Uma Mulher Respeitável

Autora: Célia Correia Loureiro
Edição: Out/2016
Páginas: 330
ISBN: 9789897542473
Editora: Marcador

 

 

 

Pouco depois de se casar, a sorte do conde de Cerveira sofre um revés. Uma série de infortúnios deixam-no à beira da ruína financeira, e não demora muito para que comece a desconfiar dos intentos da estranha de beleza intrigante que desposou. Perante a dúvida, decide enviar Leonor Sanches para um exílio temporário junto do tio, que ensina na prestigiada Trinity College, em Dublim. Conforme a epidemia de cólera vai ceifando as vidas de cristãos e anglicanos na Irlanda, também o coração de Leonor Sanches se oferece à tragédia.

Cinquenta anos depois de perder o seu bem mais precioso para as tropas de Napoleão, Mariana Turner sente que está a um passo de descobrir toda a verdade sobre os acontecimentos de Março de 1809. Novas revelações apontam para que a condessa de Cerveira, encarcerada no Porto, seja a chave para resolver o mistério. Munida de uma determinação inabalável, tudo fará para conseguir deslindar o passado de Leonor Sanches – fidalga e anjo caído.

Desta autora no Segredo dos Livros:
A Filha do Barão
O Funeral da Nossa Mãe

Autor – Célia Correia Loureiro

Autora:

Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989. Licenciou-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. É Guia-Intérprete Nacional e Técnica de Turismo. Fala Italiano, Inglês e Francês.
Gosta de gatos e de crepes com Nutella. De todas as cidades que visitou, é por Siena que morre de amores. De todos os autores que leu, destaca John Steinbeck por As Vinhas da Ira, e está sempre disposta a dispensar mais quatro horas da sua vida ao visionamento de E Tudo o Vento Levou.
Em Novembro de 2011 apresentou-se aos leitores com Demência e menos de um ano depois publicou O Funeral da Nossa Mãe. Dedicou-se depois ao romance histórico, surgindo A Filha do Barão em 2014 e Uma Mulher Respeitável em 2016.

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1 comentários
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Comentários

  • Sebastião Barata

    Novembro 20, 2016 às 19:32
    Responder

    Aqui está a esperada continuação da história de Mariana, "A Filha do Barão", casada com Daniel Turner e mãe de uma bebé chamada Amélia que desapareceu misteriosamente. Desde já vos digo que Amélia não só apareceu, como a sua vida é o grande fio condutor neste novo romance. No fim do livro, vamos ficar a saber quem a recolheu e a criou, e como, depois da morte do seu protetor, a sua vida foi uma sucessão de desgraças de toda a espécie, recheada de ódios, vinganças, tramoias, falsidades e enganos, acabando presa na Cadeia da Relação do Porto, durante mais […] Ler Mais...Aqui está a esperada continuação da história de Mariana, "A Filha do Barão", casada com Daniel Turner e mãe de uma bebé chamada Amélia que desapareceu misteriosamente. Desde já vos digo que Amélia não só apareceu, como a sua vida é o grande fio condutor neste novo romance. No fim do livro, vamos ficar a saber quem a recolheu e a criou, e como, depois da morte do seu protetor, a sua vida foi uma sucessão de desgraças de toda a espécie, recheada de ódios, vinganças, tramoias, falsidades e enganos, acabando presa na Cadeia da Relação do Porto, durante mais de 25 anos. Não estou a fazer grande [i]spoiler[/i], podem crer, porque este fim miserável é desvendado na 1ª página do livro.Mas podem crer também que a grande protagonista deste volume é, de novo, Mariana, agora idosa, mas cheia de garra e com a mesma força anímica que lhe viram no livro anterior. Está viúva, vive no Porto, e tudo vai fazer para descobrir se, contra todas as evidências, aquela reclusa é a sua menina desaparecida. Acabamos por concluir que é quase certo que sim, embora ela negue sempre e mantenha a sua "verdade" até à última página. A beleza da história está na habilidade da autora para nos ir revelando, pedacinho a pedacinho, os tortuosos caminhos daquela que parece ter nascido para sofrer. Tudo lhe correu mal na vida. As surpresas são muitas e as traições vieram, quase sempre, de quem menos se esperava e menos razões tinha para a trair.Nota-se neste livro que a autora está a atingir o patamar de escritora de qualidade. Não é que os livros anteriores não tivessem qualidade, que as histórias não prendessem o leitor, ou a escrita fosse deficiente. São bons livros que merecem ser lidos, mas aqui revela mais traquejo, mais experiência e, talvez, mais idade. Os dois primeiros livros demonstram ser obras de juventude, com histórias mais lineares e quase juvenis. Neste, mostra um grande trabalho de pesquisa sobre a época em se situa a trama e constrói um lote de personagens bem enquadradas na sua época, com personalidades, usos, costumes e vivências bem caraterizados. Só me pareceu que não deveria ter sido tão frequente a estima e apoio dado pelos nobres aos serviçais, nomeadamente negros, como aqui acontece com vários. Talvez houvesse uma maior preocupação de lhes fazer ver qual era o seu "lugar", dado que era recente o fim da escravatura (aliás ainda existia nas colónias de África).No princípio, fez-me um pouco de confusão o constante salto no tempo, dado que são postas em diálogo, tipo pingue-pongue, as datas de 1857 e 1831/1832, para além de deslocações esporádicas a outras datas anteriores, tudo agravado pelos diferentes nomes que uma personagem foi adotando ao longo dos tempos. Mas, uma vez compreendida a mecânica, tudo se forna fácil e temos de reconhecer que foi o melhor processo que a autora podia ter utilizado para nos ir cedendo aqueles bocadinhos de história que nos mantêm agarrados ao livro até à última página.Ficou patente, mais uma vez, o gosto da autora por histórias tristes, com fins pouco cor-de-rosa, mas a vida é mesmo assim e os fins cor-de-rosa só existem nos romances. A vida real é como a Célia nos conta nas suas obras. Dou-lhe os parabéns e continue neste caminho, para delícia dos seus leitores e o progresso das letras portuguesas.Estou muito contente por ver aparecer nos últimos tempos um lote de autores jovens com muita qualidade. Penso que o fomento do amor pela leitura que se desenvolveu na última década, para o qual o Segredo dos Livros se orgulha de ter colaborado, está a dar os seus frutos. Read Less

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