Vantagens em Viajar de Comboio

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Autor: Antonio Orejudo Utrilla
Edição: 2010
Páginas: 108
Colecção: Minotauro
ISBN: 9789724416311
Editora: Edições 70

 

 

Durante uma viagem de comboio, uma mulher conhece um indivíduo falador que afirma ser psiquiatra. Este, em seguida, começa a falar dos seus pacientes, especialmente sobre um paranóico obcecado com uma conspiração governamental que pretende controlar os cidadãos pela triagem dos seus resíduos. Quando sai, numa das paragens, o comboio parte sem ele, e a mulher fica com uma pasta que contém uma relação de casos mentais, base para um livro que o viajante estava a projectar.

 «A descoberta de um narrador cheio de coragem, sabedoria e ideias»Santos Sanz Villanueva, Revista de Libros

Autor:
Antonio Orejudo Utrilla licenciou-se em Filologia Hispânica em Madrid e doutorou-se nos Estados Unidos, pais onde também leccionou durante sete anos em diversas universidades. Actualmente é professor na Universidade de almería, em espanha. Publicou diversos trabalhos na sua área entre os quais se destacam Cartas de batalla (1993), uma edição de cartas de desafio medievais; um estudo sobre o género epistolar do século XVI intitulado Las «Epístolas familiares» de Antonio de Guevara en el contexto epistolar del renascimento (1994); e uma edição anotada das Novelas Exemplares de Miguel de cervantes (1997). É também autor da novela Fabulosas narraciones por historias (1996), que recebeu o Prédio Tigre Juan para a melhor primeira novela desse ano, e do conto Horizontes de expectativas, incluído na antologia de nova narrativa espanhola Páginas amarillas (1997). Em 2000 ganhou o XV Prémio andalucía de Novela com esta obra.

Comentários  

 
#3 Sílvia 2012-08-16 14:36
O livro é um pouco labiríntico, muitas histórias e muitas personagens que umas vezes se cruzam e outras se desencontram. Algumas das personagens sofrem de doenças psiquiátricas, portanto, a partir daqui, tudo é possível!
A vantagem de viajar de comboio está aqui reflectida: conhecer outras histórias.
Foi o primeiro livro que li deste autor e, apesar, de ter sido uma história interessante, peculiar e invulgar, não me sinto tentada em pegar noutros.
 
 
#2 Raquel 2012-05-14 22:57
Fui mais neste livro por gostar de comboios e ter uma certa curiosidade sobre o seu tema.
No entanto, não foi nada do que eu estava a espera, muito pelo contrário. Foi, deveras, um dos melhores livros que li este ano.

Durante uma viagem (de comboio), uma mulher que vem sozinha por ter deixado o marido no psiquiatra, encontra um médico deveras falador, também psiquiatra. Este afirma-lhe que compreende os seus doentes através das cartas que estes escrevem, pois é pelas palavras que verifica o estado da sua doença.
O médico fala pelos cotovelos e começa a contar uma história de um doente em especial.
Mas, numa paragem, cheio de fome, diz à mulher que vai buscar comida e que já volta. Pede-lhe que guarde a sua mala, que contém montes de cartas e de textos para o livro que anda a escrever.
No entanto, o comboio parte, deixando o médico em terra e a mala segue com a mulher. A viagem é longa e ela, como não tem nada que fazer, começa a ler o que está escrito.
Navegamos então através da mente de vários loucos e de acontecimentos que nunca imaginamos serem possíveis.

Um livro de que devorei cada pedaço e que aconselho vivamente. Tenham cuidado é com o lixo que fazem, mesmo que reciclem...
 
 
#1 Fátima Rodrigues 2011-10-04 08:29
Para quem procura livros diferentes, que saem completamente fora do habitual, este é o livro ideal. Basicamente, oferece-nos a oportunidade de viajar pela mente de um louco, numa narrativa muito rápida, onde tudo é possível, leia bem, tudo é possível mesmo! Depois não diga que não avisei... Uma mistura entre o bizarro e o louco, onde se incluem muitos conhecimentos base da psicanálise, veiculados por uma das personagens, um psicanalista de um hospital psiquiátrico que se dedica ao estudo da paranóia e esquizofrenia nos seus pacientes.
Cerca de metade do livro gira em torno do médico e da esposa de um doente seu, que encontra no comboio e a quem, por um infortúnio do destino, irá confiar a sua preciosa capa vermelha, onde guarda a base do livro que quer escrever.
Já acabei de ler o livro há uns dias e este persegue-me os pensamentos. Dou por mim a pensar nele e nas suas teorias conspiratórias, sempre que vou deitar algo no lixo. Estranho?! Leia o livro e vai perceber.
 

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