obra poética e literária como pela actividade artística, numerosos e valiosos prémios. Dirigiu, com David Mourão- Ferreira e Luís de Macedo, as folhas de poesia Távola Redonda e foi director da revista de cultura Graal. Participou em alguns filmes portugueses e estrangeiros, em dezenas de peças para a televisão, como vários programas culturais na TV e Rádio. A sua poesia está traduzida em espanhol, inglês, francês, alemão, russo e chinês.

Comentários  

 
#1 João Teixeira 2011-04-16 19:21
Gostei muito de ler este livro! Os contos são pequeninos, mas isso não significa que sejam simplistas ou até mesmo desprovidos de conteúdo. De facto, uma coisa que admirei foi na fantástica capacidade do autor em saber contar histórias. António Manuel Couto Viana cria personagens com densidade, algumas mais pícaras que outras, mas todas interessantes à sua maneira, o que não deixa de ser surpreendente, tendo em conta o tamanho destes contos.
Não posso afirmar que estas histórias me vão ficar na memória, mas uma coisa é certa: temos aqui um livro que se lê muito bem e que, mesmo não tendo sido escrito por um autor famoso, foi escrito por alguém que sempre se moveu nos meios culturais mais elevados.
 

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