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Um Amor em Tempos de Guerra
Sábado, 19 Setembro 2009 13:35


Autor:
Júlio Magalhães
Páginas: 336
Editora: Esfera dos Livros

Veja aqui o trailer do livro.

Leia aqui e aqui um excerto do livro.

“Um Amor em Tempos de Guerra” é o título do novo romance de Júlio Magalhães, com lançamento marcado para 24 de Setembro. O autor continua com o tema de África/Angola, o qual já foi tema de fundo do seu livro de estreia, “Os Retornados – Um amor nunca se esquece”.

Trata-se, segundo divulgou a sua editora, a Esfera dos Livros, de “uma história de amor, de um soldado português que fica com o seu coração dividido entre o amor que deixou em Portugal e um novo que encontra em Angola. Podia ser a história de qualquer português, dos muitos que deixaram o seu coração em África.” 
Actualizado em Terça, 03 Novembro 2009 17:52
 

Comentários  

 
0 #5 Angelina Rosa Nogueira Santos Violante 05-04-2010 17:01
Uma história bastante emocionante, e muito bonita.
Deixou-me de lágrimas nos olhos por várias vezes.
Nunca tinha lido nada deste autor e confesso que foi com grande expectativa que comecei a ler e não me arrependi, fiquei com vontade de ler mais trabalhos do mesmo autor.
 
 
0 #4 Joana Caires 07-02-2010 12:41
Mais uma boa surpresa!... Li este livro numa tarde. Magalhães tem uma escrita simples e acessível e a história é muito cativante. António e Amélia sonham em casar e ser felizes mas, o sonho é desfeito pela Guerra Colonial. Ele parte para Angola e quando regressa já não é o mesmo. A guerra transforma as pessoas, aqueles que partem e aqueles que ficam... A mãe do soldado que vive na incerteza do regresso são do seu filho, a noiva que vive numa eterna saudade e o soldado que parte para uma terra distante para combater numa guerra que não é sua...

Para mim, foi uma leitura muito interessante. Tenho pai e tios que arriscaram as suas vidas além-mar, logo foi um livro que me tocou.
 
 
0 #3 sonia areia 21-01-2010 18:31
Júlio Magalhães conta-nos uma história de amor, de António e Amélia que, depois de se formar em Coimbra, é chamado para combater no Ultramar, deixando a família e a sua noiva.

Penso que todos os que nasceram na época de 70 não podem ficar indiferentes a este tema, a guerra colonial.
Na nossa família existe sempre alguém que combateu no Ultramar, que teve de partir para Angola deixando em Portugal a família, namoradas ou noivas.

É engraçado que, ao ler algumas das situações, parecia estar a ouvir o relato do meu sogro que, em todos os Natais, conta a sua história :-)

Acho que o autor consegue transmitir a dor de uma mãe ao ver o seu filho partir para a guerra, a revolta da personagem ao partir para uma guerra que não é sua e ter que deixar a sua noiva.

A escrita de Júlio Magalhães é simples e cativante. Foi a primeira vez que li algo do autor e ainda bem que o fiz , porque temos de dar mais valor aos escritores nacionais, que nos têm surpreendido pelo seu crescimento e qualidade.
 
 
0 #2 Pedro Costa 14-12-2009 14:42
Foi a 1ª vez que li Júlio Magalhães e tenho de admitir (que para mim) foi uma boa surpresa.

É um livro de leitura fácil e apropriada para quase todas as idades...

Acho no entanto que o final da obra poderia estar melhor redigido e descrito...

Caracterizo esta obra como um romance-histórico pois abrange temas como as guerras do ultramar e o regime Salazarista imposto em Portugal.

No fundo tenho de admitir que é um bom livro.!
 
 
-2 #1 fernanda carvalho 17-10-2009 15:03
Foi a primeira vez que li algo escrito por Júlio Magalhães. Confesso que não o tinha em grande conta como escritor. Depois de saber que segundo ele «Todos escrevemos, quem escreve uma mensagem num telemóvel também pode escrever um livro», acreditem que foi difícil dar-lhe uma hipótese. Mas, como o tema em particular me atrai imenso (tenho muita curiosidade sobre a época em que nasci - finais dos anos 60, início dos anos 70) lá me convenci a pegar nesta leitura. E devo dizê-lo, não me arrependi.
É uma história de amor muito bonita, bastante real, e escrita de uma forma simples, quase que como relatada. Aborda o tema da guerra do Ultramar, mas sem se perder em grandes e terríveis relatos sobre os combates além mar. O dramatismo da situação é vivido com seriedade, e acho que o autor conseguiu transmitir os sentimentos das personagens com rigor: a impotência e o desespero da mãe, ao ver o filho partir, as saudades e as dúvidas da noiva, a dor e a angústia de António ao ver a sua vida colocada em pausa, partindo para uma guerra sem sentido.
No fundo tenho de admitir que gostei.
Mas... (há sempre um "mas") acho que se nota a falta de experiência do autor.

Na página 237 podemos ler "O comboio foi abrandando à medida que se aproximava a estação de Santa Comba Dão. «Próxima paragem, estação de Santa Comba Dão.»" - supostamente o anúncio para os que viajavam naquele comboio. Ora a questão é que 1975 não havia esse tipo de anúncio, muito menos num comboio que parava em todas as estações e apeadeiros, como era o caso. Na realidade o sistema de som só começou a ser implementado nos comboios 10 anos depois, 1985 /86.

Outra falha que notei foi a omissão por completo do quão complicado era para uma rapariga ser professora e poder casar, nos tempos de Salazar. Amélia, andava no liceu com o objectivo de ser professora, mas não se coibia de compor o seu enxoval e fazer planos para casar, quando no fundo era exigido à professora primária uma dedicação a tempo inteiro, sendo que para casar, seria necessária uma autorização especial.

Estas duas "falhas" de que me apercebi, são na verdade consistentes com a incapacidade que notei ao longo do livro que o autor demonstra em conseguir se entregar por completo aquela época. Duvido que seja intencional, e por isso atribuo-a à sua "verdura" como autor. (Afinal, não é de todo como escrever uma sms!)
A meu ver os diálogos entre as personagens são demasiado actuais. Isto é, o tipo de conversa não está adequada à época em questão (neste aspecto Tiago Rebelo é um mestre). As personagens entre si conversam como se estivem nos dias de hoje. Por exemplo notei apenas uma vez, salvo erro, em que o filho se dirige à mãe como "senhora minha mãe", embora nessa altura fosse esse o timbre utilizado no tratamento aos progenitores.

Mas isto são apenas pormenores. Quando olhamos para o livro como um todo, acabamos por gostar. Acho que um dia destes também vou experimentar o outro livro dele "Os Retornados" e fico à espera de um novo título, também com curiosidade sobre a sua evolução.
 

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