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| Uma mulher diferente |
| Quarta, 13 Abril 2011 18:43 | |||
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Autora: Penny Vincenzi O casamento de Cressida Forrest ia ser perfeito. Com o seu aspeto esbelto e inocente, Cressida daria a mais bela das noivas, e Oliver Bergin, um jovem médico em ascensão, o noivo ideal. Com tudo preparado para o seu dia de sonho, Cressida deitou-se serena e feliz. Mas, na manhã seguinte, tinha fugido - sem causa aparente e sem deixar rasto. E o pesadelo começou... Da mesma autora no Segredo dos Livros: Autora: Site da autora: www.pennyvincenzi.com
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| Re:Também quero trocar ou vender Diana Barbosa 22.5.2012 13:43 |
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| Re:Acácia - Ventos do Norte v_crazy_girl 22.5.2012 12:20 |
Comentários
Dei-lhe uma nova oportunidade, mas este livro não me convenceu. Não gostei da forma como a autora desenrolou a história e, sinceramente, só li estas 540 páginas para saber ao certo como iria acabar. Afinal, o que teria acontecido na vida de Cressida, para desaparecer no dia do seu casamento?
O livro é-nos contado por diferentes personagens que vamos conhecendo ao longo da história e que, no princípio, fizeram um bocadinho de confusão para tentar situar quem era quem. Com esta fuga da noiva, segredos e mentiras do passado vêm à superfície e, afinal, a filha, irmã, amiga que todos pensavam conhecer, não era bem o que eles conheciam.
Sinceramente não senti empatia/simpatia por nenhumas das personagens. Dos romances desenvolvidos, só um me agradou e nem foi por aí além. Achei toda a intriga de mentiras muito fraca. O final foi bastante morno, porque cheguei ao fim sem saber realmente a razão, estou a falar de uma razão válida, plausível, forte, para a noiva ter fugido do casamento.
A sinopse, por si, não me disse muito e achei o início do livro um pouco monótono e confuso, devido ao grande leque de POV's e de personagens envolvidas. Mas este ponto acabou por ser o mais positivo, visto que tornou a obra bastante completa e complexa. O grande número de personagens faz com que toda a acção seja "movimentada", o que nos obriga a ter uma maior atenção para com os diálogos, flashbacks e outros pequenos sinais e pistas deixados pela escritora.
Gostei bastante do desenvolvimento do livro. Este está recheado de pequenas histórias e apimentado com as personalidades peculiares das personagens, para não falar dos seus passados que nos são constantemente apresentados, contribuindo para um maior conhecimento e empatia para os envolvidos.
Uma Mulher Diferente acabou por ser uma surpresa. Ao ler a sinopse, que acaba por ser repetida e um pouco mais desenvolvida no prólogo e primeiros capítulos, não estamos à espera da teia de acontecimentos que estão por detrás do tão esperado casamento. Vamos conhecer melhor Cressida, apesar de indirectamente, através da sua irmã, dos seus pais e amigos, etc..., pelo papel que cada um deles vai ter na descoberta do porquê da fuga de Cressida.
Uma Mulher Diferente é então um drama e romance com personalidade e profundidade. Um óptimo livro para qualquer estação do ano.
Sinceramente, não consigo definir ao certo a minha opinião relativamente a esta obra de Penny Vincenzi. Li-o com fôlego, mas não houve empatia alguma com as várias personagens que a autora nos apresenta. Há livros que lemos com gosto, com devoção e que não queremos largar. Depois há livros que lemos com facilidade e algum gosto, mas que não nos prendem, não nos conquistam por inteiro a atenção e o interesse. Foi este o caso de Uma Mulher Diferente.
Não sei se culpo o curto espaço de tempo em que ocorrem todos os acontecimentos do livro, se as personagens em si que não conseguem despertar em nós o fascínio necessário para uma leitura empolgante e dinâmica, se ambos.
Confesso que ao início houve a já familiar sensação de "confusão" tendo em conta o elevado número de personagens que nos é apresentada repentinamente. Além disso, se não me engano, em O Jogo do Acaso o leitor tinha uma lista de personagens no início do livro como guia ao longo da obra, o que ajudava imenso, sobretudo enquanto o leitor não se encontrasse devidamente familiarizado com as mesmas. Em Uma Mulher Diferente não temos esse tão ansiado suporte, o que dificulta e nos constrange imenso a leitura da primeira parte da história.
Custa até o leitor se adaptar e conhecer devidamente as personagens da história e, assim, se sentir à vontade e motivado para seguir em frente com a leitura.
Depois, as histórias que acompanham as personagens não são propriamente originais e tão inesperadas com as que podemos ler em O Jogo do Acaso. Lembro-me que, a cada novo rumo da história no último livro de Penny Vincenzi, ficava absolutamente incomodada com o choque e a surpresa provocados.
Aqui nem os casos de adultério, nem os pares supostamente mais improváveis, nem os respectivos finais conseguiram sequer sensações idênticas. Foi tudo, não digo inteiramente previsível, mas, pelo menos, não de todo imprevisível e inesperado.
A própria história não tem o potencial e a originalidade de O Jogo do Acaso (embora pudesse facilmente adquiri-los atribuindo outras reviravoltas à trama). A verdade é que a autora deixou que se tratasse de um enredo bastante banal e com o qual já estamos quase que habituados a conviver na realidade, daí que não desperte a mesma sensação de descoberta do novo que saboreamos ao longo de, mais uma vez, O Jogo do Acaso.
A história da presumida (afinal a sua história quase que cai para segundo plano) protagonista, Cressida, podia tomar contornos inteiramente distintos, oferecendo à história outro toque, outra dose de originalidade. Os próprios desenlaces das demais histórias podiam adquirir novos moldes e assim provocar a dita ansiedade no leitor. Infelizmente, isso não aconteceu.
No geral, foi uma leitura agradável, mas que peca por elementos inovadores e avassaladores, tornando-se, portanto, num virar de páginas automático e sentido, ao invés do despercebido esvoaçar no último romance da autora.
Diria que é um bom livro de Verão, não para aqueles que procuram um livro inteligente e provocador, mas sim para se ler calmamente numa tarde à beira da piscina.
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