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| Uma Mulher em Fuga |
| Quarta, 13 Abril 2011 18:51 | |||
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Autora: Marion McGilvary Ela tinha uma vida, um marido, um lar. O que a fez abandonar o seu mundo? Edith Lutz, Agnes Morales, ou Agnes McBride... da Escócia, de Nova Iorque, da América do Sul, ou de Londres... mulher de um académico, dactilógrafa, rececionista, ou governanta... passou grande parte da vida a reinventar-se num esforço para evitar o passado. Em Uma Mulher em Fuga, seu primeiro romance, Marion McGilvary, envolve-nos numa história de amor que é também uma história de traição - e de segredos fechados a sete chaves. Autora: Site da autora: www.mcgilvary.com
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| Re:Também quero trocar ou vender Diana Barbosa 22.5.2012 13:43 |
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Comentários
Depois de lido, cheguei à conclusão de que o cerne da estória está na sua segunda metade. Um discurso menos confuso, mais discurso directo e, acima de tudo, é aí que começamos a ser elucidados sobre o propósito da fuga de Agnes. Ou de Edith... É aí que o romance se torna forte muito por "culpa" da personagem principal. Uma pessoa determinada e marcada pelos traumas do passado.
Pode-se mesmo dizer que, a partir do momento em que a narrativa oscila entre o passado e o presente, é que o livro se torna muito interessante e com uma linguagem bastante fluída que nos prende até à última página. Tinha tudo para ser um excelente livro, caso não enveredasse pelos caminhos menos felizes que atrás referi. Em todo o caso, é um livro que recomendo, assim como recomendo a não desistência a quem for tenaz...
Este foi o caso.
Com uma capa cujo design adorei e bastantes opiniões positivas (ver amazon ou goodreads), foi com entusiasmo que comecei a ler esta obra.
A leitura arrastou-se logo de início, pois a escrita impessoal e quase jornalística da autora tornou difícil o avanço das páginas.
No entanto, à medida que nos vamos esforçando para ler o livro até ao fim, vamo-nos habituando à escrita da autora e concentrando cada vez mais na estória em si.
Com um passado misterioso e possivelmente terrível, Agnes luta no presente por uma vida limpa e nova. Mas o ser humano tem muitas dimensões e o passado, quer Agnes queira ou não, virá assombrá-la. E é este reencontro amargo que eu senti estar a persegui-la avidamente ao longo destas 320 páginas.
Não será um livro que tenha adorado, mas que gostei de ler.
Obrigada pela oportunidade de o ter feito!
Creio que qualquer leitor que olhe para a capa deste livro e leia o título, sentir-se-á irremediavelmen te tentado a saber mais sobre esta dita Mulher em Fuga. Afinal, uma boa intriga, repleta de suspense, segredos arrebatadores e personagens perigosamente misteriosas são os elementos mais eficazes na conquista de leitores interessados. E este primeiro romance de McGilvary não foi excepção.
Quando me deparei com esta imagem de uma elegante mulher a correr, acompanhada do vibrante título Uma Mulher em Fuga, senti de imediato uma necessidade urgente de a conhecer. Precisava de saber quem era ela, qual a sua história e porque fugia. Foi terrivelmente difícil resistir ao impulso consumista e não comprar imediatamente esta irresistível obra que prometia uma história tão empolgante e arrebatadora, daquelas que prendem o leitor da primeira à última página e nos oferecem uma leitura impetuosamente viciante e imparável. Sinceramente, ainda bem que assim foi.
Depois de ler e me desiludir com a história aparentemente misteriosa de Agnes, não sinto vontade de correr para uma livraria para comprar este livro e guardá-lo cuidadosamente na minha estante. Não sinto sequer arrependimento de não o ter lido mais cedo, de ter esperado todo este tempo para conhecer e desvender finalmente o mistério que pairava em torno do título Uma Mulher em Fuga. Suponho que as expectativas eram demasiado altas e que isso foi o que fez com que a "queda" e o sentimento de desilusão fosse maior. A verdade é que Uma Mulher em Fuga não é, de longe, a história que esperava. Em vez de uma história empolgante, de uma intriga estonteante, repleta de mistérios e segredos, deparei-me com uma leitura monótona, por vezes desinteressante . A primeira metade do livro, principalmente, exigiu algum esforço e insistência para ser levada a cabo. Ao invés do esperado, a protagonista revelou-se uma personagem com a qual o leitor não sente qualquer tipo de empatia, afeição ou mesmo interesse. Agnes é uma personagem bastante complexa, sem dúvida, mas, ainda assim, tem uma personalidade que não vai, certamente, de encontro a muitos leitores. Achei-a demasiado estranha e incredível.
O facto de a história ser narrada na 1ª pessoa, portanto, pela própria protagonista, pode ter sido o grande erro de McGilvary uma vez que, pelo facto de Agnes não vingar numa relação de proximidade com o leitor, há uma permanente distância entre o mesmo e a história da personagem. De qualquer das formas, a essência da história não é a melhor. A expectativa para algo grandioso foi confrontada e dominada por um cenário banal e bastante previsível até.
Quanto a isto, a sinopse é uma grande culpada, pois promete-nos uma história bastante diferente daquilo que se vai encontrar ao longo das páginas do livro. A sinopse diz que a protagonista passou grande parte da vida a reinventar-se e a criar constantemente novas identidades o que é desde logo mentira. Agnes mudou uma única vez de identidade. Se ao casar com alguém e juntar o apelido do marido ao nosso nome é considerado uma mudança de identidade, desconhecia. Mas a mudança de Anges McBride para Agnes Morales deve-se apenas a este pequeno pormenor: o casamento. Já Edith Lutz é um caso diferente, mas inédito na vida de Agnes, ao contrário do que nos é dado a parecer. E não, ela não inventa todas estas naturalidades diferentes (Escócia, Nova Iorque, América do Sul, Londres). Ela chega a falar na América do Sul, sim, mas como um destino onde esteve, não como o sítio de onde vem. O mesmo se passa com Nova Iorque e Londres. Seja qual for a sua identidade, a naturalidade manteve-se sempre a mesma: Escócia.
Estes foram alguns dos muitos aspectos que encontrei em Uma Mulher em Fuga e me fizeram sentir "enganada" pela sinopse apresentada na contracapa do livro. Esperava também uma história de amor forte e verdadeira entre Adam e a protagonista, tal como nos é prometido também na sinopse. Esperava algo riquíssimo em emoções, tendo em conta a situação de "fuga" da protagonista. Ao invés, mais uma vez, o leitor leva com outro "balde de água fria" no momento em que é confrontado com um romance injustificado, sem razão de ser, sem química e sem "alma". Aquilo que Agnes partilha com Adam não é uma história de amor. Está bem longe disso. Se McGilvary arriscar numa sequela, talvez possa vir a chegar a esse patamar, mas, por enquanto, mantém-se no estado "passatempo". Ou, pelo menos, é essa a imagem que a autora transmite, uma vez que a sua escrita é, só por si, dolorosamente pobre em emoções.
A alternância entre passado e presente é igualmente mal conseguida. Por vezes, perdi-me e não sabia onde me encontrava (se no antes, se no agora). Isso acontecia principalmente quando Agnes falava de Francisco, o seu ex-marido e personagem comum aos dois tempos.
Onde McGilvary podia também ter trabalhado melhor era na revelação das peças do puzzle final. O facto de deixar tudo para a segunda metade do livro até podia funcionar, se a autora não passasse a primeira metade a falar por enigmas e a dizer coisas que o leitor não faz ideia do que possam ser, confundindo-o e incomodando-o com um sentimento de "não à vontade".
Uma nota menos positiva vai também para o excessivo número de referências a personalidades (grande parte delas desconhecidas em Portugal e pelo leitor comum) e a títulos de literatura que não vincaram nome no nosso mercado e que, por isso, nos são estranhos. Tudo isto atribui a muitas deixas de McGilvary o grau de total incompreensão.
Uma Mulher em Fuga não é um livro mau. Mas também não é um livro bom, daqueles que queremos guardar na estante para mais tarde reler e recordar. É um livro que se lê calmamente, sem grandes sobressaltos de picos de interesse e que não deixa saudades, uma vez terminada a sua leitura. O final pode ficar a ecoar nas nossas cabeças durante um breve período de tempo, mas não passa disso.
Edith passou quase toda a vida a viajar e a mudar constantemente de identidade, para fugir do seu assombroso passado. Com uma nova imagem, Edith vai trabalhar como governanta para a casa de Adam Davenport. Este é um editor bem sucedido, pai de dois filhos e divorciado recentemente. Com o tempo, Edith acaba por se envolver com o seu patrão e apaixona-se inesperadamente , um amor correspondido com um brilhante futuro. Mas Edith é perseguida por fantasmas do passado. Será que é capaz de se entregar e enfrentar o passado, para poder parar de fugir?
Uma Mulher em fuga é uma leitura impressionante. Um romance profundamente comovente, forte e arrasador.
Fiquei totalmente fascinada com a personagem principal: uma mulher forte determinada e martirizada pelo passado, que nos prende até à última página e nos desperta sentimentos contraditórios.
A narrativa alterna-se entre o presente e o passado, com uma habilidade impressionante. A escrita é fluída e cativante.
Uma historia de amor perturbante e uma escritora talentosa a seguir.
Recomendo.
A personagem principal não inspira empatia ao leitor, porque toda a sua história é contada de um modo frio e quase impessoal. Agnes é uma personagem solitária e agreste que se inventou como Edith, para escapar aos fantasmas do seu passado. Esse mistério que está no seu passado é o fio condutor de todo o romance.
Uma mulher complexa que, sem o procurar, acaba por se deixar amar e amar.
Quando tudo é desvendado, fiquei com uma sensação agridoce, porque, apesar de compreender, não era o fim que esperava. Mas talvez seja o mais viável e coerente, neste marcante livro. Recomendado.
Eu gostei, acho que é um livro que se lê bem e é um pouco dramático.
Temos uma mulher que foge do seu passado e assume uma nova identidade. Contudo, o passado volta para a assombrar.
A autora vai-nos guiando pela nova vida da protagonista e também nos relata como foi a sua infância, o seu casamento e o que lhe aconteceu no passado, para que agora tenha de fugir.
Há uma frase que vem na badana do livro e que descreve a protagonista como “complexa – imperfeita, real e dura” e acho que descreve bem como ela é, porque para mim não foi uma personagem por quem sentisse empatia e de quem gostasse, mas consigo compreender o porquê do que ela fez e as acções que ela faz no presente.
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