Vaticanum

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Autor: José Rodrigues dos Santos
Edição: Out/2016
Páginas: 608
ISBN: 9789896167332
Editora: Gradiva

 

 

 

Um comando do estado islâmico entra clandestinamente no Vaticano e o Papa desaparece. Horas depois surge na internet um vídeo em que os terroristas mostram o Sumo Pontífice em cativeiro e fazem um anúncio chocante: O PAPA SERÁ DECAPITADO EM DIRECTO À MEIA-NOITE.
O relógio começa a contar. O rapto do Papa desencadeia o caos. Milhões de pessoas saem à ruas, os atentados sucedem-se, mutiplicam-se os confrontos entre cristãos e muçulmanos, vários países preparam-se para a guerra.

Apanhado no epicentro da crise quando trabalha nas catacumbas da Basílica de São Pedro, Tomás Noronha vê-se envolvido na investigação para descobrir o paradeiro do Papa e cruza-se com um nome enigmático: OMISSIS. A pista irá conduzi-lo ao segredo mais sombrio da Santa Fé.
Usando informação genuína para nos revelar o que se esconde nos bastidores do Vaticano, o escritor preferido dos portugueses está de regresso com o thriller do ano. Com Vaticanum José Rodrigues dos Santos mostra mais uma vez por que razão é considerado mestre do mistério real.

Deste autor no Segredo dos Livros:
O Pavilhão Púrpura
As Flores de Lótus

Autor:

José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 Moçambique. É sobretudo conhecido pelo seu trabalho como jornalista, carreira que abraçou em 1981, na Rádio Macau. Trabalhou na BBC, em Londres, de 1987 a 1990, e seguiu para a RTP, onde começou a apresentar o 24 horas. Em 1991 passou para a apresentação do Telejornal e tornou-se colaborador permanente da CNN entre 1993 e 2002.
Doutorado em Ciências da Comunicação, é professor da Universidade Nova de Lisboa e jornalista da RTP, tendo ocupado por duas vezes o cargo de Diretor de Informação da televisão pública. É um dos mais premiados jornalistas portugueses, galardoado com dois prémios do Clube Português de Imprensa e três da CNN, entre outros.
Além da sua mais conhecida faceta como jornalista, José Rodrigues dos Santos é também um ensaísta e romancista. Especialmente nesta última vertente, tornou-se dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar maior número de edições com livros que venderam mais de cem mil exemplares cada. O seu romance de estreia, intitulado A Ilha das Trevas, foi reeditado pela Gradiva, em 2007, actual editora do autor.

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2016-10-20 11:55
Um dos meus géneros literários preferidos é o thriller religioso, especialmente tudo o que se relaciona com o Vaticano. Pela sua postura de secretismo e pelos escândalos de todo o tipo que vão escapando, a Igreja Católica presta-se a especulações e à criação de obras de ficção que, sobre um mínimo de verdade, criam elaboradas histórias de corrupção, desvio de dinheiros, altos dignitários sexualmente devassos, para já não falar de sociedades secretas que defendem segredos inconfessáveis, como a verdadeira pessoa humana de Jesus Cristo ou as variantes proibidas da doutrina, ou que se batem contra as primeiras, para defender a religião oficial.

José Rodrigues dos Santos tem sabido, em algumas das suas obras, aproveitar este filão que rende sempre muitos dividendos, porque a curiosidade é grande, tanto da parte de crentes como não crentes, além daqueles que pretendem informação para conhecer algo mais desse mundo ainda desconhecido que é o Vaticano. Este livro é uma dessas obras.

José Rodrigues dos Santos desenvolve em Vaticanum um tema que ganhou maior visibilidade após a eleição do Papa Francisco, se é que tal é possível, depois dos escândalos do Banco Ambrosiano e, mais recentemente, do Banco do Vaticano (o IOS): a corrupção nas altas estruturas da Igreja Católica e as suspeitas de ligações à Mafia, ao tráfico de estupefacientes e à lavagem de dinheiros. Ao juntar-lhe outro tema escaldante - o Estado Islâmico e as suas promessas de exterminar o cristianismo - criou um "caldo" capaz de queimar a boca de muita gente.

Não há dúvida de que este autor sabe utilizar uma ferramenta imprescindível a qualquer thriller, seja policial, espionagem, religioso ou outro: a arte do suspense que vai prender a atenção do leitor e tornar muito difícil a interrupção da leitura antes do desfecho final. Ao usar capítulos curtos e deixar, no final de cada um, a "cenoura" que gera a ânsia de ler o seguinte, está a garantir a continuação da atenção do leitor.

Quanto à história em concreto, toda a ação se centra no rapto do Papa por um comando do Estado Islâmico que, como infelizmente já começamos a estar habituados, publica na internet um vídeo do Papa ajoelhado aos pés de um encapuçado de negro com a ameaça de assassínio por decapitação à meia-noite desse dia, se não forem satisfeitas as suas reivindicações. Tomás Noronha, o habitual herói dos livros de José Rodrigues dos Santos, é apanhado acidentalmente no meio dos acontecimentos e vai ser uma pedra fulcral para o desenvolvimento dos acontecimentos, que decorrem desde o princípio da manhã até à meia-noite, a hora do clímax. Como se pode deduzir, é uma corrida contra o tempo e contra as evidências, num processo de análise que só a mente brilhante do protagonista vai conseguir deslindar. Irá conseguir evitar a morte do Papa e a provável guerra mundial que tal acontecimento desencadearia? Só lendo o livro o saberá.

O autor revela um bom trabalho de pesquisa e de caraterização dos cenários e das personagens. Tanto o Papa, como os restantes envolvidos, são descritos à imagem das personagens reais que representam, assim como os edifícios, templos, subterrâneos e outros locais do Vaticano correspondem fielmente ao que se conhece desses locais, o que dá uma credibilidade maior à trama ficcionada.

Se alguma coisa tenho a apontar, é o "elástico" (à falta de melhor termo) que o autor utiliza para chegar às 600 páginas. Cada capítulo, embora pequeno, podia ser ainda menor, se não houvesse um arrastar evitável até chegar à já falada "cenoura" da última linha. Talvez não espicaçasse tanto o leitor, mas tornava a leitura mais fluida. Esta técnica levou-me, por vezes, a ver ficção onde se aconselhava escondê-la, arrastando cenas que, pela sua urgência, se queriam rápidas (são exemplos alguns diálogos entre Tomás e Catherine).

No cômputo geral, é um thriller absorvente, com um tema muito atual e oportuno que deveria preocupar mais a comunidade internacional, pelas consequências que poderia ter para a paz e que o próprio Papa Francisco não descarta, se tivermos em atenção algumas das suas afirmações desde que foi eleito para o cargo. Vale a pena gastar umas horas na sua leitura.
 

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"Com os livros aprenderia sempre, porque as pessoas, as pessoas de prestígio, punham o melhor de si próprias em livros. Os livros eram uma destilação das pessoas."
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