Uma mulher de confiança

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Autor: Robert Goolrick
Edição: Mai/2011
Páginas: 264
Editora: Porto Editora

Amor, vingança e perdão num romance provocante e arrebatador.

17 Outubro de 1907. Um dia frio de Outono.
Ralph Truitt, um industrial de sucesso, aguarda na plataforma da estação pela mulher que respondeu ao seu anúncio no jornal: «Homem de negócios procura uma mulher de confiança». Mas, quando Catherine desce do comboio, Ralph percebe que ela não é a mulher que esperava. Não é a mulher da fotografia.
Perseguida por um passado terrível, Catherine é movida pela ganância: espera conquistar a devoção de Ralph para depois o envenenar e ser uma mulher livre e rica.
O que Catherine não imagina é que tudo será diferente do planeado...

Pode ler aqui as primeiras páginas.

Autor:
Robert Goolrick nasceu numa pequena cidade universitária do Estado de Virgínia. Frequentou a Universidade Johns Hopkins em Baltimore e depois viveu na Europa durante alguns anos, tentando ser ator ou pintor, duas coisas para as quais tinha mais paixão do que talento. Depois dos seus pais o terem deserdado, mudou-se para Nova York, para poder fazer e dizer as coisas que não podia fazer ou dizer em casa.
Acabou a trabalhar em publicidade, uma profissão vocacionada para jovens. Demitido ao atingir cinquenta anos, um procedimento habitual no mundo da publicidade, tentou descobrir o que fazer com o resto da sua vida.
Foi então que se voltou para o passatempo que tinha enchido os dias e as noites da sua infância: contar histórias complexas sobre os vivos e os mortos. Uma mulher de confiança é o seu romance de estreia e o primeiro produto desta nova fase da sua vida.
Robert Goolrick reside numa pequena cidade na Virgínia, numa fazenda grande e velha, à beira de um rio largo e sereno, com o seu cão, chamado Preacher.

Comentários  

 
#3 Joana Dias 2011-09-13 12:20
A fascinante e muito bem escrita história de um casamento do século XX. Ralph Truitt, o homem mais rico da cidade que fundou, à qual deu o seu nome, coloca um anúncio num jornal, procurando “uma mulher de confiança”. De entre as várias respostas, a escolha recai na “simples e honesta” Catherine Land.
O seu primeiro casamento foi uma catástrofe. Por essa razão, Ralph não alimenta grandes ilusões românticas, para mais Truitt é assombrado pelos seus fracassos, fantasias sexuais e a vergonha de uma juventude depravada. No entanto, a futura noiva não é bem aquilo que Truitt pensa que ela é.
À chegada de Catherine, percebe-se que ela está representando e agindo com segundas intenções. A relação de ambos alicerça-se sobre um conjunto de mentiras e passados obscuros. No entanto, eles sentem-se mutuamente atraídos, especialmente aquando do grave problema de saúde que o atinge.
Após a convalescença, Truitt revela-lhe todo o seu passado e as suas sórdidas intenções. Ele quer usá-la para restabelecer o contacto com o filho perdido que o odeia, e para persuadir o jovem a regressar para junto dele.
Quando Catherine inicia a viagem rumo a Saint Louis, uma enorme e intrincada trama desenrola-se. Uma bem urdida teia envolve os três personagens desta tragédia, alimentando um enredo, onde as escolhas de cada um impulsionam a história para lugares cada vez mais inquietantes, aumentando tremendamente o suspense.
Catherine regressa sem o filho, mas com um maquiavélico plano de acção que coloca imediatamente em prática, apesar da profunda paixão que ela e Truitt descobrem entre si. Inicia-se então uma melodramática e obsessiva dança de morte. Confesso que não consegui parar de ler. Entretanto, o filho pródigo regressa a casa e…
Esta é uma história activa, enérgica, intensa. O estilo poderoso da escrita de Goolrick é uma combinação dinâmica que prende completamente o leitor. Há um toque de mistério e tensão que aumenta, à medida que o autor percorre as diferentes facetas da natureza humana: luxúria, solidão, maldade, ganância, loucura, ódio, amor e perdão, para citar apenas algumas. Este é um romance forte, ousado, arrojado, que recomendo vivamente.
 
 
#2 Vera Mouta 2011-06-12 20:21
Este é o romance de estreia deste autor e devo dizer que tinha curiosidade em lê-lo, pois gostei da sinopse. No entanto, a história não é tão linear como a sinopse dá a entender. Pelo menos a ideia que eu tinha, antes de ler este livro, é que a mulher, com o passar do tempo e convivência com ele, acabaria por amá-lo e deixar de lado a ideia de o matar. Não digo que isso acontece ou não, terão de ler o livro. :)

O livro dá uma reviravolta lá pelo meio, de que não estava à espera (o que é sempre bom) e, acima de tudo, é uma história com personagens marcantes, sofridas, com passados complicados e que lhes marcaram a vida que agora levam.
 
 
+1 #1 Helena 2011-06-03 20:55
Um romance marcante e perturbador ocorrido nos finais do séc. XIX, que nos transmite uma imagem de depravação moral e loucura num ambiente gelado e solitário, em que a vida de três personagens se entrelaça dramaticamente.
Personagens emboscadas em memórias amargas da sua infância que não conseguem superar com amor, bondade, charme ou sorte. Histórias desesperadas.

Uma escrita soberba, com reviravoltas inesperadas que tornam este romance absorvente.
Recomendadíssimo pela escrita (quase como ver um filme a preto e branco) e pela história.
 

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Uma Pequena Palavra...

"Algumas obras morrem porque nada valem; estas, por morrerem logo, são natimortas. Outras têm o dia breve que lhes confere a sua expressão de um estado de espírito passageiro ou de uma moda da sociedade; morrem na infância. Outras, de maior escopo, coexistem com uma época inteira do país, em cuja língua foram escritas, e, passada essa época, elas também passam; morrem na puberdade da fama e não alcançam mais do que a adolescência na vida perene da glória. Outras ainda, como exprimem coisas fundamentais da mentalidade do seu país, ou da civilização, a que ele pertence, duram tanto quanto dura aquela civilização; essas alcançam a idade adulta da glória universal. Mas outras duram além da civilização, cujos sentimentos expressam. Essas atingem aquela maturidade de vida que é tão mortal como os Deuses, que começam mas não acabam, como acontece com o Tempo."
Fernando Pessoa, in Heróstrato