Tóquio - Diário, 1946

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Autor: Franco Nogueira
Género: Memórias
Edição: Jun/2019
Páginas: 136
ISBN: 9789896714727
Editora: Tinta da China

 

 


O diário de Franco Nogueira no Japão, país aonde chega escassos meses após o fim da segunda guerra mundial

A 6 de Janeiro de 1945 — quatro meses apenas após a assinatura da rendição japonesa —, o jovem diplomata Alberto Franco Nogueira chega a Tóquio. Desde aí, descreveu o seu dia-a-dia no Japão, num registo pessoal que evita os detalhes profissionais da missão de que vinha incumbido. Colocado aos 25 anos no seu primeiro posto no estrangeiro, como delegado do Governo português junto das Potências Aliadas de Ocupação, Franco Nogueira descobre um novo país, uma nova cultura, no meio da devastação da guerra e da recuperação do futuro.

Recorrendo a uma escrita cinematográfica, descreve o seu confronto com um país destroçado, mas também com uma cultura milenar que desconhecia. Devora toda a literatura sobre assuntos nipónicos em francês e inglês, interpela estrangeiros que vivem há anos no Japão, dá longos passeios a pé na capital destruída. Conclui estar «todo olhos deslumbrados para a realidade nova que me cerca».

Autor:

Alberto Franco Nogueira nasceu a 17 de Setembro de 1918, em Vila Franca de Xira. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, foi figura política de relevo durante o Estado Novo, tendo-se notabilizado na carreira diplomática. Em Janeiro de 1946, pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, é enviado para o Japão, onde permaneceu até 1950 como representante português junto do Alto Comando Aliado que ocupava o arquipélago. No final de 1946, requer autorização para casar com a luso-chinesa Vera Machado Duarte Wang.
Mais tarde, foi cônsul-geral em Londres, onde esteve até 1958. É nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros em 4 de Maio de 1961, cargo que desempenha até 6 de Outubro de 1969. Em 1963, é distinguido com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo e, em 1966, com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. Representou Portugal na NATO, na Assembleia-Geral da ONU, no Conselho de Segurança e visitou oficialmente vários países. No dia 28 de Setembro de 1974, foi preso sem culpa formada pelo Copcon e enviado para a prisão de Caxias, tendo sido libertado em 13 de Maio de 1975. Partiu então para o exílio, em Londres, onde esteve até 1981. Foi nesta cidade que redigiu, entre outros livros, a maior parte da biografia de Oliveira Salazar, publicada em seis volumes. Regressa a Portugal em 28 de Março de 1981, e morre em Lisboa, em 14 de Março de 1993.

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