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| Três Segundos |
| Sexta, 05 Agosto 2011 21:56 | |||
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Autores: Roslund & Hellström Uma com uma mulher que ama e dois filhos – uma família de que não tenciona abdicar, custe o que custar – e uma outra, secreta, onde coloca em perigo tudo o que tem a cada dia que passa. Autores:
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| Re:Também quero trocar ou vender Diana Barbosa 22.5.2012 13:43 |
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| PROCURO: UMA CRIANÇA EM PERIGO - TOREY HAYDEN! booksfan 22.5.2012 12:26 |
| Re:Também quero trocar ou vender Júlia 22.5.2012 12:26 |
| Re:Acácia - Ventos do Norte v_crazy_girl 22.5.2012 12:20 |
Comentários
Neste livro somos levados para a Suécia, onde encontramos Piet Hoffman, um ex-criminoso que agora é informador da polícia e que só reporta a um superior, para o resto das pessoas ele não existe. É uma pessoa que leva duas vidas, que se vai ver metido em sarilhos e que vai levar a cabo uma missão bastante difícil: infiltrar-se numa prisão sueca e ser o maioral lá do sítio.
O livro está dividido em cinco partes, em que acompanhamos o percurso deste homem, Piet Hoffman: como se tornou informador e como consegue levar uma vida dupla; Ewert Grens, inspector da polícia que tem em mãos um homicídio e cujo caminho se vai cruzar com o de Hoffman; e outros personagens mais ou menos importantes no decurso desta investigação.
O mundo descrito neste livro é o da droga (Hoffman está infiltrado numa máfia) e temos acesso ao modo como ela é feita, como é transportada pelas pessoas, como entra nas cadeias, etc…
O que me espantou é que há pessoas que se submetem a ser informadores (aqui são mesmo ex-criminosos e não polícias que se infiltram), a ténue linha que há entre o bem e mal e que, por vezes, apesar de parecer que as entidades deveriam estar do mesmo lado, não estão. É que aqui uns policiais andavam a sonegar informação importante a outros polícias. Quer dizer, a Polícia não devia estar toda do mesmo lado? Pelos vistos não....
Além disso, como os informadores são pessoas totalmente descartáveis e, se quem “manda” neles vir que eles já não lhes convêm, tratam deles.
Achei o livro bastante realista nas suas descrições e creio que isso se deve ao facto de ser um ex-criminoso a escrever, talvez por já ter feito ou visto essas coisas.
Em relação ao título, ele é explicado mais para o final do livro e três segundos podem mudar muita coisa.
Andei a pesquisar mais sobre estes dois autores e eles têm mais livros publicados lá fora, em que entram os inspectores que entraram neste. Espero que a Planeta também os publique.
Um livro com uma história extraordinária, um excelente policial que nos chega dos países nórdicos. Um policial que não vamos conseguir deixar de ler, até saber o que vai acontecer a Piet Hoffmann, o melhor informador da polícia sueca e que se infiltrou na maior rede de droga da Polónia. O objetivo desta organização é controlar o negócio da droga em todas as prisões da Suécia. Para que a operação possa ser levada a bom porto, é necessário que Hoffmann se proteja e não seja abandonado pela polícia e pelos políticos, caso alguma coisa corra mal.
Mas as coisas correm mal e aqueles que prometeram protegê-lo, não o fazem e decidem mesmo queimá-lo. Mas Hoffmann já tinha pensado em todos os “problemas” e já tinha arranjado uma solução para todos esses percalços. E também tinha preparado tudo, para trazer à justiça aqueles que não o quiseram proteger.
Magnífico registo, com detalhes a operações que, só com a ajuda de um ex-criminoso, é que se podia lembrar de tais ações.
Escrito por um jornalista e um ex-criminoso, Três Segundos é uma história de conspiração, moralmente complexa e com uma grande dose de suspense que nos surpreende até à última página.
Esta dupla, comparada já a Stieg Larsson, apenas tem em comum, na minha opinião, o tema da corrupção na Suécia. Este "Três Segundos" mostra, no entanto, uma realidade mais dura, relacionada com o mundo das drogas. Quero acreditar que tal realismo subjacente no enredo tem a ver com o passado de um dos autores, Borge Hellström, ex-criminoso, como é indicado na biografia dos autores na contracapa do livro.
As personagens são bastante realistas, em especial os dois protagonistas do enredo. Temos Evert Grens, um tipo rude e hostil, que vive uma vida de más memórias, sentindo-se assombrado pela culpa do que aconteceu à sua esposa Anni. Por outro lado, Piet Hoffman, um homem arrojado, corajoso que vive no limite, mas que ama a sua família incondicionalme nte. A complexidade desta personagem vai muito além dos limites pré-definidos. Afinal, qual é o pai tão carinhoso/marido afectuoso que faz frente aos desafios de um infiltrado numa rede criminosa e ainda assim esconde perfeitamente a sua dupla identidade? Um antagonismo de personalidades nas personagens principais, que resulta muitíssimo bem!
A própria estrutura do livro é diferente do convencional. Capítulos bastante curtos intercalam o desenvolvimento da história, tendo a particularidade de evitar nomes próprios, ao invés, usam pronomes (ele ou ela). O leitor desconhece quem é mencionado, mas este facto eleva a componente misteriosa do livro. Dividido em cinco partes, o enredo foca-se sobretudo em Piet Hoffman. Se o início parecia um tanto ou quanto lento, o mesmo não se pode dizer a partir da segunda parte da história. As demoradas dissertações dos autores sobre transacções de drogas não me atraíram minimamente, devo confessar. A partir do momento em que Hoffman entra na prisão de alto risco, dá-se uma sucessão de acontecimentos inesperados, parecendo que estamos a assistir a um episódio da série televisiva Prision Break. A quinta parte, mais curta que as restantes, revela um desfecho emocionante, mas que poderia ser mais aprofundado. É nesta fase que o leitor entende a verdadeira natureza do nome do livro, "Três segundos".
O enredo é multifacetado, complexo e difícil de digerir, dada a natureza dos relatos, não só do submundo criminal, onde impera a violência, bem como o encarceramento na prisão.
Além da forte componente policial, a narrativa é pautada por uma carga dramática bastante intensa, que se reflecte no dilema do protagonista em experienciar uma vida dupla.
O livro faz jus ao título ganho de Melhor Policial Sueco de Ficção em 2009, constituindo um thriller tenso e inquietante, mas extremamente emocionante, onde a acção atinge níveis máximos. Um mundo de traições, violência e sacrifícios pela família, em prol de uma actividade arriscada, como acredito que seja a de um infiltrado em redes criminais, por parte da polícia.
Comparo este livro a uma viagem de montanha russa numa realidade perturbadora, que todos nós evitamos conhecer. Aconselho vivamente, especialmente aos fãs de policial sueco! Um livro que não devem perder, de forma alguma!
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