Vera Cruz

Autor: João Morgado
Edição:
Mar/2015
Trilogia: Trilogia dos Navegantes (Vol. 1)
Páginas: 508
ISBN: 9789897242076
Editora: Clube do Autor

 

 

 

D. Manuel sonha com um império. Precisa de homens que saibam dominar os oceanos, descobrir terras, submeter povos e amealhar riquezas. Pedro Álvares Cabral é escolhido para comandar a maior frota do reino, rumo às especiarias do Oriente. Uma viagem tortuosa, mas que acabou em glória, com muitos proventos e a descoberta de um novo mundo – VERA CRUZ.

O que conhece de Pedro Álvares Cabral? Como chegou a terras de Vera Cruz, hoje Brasil? Por casualidade ou com intencionalidade? Terá o capitão-mor desobedecido ao rei? E obedecido a quem?
Sabe que tinha uma rivalidade com Vasco da Gama? Que após uma traição dizimou uma cidade inteira na Índia? E que morreu em Santarém desiludido com o reino?
Uma história de jogos de sombras e traições na época áurea dos descobrimentos.

Autor – João Morgado

Autor:

João Morgado nasceu em 1965, em Aldeia do Carvalho, Covilhã.
É formado em Comunicação pela Universidade da Beira Interior, tem um mestrado em Estudos Europeus na Universidade de Salamanca, Espanha e uma pós-graduação em Marketing Político pela Universidade Independente/Universidade de Madrid. Trabalhou como jornalista e, para além da imprensa regional, escreveu no diário Público e semanário Sol. Consultor de comunicação nos meios empresariais e políticos, é atualmente Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara de Belmonte – Terra de Pedro Álvares Cabral.
Na literatura, afirmou-se com dois romances: Diário dos Infiéis (2010) e Diário dos Imperfeitos (2012), posteriormente adaptadas ao teatro pela ASTA – Associação de Teatro e outras Artes. É também autor dos livros Meio-rico, contos (2011), O Pássaro dos Segredos, conto ilustrado (2014) e Para Ti, poesia (2014), entre outros.
Conquistou o Prémio Literário Vergílio Ferreira 2012 com Diário dos Imperfeitos, o Prémio Literário António Alçada Baptista 2014, com Gama – O Herói Imperfeito e o Prémio Literário Fundação Dr. Luís Rainha Correntes d’Escritas 2014, com O Céu e o Mar.

Saiba mais em www.joaomorgado.net e siga a atividade do autor na sua página no Facebook

Veja aqui o booktrailer:

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Comentários

  • Sebastião Barata

    Janeiro 10, 2016 às 16:36
    Responder

    O que sabemos de Pedro Álvares Cabral? O que aprendemos da escola: Que descobriu o Brasil em 1500. Mas ele fez muito mais do que isso, como nos mostra este romance histórico que, segundo o autor, tem mais de realidade do que de ficção.Pedro Álvares Cabral foi um beirão nascido e criado nas encostas da serra da Estrela. Era honesto e cumpridor da palavra dada, como é timbre dos beirões. Talvez por isso, não terá conseguido tirar partido das suas façanhas ao serviço de Portugal e do seu Rei. A sua consciência tinha mais valor para ele do que as […] Ler Mais...O que sabemos de Pedro Álvares Cabral? O que aprendemos da escola: Que descobriu o Brasil em 1500. Mas ele fez muito mais do que isso, como nos mostra este romance histórico que, segundo o autor, tem mais de realidade do que de ficção.Pedro Álvares Cabral foi um beirão nascido e criado nas encostas da serra da Estrela. Era honesto e cumpridor da palavra dada, como é timbre dos beirões. Talvez por isso, não terá conseguido tirar partido das suas façanhas ao serviço de Portugal e do seu Rei. A sua consciência tinha mais valor para ele do que as intrigas da corte e a ambição desmedida do rei D. Manuel I. Teve um importante papel nas conquistas no norte de África que lhe deram a notoriedade que o levou a ser escolhido para capitanear a primeira expedição à India, depois da descoberta da rota por Vasco da Gama. A verdade é que, apesar de todas as contrariedades e traições, regressou a Portugal com o primeiro grande carregamento de especiarias e deixou na Índia as bases para o estabelecimento de feitorias altamente lucrativas para o Reino.Teria sido um navegador e um guerreiro muito mais competente do que Vasco da Gama, mas os seus feitos quase não constam no que ficou para a História de Portugal. Se não fosse a descoberta quase acidental daquela que chamou terra de Vera Cruz, mais tarde apelidada de Brasil, ninguém hoje falaria dele. Morreu com pouco mais de 50 anos, foi sepultado em campa rasa e quase esquecido.Este é um romance histórico que vale muito a pena ler. Está escrito de forma cativante para o leitor, de tal modo que se torna muito difícil parar a leitura. Como o autor alerta na nota final, "não foram inventadas grandes batalhas nem grandes amores", mas, na minha opinião, também não era preciso, porque a vida de Pedro Álvares Cabral é suficientemente emotiva e apaixonada para prender a nossa atenção. Cenas como os combates no norte de África, o bombardeamento de Calecute e os amores do nosso herói por Isabel de Castro, muito bem descritas, são mais do que suficientes para encher o coração do leitor.Não quero terminar sem chamar a atenção para a imagem que é passada daquele que ficou na História como o rei venturoso, D. Manuel I. Na verdade, "não passava de um herói com pés de barro" e, se teve a ventura de serem feitas no seu reinado as grandes descobertas, não terá sido capaz de tirar partido desse facto. Esbanjou os proventos resultantes da venda das especiarias vindas do Oriente em obras faraónicas e na satisfação dos seus prazeres e dos que o bajulavam. Era devasso, interesseiro, vendável, ambicioso, trapaceiro e manipulável por aqueles que o cercavam. Subiu ao poder de forma pouco ortodoxa, pelo menos dessa fama não se livra, uma vez que era primo do seu antecessor, D. João II, cujo filho morreu em circunstâncias nunca esclarecidas. Terá sido este ambiente que levou Pedro Álvares Cabral, um probo cavaleiro provinciano, a deixar tudo, esconder-se nos seus domínios e se dedicar à família? Muitas perguntas que este excelente romance deixa em aberto... Vale a pena ler. Read Less

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